28 de mai de 2015

DIRETO AO PONTO

1 Minuto com Augusto Nunes: Lula quer socorrer Haddad com 8 bilhões extorquidos dos brasileiros que pagam impostos.


O ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já vinha esbarrando na má vontade de Dilma Rousseff  e do PT ─ único partido do mundo que quer ser oposicionista e governista ao mesmo tempo. Nesta segunda-feira, apareceu outra pedra no caminho de Levy: o ex-presidente Lula, que não só combate a redução da gastança como resolveu ampliá-la: ele exige do Planalto uma doação de 8 bilhões para que o prefeito Fernando Haddad continue sonhando com a reeleição.
Milhões de brasileiros estão inquietos com a inflação, o desemprego e outras assombrações amamentadas pelo desgoverno lulopetista. Enquanto os pagadores de impostos contam centavos, um megalomaníaco incurável cobiça uma montanha de dinheiro para manter respirando por instrumentos a candidatura condenada ao malogro. Para Lula, 8 bilhões não parecem nada de mais. Representam apenas um terço, por exemplo, da fortuna que já foi enterrada nas obras superfaturadas da refinaria Abreu e Lima.

SEM VISÃO

Frente suprapartidária lança em Curitiba o Movimento pela Candidatura Única de Álvaro Dias a Homem sem Visão de Maio.


alvaro-dias
Impressionados com a mobilização dos leitores-eleitores que lutam pela entrega do troféu do mês ao senador do PSDB que chefiou a campanha de Luiz Fachin, líderes das mais expressivas correntes políticas do Paraná lançaram nesta tarde, em Curitiba, o Movimento Pela Candidatura Única de Álvaro Dias a Homem sem Visão. “É a maior e mais ecumênica aliança da história do nosso Estado”, entusiasmou-se o governador Beto Richa ao abrir a cerimônia de lançamento do MPCUADHSV.
“Nunca imaginei que o papel de principal cabo eleitoral do professor Fachin me renderia tantas emoções”, comoveu-se Álvaro Dias na chegada ao palanque improvisado na Boca Maldita. Abraçado ao caçula do Supremo Tribunal Federal, o senador pediu às autoridades presentes que, com as mãos entrelaçadas, erguessem os braços para a saudação conjunta à plateia que vaiava a confraternização dos inimigos íntimos. Os organizadores do evento anunciaram que havia 50 pessoas a multidão no palanque. Segundo os cálculos do Datafolha, foram 1.879.
“Nosso movimento é suprapartidário e está acima de possíveis divergências”, afirmou a senadora Gleisi Hoffmann. “O Paraná é mais importante que projetos pessoais”, emendou a seu lado o colega Roberto Requião. “Vim do Rio pela FABTur para reiterar que Álvaro Dias é um exemplo de oposição construtiva”, elogiou o senador Lindberg Farias. Um dirigente do PSDB confidenciou que Álvaro Dias recebeu mensagens de apoio remetidas por Dilma Rousseff, João Pedro Stédile, André Vargas e Alberto Yousseff, entre outras personalidades da vida nacional.
Em nome do ex-presidente Lula e da Associação dos Réus do STF, Gilberto Carvalho sustentou que o desempenho do senador tucano é coisa para candidatura única. “Cito três proezas”, caprichou na discurseira o coroinha de missa negra. “Primeira: ele enxergou um paranaense no paulista Álvaro Dias e outro paranaense no gaúcho Luiz Fachin. Segunda: enxergou a beleza que existe na amizade entre Fachin e o MST. Terceira: viu um gesto de coragem numa ideia de jerico”.
Até sexta-feira, 29 de maio, os leitores-eleitores poderão lançar outros candidatos em comentários enviados a este post. Se aparecerem concorrentes, a disputa será consumada na enquete. Se prevalecer a candidatura única, fato inédito desde o nascimento do HSV, a enquete se limitará a contabilizar os leitores-eleitores que garantiram um triunfo consagrador.
Antes mesmo da conclusão oficial da disputa, Álvaro Dias já é pior de maio. E assumiu a dianteira entre os candidatos favoritos ao título de Homem sem Visão do Ano.

