01/08/2014

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • Com a publicação de sua aposentadoria ontem (31) no Diário Oficial da União, o agora ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa deu o troco nos ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. A saída um dia antes da reabertura dos trabalhos livrou Barbosa de ter de participar e, principalmente, votar na sessão que escolherá nesta sexta  os dois desafetos para dirigir a mais alta Corte de Justiça do País.
  • O ministro Lewandowski deverá assumir a partir de hoje, interinamente, a presidência do STF e do CNJ, com a ministra Cármen Lúcia de vice.
  • Joaquim Barbosa não suporta Lewandowski, revisor do processo do mensalão, com quem trocou insultos pesados durante o julgamento.
  • Já Cármen Lúcia foi para a lista de desafetos após ser flagrada, em 2007, comentando que Joaquim daria “salto social” como relator do mensalão.
  • A decisão de Barbosa de se aposentar, para não ficar “um só dia” sob comando de Lewandowski, foi revelada por esta Coluna em novembro.
  • Membros do Conselho de Ética da Câmara suspeitam que Leonardo Meirelles, apontado como sócio do doleiro Alberto Youssef na Labogen, seria representante, na Bahia, de outras empresas de fachada usadas em esquema de lavagem de dinheiro. Relator da cassação de Luiz Argôlo (SD-BA) no Conselho de Ética, Marcos Rogério (PDT-RO) confirmou ter pedido ao presidente Ricardo Izar (PSD-SP) nova oitiva do empresário.
  • Novos documentos da investigação contra André Vargas ligariam Argôlo a essas empresas de fachada representadas por Meirelles na Bahia.
  • Marcos Rogério pedirá extensão da decisão do STF, que negou paralisar o processo de André Vargas no Conselho Ética, para o caso de Argôlo.
  • O chefe de gabinete de Luiz Argôlo, Vanilton Bezerra – a quem Youssef teria transferido R$120 mil – deve depor nesta terça (5) no Conselho.
  • O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, disparou convites para posse, no dia 13 de agosto, de Bruno Dantas, indicado ao cargo de ministro pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB).
  • A propósito, em troca de votar na Câmara a indicação de Bruno Dantas, o presidente Henrique Alves já obteve confirmação da sabatina, na terça (5), no Senado, do desembargador potiguar Luiz Gurgel de Faria ao STJ.
  • O deputado Gabriel Chalita (PMDB) bem que advertiu o vice-presidente Michel Temer, em 2012, que o desafeto Paulo Skaf não era confiável para disputar o governo de São Paulo: “Ele ainda vai te trair”, profetizou.
  • Nomeado pela presidenta Dilma, chanceler Luiz Figueiredo se inspirou na política “pouco ousada” de Antônio Patriota e também arrefeceu a prática adotada por Celso Amorim para indicar mulheres a cargos no Itamaraty.
  • Causou constrangimento no PSDB a presença do ex-deputado Eduardo Azeredo (MG) na sabatina do presidenciável Aécio Neves na CNI. O tucano é um dos protagonistas do escândalo do mensalão mineiro.
  • O PSDB não perde tempo: entrou com ação no MPDFT por improbidade administrativa contra servidores públicos que teriam sido encarregados de preparar a presidenta Dilma para sabatina eleitoral da CNI.
  • Abandonado pela presidenta Dilma, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) acredita que sua candidatura ao governo só sairá do quarto lugar após inserções na TV, e já elegeu o próximo 7 de setembro como dia da virada.
  • Candidato à reeleição, o deputado Fábio Faria (PSD-RN) – que é ex de Sabrina Sato, Adriane Galisteu e Priscila Fantin – agora é chamado nas ruas de o “genro do Silvio Santos”. Ele está noivo de Patrícia Abranavel.
  • … caindo toda semana, o PIB vai se autodestruir em 7, 6, 5, 4…

NOTÍCIAS

PARA SKAF APOIAR DILMA EM SP, PT TEM QUE RETIRAR PADILHA.