AUGUSTO NUNES

O cartola que furtou até medalha aprendeu que o que aqui se faz impunemente pode dar cadeia quando é feito lá fora.



José María Marín começou a carreira política na década de 60. Foi vereador em São Paulo, deputado estadual, vice-governador e, como o titular Paulo Maluf precisou afastar-se do cargo para disputar uma cadeira no Congresso, governador por 10 meses.  Depois de três ou quatro derrotas eleitorais de bom tamanho, Marin submergiu por algum tempo, sem se desligar do PTB. Em 2010, ressuscitou no noticiário esportivo acampado numa vice-presidência da CBF.
Meses depois, o presidente Ricardo Teixeira achou prudente trocar a sede da CBF por um esconderijo no litoral americano. Por ser o mais velho dos vices, Marin assumiu interinamente o cargo que, em março de 2012, passaria a pertencer-lhe com a renúncia do titular foragido. Dois meses antes de aboletar-se no trono, aproveitou a cerimônia de premiação dos jogadores do Corinthians que haviam conquistado a Copa São Paulo para mostrar que conseguira voltar um pouco pior.
Como prova o vídeo, José Maria Marin não perdeu a chance de ampliar o prontuário com o furto de uma medalha de ouro. Ao consumar a façanha, tinha 79 anos. Agora com 82, descobriu que o que se faz aqui impunemente pode dar cadeia em paragens menos primitivas. No Brasil, o novo prédio da CBF foi batizado com o nome do cartola engaiolado na Suiça. Em países onde todos são iguais perante a lei, já seria há muito tempo só um número a mais na população carcerária.

CORRUPÇÃO

FRASE DO DIA

"Que oposição mais burra. Votou pelo fim da reeleição quando parece pronta para eleger o próximo presidente da República"
Deputado Silvio Costa, PSC de Pernambuco, sobre o voto do PSDB favorável ao fim da reeleição para cargos majoritários.


CÃOGRESSO FEDEGERAL

Cunha ressuscita relatório sobre financiamento eleitoral privado.

Após ser derrotado ontem, presidente da Câmara muda de ideia e decide retomar proposta; PT quer evitar nova votação.

De olho em 2016: Celso Russomanno diz que pretende disputar prefeitura
Foto: Eliaria Andrade / O GLOBO/7-10-2012

PRB e nanicos decidem apoiar financiamento de empresas.

Emenda de Celso Russomano (PRB-SP) impede que pessoa jurídica doe para candidato, somente a partido.

POLÍTICA

Merval Pereira.

Não há no Congresso nenhuma maioria a favor de qualquer dos pontos da reforma política, por isso é muito difícil que se mude alguma coisa. Não existe acordo para mudar para esse ou aquele sistema eleitoral. Do jeito que está, se conseguirem aprovar a clausula de barreira e o fim das coligações proporcionais, vamos dar um avanço muito grande. Mas tudo com relação ao sistema eleitoral brasileiro é muito fragmentado no Congresso.
O financiamento das campanhas, por exemplo, vai ficar uma confusão. Ontem foi rejeitado colocar na constituição o financiamento de empresas; hoje vão ser votados mais dois tipos de financiamento e o Supremo Tribunal Federal está esperando a decisão do Congresso para terminar a votação em relação ao financiamento de empresas. Se o Congresso não tomar uma decisão, o ministro Gilmar Mendes vai soltar o voto e o financiamento de empresas vai ficar proibido, pois já há maioria para isso no Supremo.
O Congresso precisava ter lideranças mais sensatas para chegar a um acordo que pudesse ser aprovado. Eduardo Cunha usou sua liderança, seu autoritarismo para impor as regras que gostaria, notadamente o distritão e a inclusão do financiamento de empresas na constituição e não conseguiu. O PT foi derrotado no voto em lista, o PSDB tentou aprovar o distrital misto e foi derrotado. Estamos num fim de um ciclo que todo mundo sabe que faliu e ninguém tem uma saída; ou existem muitas saídas dividindo todo mundo. Cada vez mais a classe política vai ficando desmoralizada. 
Essa crise no governo está revelando também a crise na oposição. No PSDB, a disputa do Aécio Neves com o Geraldo Alckmin; hoje o Alberto Goldman diz que o partido não tem um projeto de país. Enfim, não há uma liderança política capaz de indicar o caminho. 