Pedro do Coutto
Reportagem de Márcio Falcão e Alexandre Aragão, edição de quarta-feira 30 da Folha de São Paulo, revela a pressão que está sendo exercida por Michel Temer sobre Paulo Skaf para que este passe a apoiar a candidatura da presidente Dilma Rousseff em São Paulo.A pressão era esperada, porque, se não apoiar Dilma, Skaf, que é o candidato do PMDB, não estará apoiando Michel temer, vice na chapa governista. Tem lógica. Aliás, dupla lógica, já que São Paulo é o principal colégio eleitoral do país, representando assim mais de 20% dos votos. Dilma-Temer precisam de parte desses votos. Isso de um lado. De outro, o dirigente licenciado da federação das Indústrias não tem condições de não se integrar ao lado de Temer e ao mesmo tempo desejar obter a adesão dos prefeitos que o PMDB possui na área estadual.
Tudo perfeito, mas falta uma coisa: Temer não pode desejar  a participação de Skaf se o PT mantiver a candidatura de Alexandre Padilha ao Palácio Bandeirantes. Neste caso, Skaf, ao aceitar tal palanque duplo, estaria contribuindo politicamente para o plano alto do Planalto sem que alcançasse uma contribuição desse apoio no esquema estadual. Seria este seu argumento mais consistente.
E, em contrapartida, Temer poderia – e pode – sustentar que existe, ou deve existir uma coligação PT-PMDB na área federal. Mas há dificuldades em vários Estados. São Paulo, o principal. Rio de Janeiro, entre eles. Minas Gerais, um terceiro exemplo. É necessária uma revisão do panorama, tanto de parte de Dilma Rousseff quanto de Aécio Neves. Não cito Eduardo Campos porque este só poderá subir se Aécio descer. Como demonstram as pesquisas tanto as do Datafolha, quanto as do Ibope.
A dúvida, hoje, já escrevi sobre isso, é se haverá segundo turno. Mas se houver, será ele entre Dilma e Aécio. A chapa Campos-Marina, por si só, aparece de forma fraca nos levantamentos. Vamos esperar o próximo para focalizarmos novamente esse aspecto.
PEZÃO E DILMA
Voltamos ao tema que abrange as alianças regionais em função do quadro básico nacional. No Rio de Janeiro, por exemplo, o governador Pezão apoia Dilma Rousseff, uma vez que ele pertence aos quadros do PMDB. E seu apoio encontrou correspondência. A presidente da República não prestigiou Lindberg Farias, senador e candidato do PT ao Palácio Guanabara. Em Minas, segundo colégio eleitoral (o Rio de janeiro é o terceiro) disputam o Palácio da Liberdade Pimenta da Veiga, pelo PSDB, e Fernando Pimentel, pelo PT. O PMDB tem que se posicionar.
Citei as três principais fontes de votos. Mas há uma série de outros Estados importantes em relação aos quais ou ocorrem uma arrumação das coligações partidárias ou se reconhecem divisões profundas atingindo as alianças num sentido (Dilma) ou no outro (Aécio).
Um desafio para as articulações e os articuladores. Têm que partir de aproximações e nelas incluir o interesse de vários candidatos, cada um em sua unidade federativa. Pois através da campanha que começa em agosto não há muitos espaços para manobras isoladas. E sim espaços a serem descobertos para convergências. O caso de São Paulo é típico. O do Rio de Janeiro, outro exemplo marcante. Todos os caminhos até outubro levam às urnas. Mas nem todos são iguais.

TEMER PROVOCA CRISE NO PMDB PAULISTA E ATRAPALHA SKAF.