A dificuldade da Câmara em aprovar propostas de alterações no sistema político do país demonstrou que não existem maiorias para aprovar qualquer mudança, como o voto distrital simples.

CÂMARA FEDEMAL

Câmara aprova em 1º turno o fim da reeleição para cargos executivos.

Todos os partidos orientaram a favor do fim da reeleição e emenda foi aprovada por 452 votos a favor e apenas 19 contra, a mais ampla vantagem até o momento na votação da reforma política.

Plenário da Câmara durante votação da reforma política
Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

LULLA


Carlos Chagas
Lula deve explicações
Um dia o Lula falou que não bastava aumentar salários. Era preciso mudar o regime. O tempo passou, mas à exceção dos metalúrgicos do ABC, durante alguns anos, os salários não aumentaram e o regime continua o mesmo. A Nova República continuou velha e o partido dos trabalhadores nem é dos trabalhadores e muito menos é partido. A reforma política nada reformou.  A Câmara rejeitou todas as propostas de mudança e o Senado confirmou a supressão de direitos  trabalhistas.
Fazer o quê? Aguardar as próximas eleições é sonho de noite de verão. Faz décadas que nos enganamos com a expectativa, porque tudo fica na mesma. Imaginar a rebelião das  massas equivale a desconhecê-las e a ignorar que jamais terão consciência de sua capacidade.
Quem assistiu as longas sessões da Câmara, terça-feira e ontem, rejeitando alterações eleitorais, bem como  a adesão do Senado ao massacre do trabalhador, concluirá pela desimportância do Congresso e a falência dos partidos políticos.
Madame, no México, exultou e confundiu todo mundo ao dizer “que desde 2008 o Brasil adotou medidas anticíclicas para evitar contaminação da economia pelos efeitos da crise global e que agora é hora de desfazer as medidas anticíclicas e fazer o dever de casa”.  Entenderam?  Nem eu.
A verdade é que apesar de o PT continuar votando contra os direitos trabalhistas, nenhuma proposta saiu de suas bancadas no sentido de dividir com as elites a  carga de sacrifícios para enfrentar a crise econômica. Joaquim Levy já se declarou contra o  imposto sobre grandes fortunas e sua opinião parece haver frutificado no partido. O vampiro continua se banqueteando no banco de sangue.
Numa palavra, o regime continua o mesmo enquanto, ou por conta disso, os salários não aumentam. O Lula deve explicações. Pretende voltar ao palácio do Planalto, em 2018,  com que intenção? Corrigir os malfeitos  de Dilma parece muito pouco.  Ampliar o assistencialismo será inócuo. Mudar o regime?
O primeiro companheiro  precisa dizer o que pretende. O seu ideal não pode restringir-se à possibilidade dos  operários freqüentarem  churrascarias uma vez a cada seis meses. Muito menos a voltar aos tempos em que a  crise econômica não nos  atingia. O provável candidato é intuitivo. Pouco ou nada lê.  Toca de ouvido. Mas deve definir o seu regime.

DIÀRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO


No depoimento à Polícia Federal, Othon Moraes Filho, do grupo Queiroz Galvão, listou quem na empresa participava da distribuição de “doações” a partidos investigados na Lava Jato. Fontes da investigação acreditam que um dos citados, André Gustavo Pereira, vice-presidente da Queiroz Galvão, seria o responsável pelos famosos “aditivos” que teriam acrescentado cerca de R$ 3 bilhões ao valor dos contratos com a Petrobras, nas obras das refinarias Abreu e Lima (PE) e Comperj.
A força-tarefa da Lava Jato consolida o entendimento de que “doações” eleitorais para partidos e políticos não passam de propina.
Em nota, a Queiroz Galvão nega que Othon Moraes tenha confirmado pagamento de propina, mas apenas de “doações”.
À PF, ressalta a Queiroz Galvão, o diretor não afirmou que a empresa fez pagamento ilícito para obtenção de contratos e vantagens.
Em seu depoimento à PF, Othon destacou doações de até 2% do faturamento da empresa, que alega ser o limite fixado na legislação.
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O tamanho do escândalo de corrupção na Fifa pode ser medido pela força-tarefa da investigação, formada pelo poderoso Departamento de Justiça, o temido IRS (Receita Federal dos Estados Unidos) e o FBI, a Polícia Federal de lá. Eles se unem em casos especiais, como quando constituíram o grupo denominado “Os intocáveis” para investigar e prender um dos mais perigosos bandidos de sempre: Al Capone.
O Ministério Público de Nova York, o Departamento do Tesouro, e as Receitas estaduais também participam da investigação contra a Fifa.
Entre os 14 executivos da Fifa enrolados no escândalo está o ex-presidente da CBF José Maria Marin e os dirigentes da Concacaf.
O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que mora perto do parceiro J. Hawilla, em Boca Raton, Flórida, estava em Mônaco e voltou ontem.
Vivendo há mais de dez anos na Flórida, o lobista Fernando Moura já obteve cidadania norte-americana. Ele foi o chefe da turma dos irmãos Zeca e Milton Pascowitch, este último preso na Lava Jato.
A jornalista Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, foi importante na reaproximação do marido com Dilma. A presidente tem apreço por ela e as duas combinaram aquele jantar no Alvorada que selou a paz.
O PT estranhou o PCdoB votar pelo distritão, contrariando interesse dos petistas. Dias atrás, os comunistas chamavam o sistema de retrocesso. Restou ao PT se aliar aos tucanos para barrar a proposta.
Vem chamando atenção de deputados enrolados no Petrolão o sumiço da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, na qual ele aponta acusados de receber propina. No arquivo “Miscelânia”, desapareceu o vídeo de Youssef, de posse da Justiça, nominando os acusados.
O ministro Joaquim Levy (Fazenda) contou a deputados que não tem medo da frigideira do colega Aloizio Mercadante. O chefe da Casa Civil, que se acha em economia, tem cochichado críticas a Levy.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, tem sido incansável, percorrendo gabinetes parlamentares para defender o projeto da terceirização. Inclusive colocando-se à disposição para tirar dúvidas sobre o assunto.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu o pedido de impeachment das mãos dos manifestantes que caminharam de São Paulo à Brasília. A chance do pedido prosperar é quase zero.
O deputado petista Alessandro Molon (RJ) foi portador do recado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) contra o distritão. A mensagem foi fundamental para diluir o voto dos tucanos favoráveis ao sistema.

A prisão de José Maria Marin causou grande alívio entre os envolvidos no petrolão: o escândalo na Fifa vai dividir o noticiário da Lava Lato.

27 de mai de 2015

BRASIL


ANÔNIMO DISSE:

Sr. Beto, bom dia em sua cruzada incessante no sentido de esclarecer aos internautas o momento decisivo que o brasil, em minúscula mesmo esta atravessando no momento. As armações em todos os três poderes para aliviar a situação de todos os partidos, de todos os políticos e de todas as autoridades da justiça brasileira, e inqualificável e nos deixa perplexos porque sabemos perfeitamente que estamos num mato sem cachorro e infelizmente sem uma única autoridade para nos acolher e nos proteger neste momento tao solene para o trabalhador brasileiro. Estamos no fim do fosso com o nosso futuro completamente comprometido e comprometidas também varias gerações do futuro. Que futuro? Já nos transformaram em tudo que não queríamos ser, meros pagadores de impostos e sem direito a nada e ultimamente não temos direito nem de expressar nossos sentimentos. Os três poderes já firmaram seus acordos espúrios no sentido de um cobrir o rabo do outro. Tudo que estamos passando no momento e graças a três poderes pífios, aliados a uma justiça, lenta, procrastinadora, míope que nunca enxerga o que e feito errado pelas ratazanas vermelhas. Para que temos uma constutuiçao federal que não serve para nada e e diariamente desrespeitas por suas excelências votos de cabresto. Suas excelências ainda querem manipular a população distribuindo favores para que todos os pareceres sejam favoráveis a ela. Sinto muito em achar que na altura do campeonato estamos pregando no deserto. Todos que já se acostumaram a receber benesses não vao querer sair da boquinha. Resultado o torniquete esta apertando nossos pescoços e não temos resposta para nosso esforço de botar o pais para frente. Suas excelências se acostumaram no brilho de seus cargos e suas benesses muitas vezes maiores do que receberiam se tivessem que lugar no dia a dia pelo seu pao. A maior parte dos congressistas e dos governos, dos ministérios e dos cargos de confiança estão preenchido por gente desclassificada e que não tem nenhum cacife intelectual para ocupar os cargos que ocupam. E melancólico ver como eles se movimentam para cima e para baixo para justificar seus erros e suas omissões. Espero que o honorável JUIZ MORO E A POLICIA FEDERAL, continue com seu trabalho árduo no sentido de fazer justiça neste pais pífio e que ele consiga fazer esta justiça prosperar. Hoje já temos no jornal que o Tio Sam já solicitou a prisão dos cartolas do futebol. Todo o dia uma novidade sem justificativa e continuamos com a nossa justiça aqui patinando na constituição frangalho para prender os meliantes brasileiros. Ate quando o povo vai ter que sofrer para passar essa nação a limpo. Graças aos três poderes pífios, os ministérios pífios, os governos pífios e a merdia que não diz nada sobre o pais real que a classe trabalhadora tem que enfrentar no seu dia a dia. Vamos ver ate quando teremos de bancar essa patuscada desses políticos de carreira que não querem deixar o osso porque não tem cacife para enfrentar a vida. Estao todos muito mal acostumados com todas as benesses e não vao querer sair.