Carlos Newton
Incomodado com peça publicitária que insinuava a negativa do PMDB paulista apoiar Dilma, o vice-presidente Michel Temer resolveu enquadrar o candidato do partido ao governo de São Paulo, Paulo Skaf.
A bem-humorada peça publicitária consistia na divulgação de um vídeo em que o candidato Skaf aparece sentado num trem e é perguntado pelo celular sobre um possível apoio ao PT. A resposta usa o bordão de um comercial do cantor Cumpadre Washington, do conjunto É o Tchan: “Sabe de nada, inocente”.
O vídeo causou revolta no Planalto e a conta sobrou para o vice-presidente Michel Temer, que não só voltou a presidir o PMDB, como também é padrinho da candidatura de Skaf ao governo paulista. Temer imediatamente ligou para Skaf e exigiu do aliado. “O PMDB paulista estará com Dilma e comigo na campanha nacional”.
SEM PALANQUE
Mas o fato é que Skaf tem rechaçado a possibilidade de abrir seu palanque para Dilma Rousseff, por conta do elevado índice de rejeição da presidente no Estado de São Paulo. Ele acha que receber apoio de Dilma hoje significa perder eleitores.
Temer foi chamado pelo Planalto para agir como bombeiro, mas acabou botando mais lenha na fogueira. Criou uma crise no PMDB justamente quando o partido volta a ter alguma chance de ao menos apresentar candidato e disputar o governo de São Paulo.
As pesquisas indicam que o tucano Alckmin pode ser reeleito no primeiro turno, mas ainda faltam mais de dois meses e muita coisa pode acontecer. Como dizia Magalhães Pinto, a política é como uma nuvem: agora está de uma maneira, daqui a pouco estará de outro jeito.

31/07/2014

PESQUISA IBOPE PARA GOVERNO DE MG.

Ibope Minas: Pimentel e Pimenta da Veiga estão tecnicamente empatados.


O Globo
Em Minas Gerais, a pesquisa Ibope encomendada pela TV Globo apontou empate técnico para o governo entre os candidatos Fernando Pimentel (PT), que aparece com 25% das intenções de voto, e Pimenta da Veiga (PSDB), com 21%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Tarcísio Delgado (PSB) registrou 3%.
Andre Alves (PHS) e Eduardo Ferreira (PSDC) têm 2%. Cleide Donária (PCO), Fidélis (PSOL) e Professor Túlio Lopes (PCB) possuem 1% cada. Votos brancos e nulos chagam a 13%. Os eleitores que não sabem são 31%.

Leia mais em Ibope MG: Pimentel e Pimenta da Veiga estão tecnicamente empatados

PESQUISA PARA GOVERNO DE SÃO PAULO

Ibope aponta vitória de Alckmin no primeiro turno em São Paulo.


O Globo
Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira mostra que governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seria reeleito no primeiro turno. O tucano tem 50% das intenções de voto. Paulo Skaf (PMDB) aparece em segundo, com 11%. Alexandre Padilha (PT) é o terceiro com 5%.
Essa é a primeira pesquisa do Ibope para o governo de São Paulo realizada nesta eleição, por isso não é possível comparar a evolução do desempenho dos candidatos. Gilberto Natalini (PV), Laércio Benko (PHS), Raimundo Sena (PCO), Wagner Farias (PCB) e Gilberto Maringoni (PSol) aparecem com 1% cada.

Leia mais em Ibope aponta vitória de Alckmin no primeiro turno em São Paulo

MUTAÇÃO

Quadro em mutação, por Merval Pereira.


Merval Pereira, O Globo
No chamado Triângulo das Bermudas — Rio, São Paulo e Minas — que reúne 42% do eleitorado nacional, a situação revelada pela primeira pesquisa do Ibope encomendada pela TV Globo mostra um quadro em mutação desfavorável à presidente Dilma Rousseff, embora ela esteja numericamente na frente em dois dos três estados. 
Mas o candidato oposicionista Aécio Neves caminha para vencer em Minas, onde os candidatos petistas sempre ganharam nas últimas eleições, e está em empate técnico com Dilma em São Paulo, onde o PSDB tem o predomínio político.
Nos dois estados, é provável que o maior partido de oposição vença as eleições para os governos locais e para o Senado, mostrando que a chapa oposicionista tem força suficiente para se impor ao PT.
Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin pode vencer no primeiro turno, e o candidato petista, Alexandre Padilha, patina nos 5%. Para o Senado, o ex-governador José Serra continua na frente.
O PSDB tem vencido regularmente a eleição para presidente em São Paulo, mas a diferença a seu favor vem diminuindo: Fernando Henrique abriu cerca de 5 milhões de votos frente a Lula em 1994 e 1998, em 2006, Alckmin venceu por uma margem de 3,8 milhões de votos, e Serra, em 2010, por cerca de 1,8 milhão.

Leia a integra em Quadro em mutação


FRASE DE UM DITADOR IMBECIL

Botin, é o seguinte, querido. Eu tenho consciência de que não foi você que falou, mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil e não entende nada de governo Dilma. Manter uma mulher dessa em um cargo de chefia? Pode mandar embora.
Ex-presidente Lula, ao reclamar do boletim enviado pelo Banco Santander aos seus clientes de alta renda sobre a relação das pesquisas eleitorais com a aprovação do governo Dilma.

PESQUISA IBOPE PARA GOVERNADOR DO RIO

Eleições 2014.

Garotinho, Crivella, Pezão e Lindberg Foto: O Globo / Simone Marinho

Garotinho, Crivella e Pezão têm empate técnico, diz Ibope.

Com 44%, candidato do PR é o que tem maior rejeição no Rio. O candidato do PT, Lindbergh Farias, está com 11% das intenções.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO


  • Candidato à reeleição em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem aproveitado a queda de braço entre o adversário Paulo Skaf e o vice-presidente da República, Michel Temer, para angariar apoio nas bases do PMDB. Aconselhado pelo marqueteiro Duda Mendonça, que não vê a hora de dar troco no arquiinimigo João Santana, Skaf ignora os apelos de Temer e se recusa a oferecer palanque para presidenta Dilma.
  • O deputado Gabriel Chalita (PMDB) – desafeto de Skaf em SP – tem trabalhado, nos bastidores, junto a prefeitos a favor de Geraldo Alckmin.
  • Padrinho da candidatura, Temer ficou irritado com peça na qual Skaf é questionado sobre apoiar Dilma e responde: “Sabe de nada, inocente”.
  • A cúpula do PMDB avalia que a estratégia individualista que Skaf diminui chances de 2º turno, já que Alexandre Padilha não cresce nas pesquisas.
  • Não é à toa que Skaf tenta se descolar da presidenta Dilma: ela carrega 47% de rejeição em SP, onde hoje perderia para Aécio num 2o turno.
  • Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) têm mais em comum do que se imagina. Assim como o ex-presidente Lula não se cansa de reclamar que a sucessora não ouve ninguém, senadores e deputados do PSDB descem a lenha na postura do tucano Aécio Neves de decidir tudo sozinho. No PSB, o cenário não é diferente: Eduardo Campos não escuta nem a turma de Pernambuco.
  • O PSB e PSDB reclamam que a centralização das decisões, além de não envolver aliados na campanha, fragiliza chances de chegar ao Planalto.
  • Alvo de queixas, a presidenta Dilma abriu uma brecha e marcou reuniões com presidentes de siglas aliadas, o que não mudou muito nas decisões.
  • O PSDB entrou com nova ação no MP-DF contra Gilberto Carvalho por utilizar cargo de ministro para fazer propaganda negativa de Aécio Neves.
  • Candidato ao governo do Rio, o senador Lindbergh Farias (PT) sofre do mesmo mal do correligionário Alexandre Padilha em SP: muito verbo e pouca verba. Os empresários negam doações eleitorais com medo das denúncias que batem na porta do PT e da falta de perspectiva de vitória.
  • Flagrado em áudios revelando com toda naturalidade que recebe propina, deputado Rodrigo Bethlem (RJ) avisou ao PMDB que desistirá da disputa à reeleição, mas deverá continuar filiado ao partido, que faz vista grossa.
  • Diferentemente de Michel Temer e Marina Silva, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) não acompanhou ontem o presidenciável Aécio Neves na sabatina com empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
  • O deputado Luiz Pitiman – candidato tucano ao governo do Distrito Federal – fez questão de comparecer ontem na sabatina de Aécio Neves (MG), que está empatado com a presidenta Dilma nas pesquisas no DF.
  • Após a sabatina na CNI, Eduardo Campos (PSB) ofereceu a cadeira principal para coletiva de imprensa à vice Marina Silva: “Minha vez foi com empresários, agora é a sua”, disse brincando, e assumiu o posto.
  • O senador Roberto Requião (PMDB-PR), chamado por adversários de ‘Maria Louca’, abandonou entrevista para rádio CBN de Cascavel ao ser questionado sobre retirada de aditivo que previa duplicação da BR-277.
  • Presidente do PSDB-ES, César Colnago critica o presidenciável Eduardo Campos, que promete recuperar o Fundo de Desenvolvimento Atividades Portuárias, “quando a bancada dele votou contra o fundo no Senado”.
  • Candidato ao Senado, João Paulo (PT-PE) virou alvo de chacota após entrevista sobre maioridade penal na qual falou de valorização da vida, meditação transcendental e terminou contando sobre amigo que tentou suicídio e cujo dia mais feliz da vida foi quando conseguiu fazer cocô.