CONGRESSO

Cunha perdeu, mas todo cuidado é pouco

Cunha: o imperador foi derrotado, mas...
Cunha: o imperador foi derrotado, mas…
Eduardo Cunha viveu uma noite rara ontem na Câmara. Perdeu uma votação em que manobrou muito, com suas armas de sempre e na qual apostou tudo.
Não é a primeira vez que Cunha é derrotado desde que se tornou o soberano da Câmara, no início de fevereiro.  (Aliás, a turma de fieis escudeiros de Cunha, Leonardo Picciani à frente, deu entrevistas dizendo que não via na rejeição ao Distritão uma derrota do seu chefe. É uma atitude padrão de Cunha e sua tropa de choque: tentam negar o óbvio, como se isso bastasse para mudar os fatos como eles são.)
O revés de Cunha, contudo, não deve ser exageradamente comemorado ou superdimensionado por seus adversários. Significa apenas que ele não pode tudo, sobretudo impor qualquer coisa aos seus pares.
Mas convém não subestimá-lo. Ninguém ganhará nada fazendo isso. Tido cuidado é pouco. Cunha ainda detém muito poder. É o político mais poderoso e influente do parlamento. Com causas menos espinhosas, como era a do Distritão, pode continuar dando passeios no governo nas votações.
Por Lauro Jardim

LAURO JARDIM

Marin, o Zé das Medalhas.


Marin, o Zé das Medalhas
Marin, o Zé das Medalhas
José Maria Marin está entre os acusados pela Justiça dos EUA de ter recebido propinas em seus tempos de comandante da CBF. Na Suíça para um congresso da Fifa, Marin foi levado a uma delegacia para depôr. Até onde se sabe, as suspeitas tratam de coisas graúdas.
A célebre medalha que Marin embolsou no Pacaembu três anos atrás, um tudo devidamente fotografado e filmado, não está na lista das investigações da justiça americana. Até porque neste caso não é preciso investigar nada.

DIRETO AO PONTO



Depois do contragolpe no fígado aplicado por Silas Malafaia, Lula não se arriscará a ironizar pastores evangélicos nem mesmo quando estiver falando sozinho.

DIRETO AO PONTO


No Aqui entre Nós, Joice Hasselmann e Augusto Nunes constatam que só a entrevista de Dilma é mais confusa que a reforma política em gestação no Congresso.


UCHO.INFO

Dilma e o PT aprovam MP inconstitucional e aplicam um golpe nos trabalhadores brasileiros.

dilma_rousseff_517Vale tudo – O governo petista de Dilma Vana Rousseff e os partidos aliados deram um tremendo golpe nos trabalhadores brasileiros com a aprovação da Medida Provisória 665, que restringe o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso. A MP foi aprovada por 39 votos favoráveis e 32 contra.
Com esse drible que teve lugar no plenário do Senado Federal, Dilma colocou a chancela da oficialidade na fraude eleitoral que garantiu a sua reeleição em 2014. Durante a campanha eleitoral do ano passado, Dilma abusou da mitomania para ludibriar a parcela incauta opinião pública, valendo-se, à época, da expressão “nem que a vaca tussa” para garantir que não mexeria nos direitos dos trabalhadores.
Horas antes da aprovação da MP 665, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que agora balança no cargo, disse que as políticas equivocadas de Dilma levaram o País à crise econômica e ao desajuste fiscal. Isso significa que o trabalhador brasileiro terá de pagar a conta de um governo incompetente, perdulário, paralisado e corrupto. Enquanto os palacianos falavam em necessidade de economia de gastos para defender a aprovação da MP, o governo se recusava a reduzir os mais de 25 mil cargos de confiança na máquina federal.
Do mesmo modo, o governo anuncia cortes no Orçamento que afetarão setores importantes como saúde e educação, ou seja, elimina direitos constitucionais dos cidadãos, mas autoriza o BNDES a aplicar R$ 80 bilhões para financiar empresas e países alinhados ideologicamente.
A Medida Provisória 665, aprovada pelo Senado, é escandalosamente inconstitucional, pois a Carta Magna, em seu artigo do artigo 239, parágrafo 3º, garante ao trabalhador, de forma clara e inconteste, o recebimento do abono salarial, como segue:
“§ 3º Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, até dois salários mínimos de remuneração mensal, é assegurado o pagamento de um salário mínimo anual, computado neste valor o rendimento das contas individuais, no caso daqueles que já participavam dos referidos programas, até a data da promulgação desta Constituição.”

Resumindo, o governo do PT atropela a Constituição Federal porque ainda não desistiu de seu projeto totalitarista de poder, o que exige limpar as lambanças de Dilma Rousseff e salvar a qualquer custo um partido político que age como se fosse organização criminosa. 

MONSTRENGO

Merval Pereira.


Da maneira que vai ser votada, por temas, não se sabe o que vai acontecer com a reforma política. Nenhum grupo majoritário fez algum trabalho específico sobre qualquer tema dela. A posição do Congresso é muito fragmentada.

Alguma coisa vai acabar sendo aprovada, por que vão ser colocados em votação todos os temas.  Mas é uma maneira estranha de votar: não se chega a um acordo na comissão, acaba com a comissão e leva-se para o plenário tema por tema. Reforma política é um assunto muito complicado, que deveria passar por uma discussão maior, mas nunca se chega a uma conclusão. Como é emenda constitucional, são necessários 308 votos e não há consenso sobre nada.
Não sei se votar assim, no peito, é o melhor caminho. É verdade que, de outra maneira, não se chegou a nenhuma conclusão até hoje. Provavelmente vai acabar sendo aprovado o fim da coligação proporcional; já a clausula de barreira dificilmente será aprovada.
São muitos detalhes, muitas divisões, características e fica muito difícil votar dessa maneira. É a mesma coisa de se fazer um plebiscito para reforma política como alguns queriam. Como se definem tantos pontos em um plebiscito?
 Não sei que monstrengo vai sair dessa votação por que não se tem uma coluna vertebral da reforma, não tem um projeto que dê coerência aos diversos pontos. NInguém sabe o que vai sair disso aí.
Sou a favor do distrital; distrital misto, de preferência. Não acho que o distritão possa ser uma solução, mas pode ser um caminho para o distrital. Ele pelo menos protege o voto; garante quem for eleito pelo eleitor tomará posse. 
O problema do distrital, que é usado pela maior parte do mundo, é a divisão em distritos. Como definir os distritos, qual o tamanho de cada um, qual critério usar, quem decide esse tamanho?Os estados seriam divididos por distritos e os candidatos concorreriam somente nos distritos. O problema é como dividir esses distritos. Qual o tamanho, quem decide o tamanho? É possível aumentar ou diminuir a força de um partido com a divisão geográfica dos distritos.