  • … com o futebolzinho jogado nos estádios após a Copa, o Templo de Salomão terá a maior média de público do Brasil.
  • 30/07/2014

    NOTÍCIAS


    Tudo pronto para José Genoino sair da Papuda e cumprir pena em casa.


    Fernanda Odilla
    Folha
    A Vara de Execuções do Distrito Federal reconheceu nesta quarta-feira (30) que o ex-deputado José Genoino tem direito a descontar 32 dias da própria pena. Com essa redução, ele poderia ir para casa por ter cumprido um sexto da pena. A decisão de autorizar a progressão do regime semiaberto para o aberto, a ser cumprido em casa, caberá ao Supremo Tribunal Federal.

    A juíza Leila Cury escreveu numa decisão com data desta quarta que, além dos dias trabalhados, os cursos de “introdução à informática e internet” e de “Direito Constitucional” feitos por Genoino na cadeia se enquadram às exigências para remissão da pena.
    Segundo a decisão da juíza, deliberações sobre a mudança de regime para os condenados no mensalão estão sendo analisadas pelo Supremo. Por isso, ela remeteu a decisão ao novo relator do caso, o ministro Luís Roberto Barroso.
    Na semana passada, a defesa de Genoino havia pedido a regressão do regime do semiaberto para o aberto. Apesar de faltar um mês para o cumprimento de um sexto da pena, exigência legal para a progressão de regime, os advogados de Genoino pleiteavam a remissão de 32 dias de trabalho e estudo dentro da penitenciária.
    PASSANDO MAL…
    Condenado a 4 anos e 8 meses por corrupção ativa no regime semiaberto, Genoino começou a cumprir pena no complexo da Papuda em novembro de 2013. Passou mal dias depois e obteve direito a prisão domiciliar provisória por problemas no coração. Ele voltou ao presídio em 1º de maio. Com base em laudos médicos, o então ministro Joaquim Barbosa entendeu que não havia necessidade de continuar a se tratar em casa. O plenário do Supremo referendou a decisão, dizendo que o ex-deputado não poderia ter “tratamento diferenciado” em relação a outros detentos.
    Na ocasião, o ministro Luís Roberto Barroso lembrou que Genoino teria direito a pedir progressão para o regime aberto a partir do dia 24 de agosto. Agora caberá a ele analisar a antecipação dessa data.
    “Fica a cargo do Supremo a decisão dele voltar ou não para casa para cumprir o restante da pena em regime aberto”, explicou o advogado Luiz Fernando Pacheco.
    ### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - O esquema para libertar os mensaleiros foi muito bem montado. Primeiro, aceitar os embargos infringentes. Depois, inocentar os mensaleiros da formação de quadrilha, como se cada um deles tivesse cometido o crime individualmente. Ou seja, não teria havido conluio entre José Dirceu, o chefe da quadrilha, José Genoino, o presidente do PT, que assinava os cheques, o Soares, Tesoureiro do PT, que levava os cheques para Genoino assinar, e João Paulo Cunha, deputado que recebia o mensalão a pretexto de “pagar a TV por assinatura”. E ainda chamam isso de Justiça. (C.N.)