CORRUPÇÃO

O diretor de Comunicações da Fifa Walter De Gregorio em entrevista coletiva em Zurique Foto: Ruben Sprich / Reuters

Operação prende seis dirigentes da Fifa e indicia mais oito por corrupção.

Ex-presidente da CBF José Maria Marin seria um dos detidos; suspeitos poderão ser extraditados para os Estados Unidos. 

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO


Em depoimento à Polícia Federal, ao qual esta coluna teve acesso, um diretor do grupo Queiroz Galvão, Othon Zanoide de Moraes, revelou que o grupo pagou 2% do seu faturamento (bruto) anual a título de propina aos enrolados na Lava Jato. Ele disse ser responsável apenas pelas “doações” ao PP, mas destacou que o presidente da empreiteira, Ildefonso Collares, tinha a decisão final sobre o esquema de propina.
Todas as empresas do grupo Queiroz Galvão, segundo Othon Moraes, reservavam até 2% do faturamento para “doar” a partidos e a políticos.
Othon disse à PF que o ex-deputado José Janene apresentou-o ao doleiro Alberto Youssef, responsável pelo propinoduto do PP.
O diretor da Queiroz Galvão contou à PF que recebeu em 2010 lista de Youssef com políticos destinatários de “doações” da empreiteira.
Othon Moraes confirmou o pagamento de R$ 500 mil ao PMDB-RO, a pedido de Youssef, mas negou conhecer o senador Valdir Raupp (RO).
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Após a rejeição de Guilherme Patriota para a OEA, há a expectativa no Itamaraty de que outro bolivariano pode vir a ser o próximo rejeitado no Senado: Antônio Simões, indicado embaixador em Madri. A Espanha levou uma eternidade para dar agrément (o “aceito”), sinal eloquente do desagrado com a indicação, em linguagem diplomática. É conhecido o zelo chavista do indicado, que colegas chamam de “Simões Bolívar”.
Espanha deu agrément a Simões de olho na boa relação com o Brasil, que é essencial à saúde de empresas como o Santander e Telefónica.
Simões é acusado por colegas de ajudar a crucificar Eduardo Saboia, que salvou a vida de um senador perseguido pelo governo da Bolívia.
Simões também teve papel instrumental na suspensão do Paraguai para forçar a entrada da Venezuela ao Mercosul, vetada por Assunção.
O ministro Joaquim Levy (Fazenda) pratica o esporte nacional de falar mal do governo. Diz aos mais próximos que a falta de “pulso firme” do governo com o Congresso compromete suas tesouradas.
O deputado Heráclito Fortes (PI), ex-DEM e agora no PSB, cuja carreira o ex-presidente Lula tentou acabar nas urnas, participou ontem de animado almoço com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), tomava chá de cadeira de Renan Calheiros, quarta, quando a conterrânea Gleisi Hoffmann (PT) lhe fez uma gentileza: pegou-o pelo braço e o introduziu no gabinete do presidente do Senado, sem necessidade de pedir licença.
A rebeldia do senador Lindbergh Farias (RJ) não resistiu a uma ligação de Dilma, antes de viajar para o México. Rapidamente ele prometeu apoiar o ajuste. Já Paulo Paim (RS), nem precisou de telefonema.
A CUT voltou a fazer baderna no Congresso. Desta vez, protestaram contra o distritão. A central sumiu de Brasília desde a aprovação, com votos do PT, das MPs que retiraram direitos trabalhistas.
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quer isolar o PT e fazer um agrado aos opositores, inclusive no Rio de Janeiro, ao designar Rodrigo Maia (DEM-RJ) como relator da reforma política, no plenário.
O senador Antonio Reguffe (PDT-DF) votou contra o ajuste. Para ele, primeiro o governo federal deve cortar na máquina administrativa, obesa e corrupta, para só depois cortar programas e investimentos.
Dilma ficou estarrecida com a atitude nos bastidores do ex-presidente Lula, relatada pelo ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), insuflando senadores do PT a votar contra o pacote fiscal do governo.

A alegria de Aloizio Mercadante ao lado de Joaquim Levy, durante coletiva nesta semana, é tão verdadeira quanto uma nota de R$ 3,00.