    Ambiente econômico é adverso à reeleição, diz cientista político.



    Idiana Tomazelli

    Agência Estado
    A situação da economia doméstica deve tornar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) mais difícil, avalia o cientista político Sérgio Abranches, do Instituto Ecopolítica. Para ele, as condições estruturais domésticas, como a inflação que tem afetado cada vez mais a renda, interferem mais no humor da sociedade.
    “Não vai ser uma eleição igual às outras, porque o Brasil não é igual ao das outras eleições. O Brasil nunca foi um País tão capaz de mostrar mau humor quanto desta vez”, disse, em seminário sobre as eleições realizado na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.
    A baixa popularidade da presidente também aumenta a incerteza sobre sua reeleição, acrescentou Abranches. “Claramente do ponto de vista do que nós sabemos, o ambiente é adverso à reeleição da presidente em exercício”, disse.
    PROGRAMAS SOCIAIS
    Em um painel anterior, o cientista político Cesar Zucco, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e Empresas da FGV (Ebape/FGV), comentou que a avaliação positiva dos programas sociais criados ou ampliados durante a gestão do PT na Presidência seria capaz de fazer frente à baixa popularidade da atual presidente e aos questionamentos sobre a política econômica do governo durante a eleição. “Uma possibilidade é que ela faz melhor o resto do que a política econômica”, afirmou.
    Mas a questão eleitoral não se resume à economia. Os candidatos, de acordo com os participantes do seminário, têm se obrigado a encontrar maneiras de se adaptar a mudanças no próprio modo de fazer campanha. “Desde 2002 não se faz mais campanha na rua, com cartazes e folhetos. Não foi assim em 2006, nem em 2010″, disse o cientista político Jairo Nicolau, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
    Além disso, o horário eleitoral na televisão já não tem mais a mesma centralidade que tinha em anos anteriores. “A maioria dos eleitores desliga a televisão ou muda de canal”, ressaltou Abranches.

    PESQUISA

    PESQUISA ELEITORAL.
    Alckmin tem 50% das intenções de voto em SP, afirma Ibope. Pimentel tem 25% e Pimenta da Veiga 21% nas intenções de voto em Minas Gerais. No DF, Arruda tem 30% e Agnelo, 16% nas intenções de voto ao governo. RJ: Garotinho lidera com 21%; Crivella registra 16%, e Pezão tem 16% dos votos

    HAJA CINISMO

    DITADURA PLENA.



     cargo de chefia é sinceramente...Pode mandar embora e dar o bônus dela pra mim, que eu sei como é que eu falo", criticou o ex-presidente Lula em discurso na 14a plenária da Central Única dos Trabalhadores sobre o parecer emitido pelo Banco Santander a cerca dos grandes riscos que a economia brasileira está ocorrendo caso a política econômica do Governo Federal da presidenta Dilma seja mantida. Obviamente o posicionamento técnico econômico do Banco Santander estava correto na análise de todos os maiores economistas, mas como vivemos em um período de pré-ditadura bolivariana e de censura, não se pode jamais falar a verdade no Brasil se esta irá ferir os interesses do PT. Adivinhem qual foi o resultado deste caso ? A economista chefe do Santander foi demitida. Para aqueles que poderiam ter ainda alguma dúvida sobre a existência da censura no Brasil como temos divulgado e provado, deixamos registrado mais um triste e revoltante caso verídico. Esperamos sinceramente que a nossa página não seja retirada em breve do ar bem como que o nosso presidente não torne um preso político...

    HORÁRIO ELEITORAL

    ‘A sua TV nova, linda e cara’, cinco notas de Carlos Brickmann

    CARLOS BRICKMANN.
    Atenção, pessoal que comprou uma TV LED de alta definição, tela enorme, som surround, com toda a tecnologia de última geração, para ver o Brasil ganhar a Copa: no dia 19 de agosto começa o Horário Eleitoral Gratuito.
    Gratuito para quem, cara-pálida? Para o Tesouro não é, pois deduz dos impostos das emissoras de rádio e TV o valor do tempo de propaganda – e, ao contrário do que ocorre com qualquer anunciante, que tem desconto, o Tesouro paga a tabela cheia. Para os candidatos também não: elaborar um bom programa para o horário eleitoral é caríssimo. É a principal despesa, hoje, da campanha. Para a democracia o prejuízo é maior ainda: graças ao horário eleitoral, dezenas de partidecos se formam, só para vender seu tempo aos partidos maiores. Podem receber dinheiro ou cargos no Governo. Isso explica o inchaço do número de Secretarias estaduais e Ministérios: é preciso pagar a turma que vende o tempo. Explica também as estranhíssimas alianças: em troca de alguns segundos no horário gratuito, partidos e candidatos mais fortes vendem a mãe, e entregam.
    Este colunista já defendeu o horário eleitoral gratuito, em nome da democracia, por abrir a todas as correntes o acesso à divulgação de suas ideias. Hoje é contrário, em nome da democracia, por ter visto que tudo virou negócio. Pois há, além de alianças esquisitas, também partidos que não se aliam mas vendem o tempo para falar mal dos adversários de quem os comprou.
    Chega de propaganda paga por nós. Quem quiser ser chato e falar besteira que pague por isso.

    LUGAR DE BANDIDO É NA CADEIA - TÍTULO MEU

    Ministério Público recorre contra habeas corpus para 23 ativistas.

    Sérgio Ramalho, O Globo
    O procurador Riscalla Abdnur, do Ministério Público estadual, encaminhou recurso ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, solicitando que o desembargador Siro Darlan reconsidere a decisão de libertar 23 manifestantes acusados de associação criminosa armada.
    No recurso, o procurador pede que a decisão de Darlan seja submetida, em 48 horas, à apreciação dos demais desembargadores da 7ª Câmara Criminal. O prazo de dois dias está previsto no regimento interno do Tribunal. Abdnur ressalta a gravidade das provas reunidas contra os 23 ativistas na investigação da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI).


    Tumulto provocado por manifestantes na saída do complexo penitenciário de Bangu: eles atacaram jornalistas que cobriam a liberação dos réus.

    PCC E PT, TUDO A VER - TÍTULO MEU

    Promotoria suspeita que petista e empresas lavaram dinheiro para PCC.

    Estadão
    O deputado estadual Luiz Moura (PT) e cinco empresas de ônibus que operam em São Paulo são citados em investigação que apura esquemas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O procedimento, sigiloso, é coordenado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. Moura nega as acusações.
    O Tribunal de Justiça ainda precisa dar aval para que o deputado seja investigado. Ele está suspenso do PT desde o mês passado. Moura foi flagrado pela Polícia Civil em março, em uma reunião de perueiros em que havia suspeitos de integrar a facção criminosa.


    O deputado Luiz Moura, do PT.