25 de jan de 2015

ARGENTINA: ANÔNIMO DISSE.

Vale a pena repetir:

"Então remeto-me a Nietzsche, o primeiro e único a FALAR AQUILO QUE DEVIA SER FALADO de tÃO EXPOSTO A PERSEPÇÃO QUE PRECISAVA SER NEGADO POR UM MARKETING REVOLUCIONÁRIO TANTO QUANTO DIALÉTICO …RSRS!!!

Vejamos:

“O Socialismo é o fantasioso irmão mais jovem do quase decrépito despotismo, o qual quer herdar. Suas aspirações são, portanto, no pleno sentido mais profundo, REACIONÁRIAS. Pois ele deseja uma plenitude de Poder estatal como só a teve alguma vez o despotismo, e até supera todo o passado por aspirar ao aniquilamento formal do indivíduo: o qual lhe parece como um injustificado luxo da natureza e deve ser melhorado e transformado por ele em um ‘órgão da comunidade’ adequado a seus fins.
Devido a sua afinidade, o Socialismo sempre aparece na vizinhança de toda excessiva manifestação de Poder, como o antigo socialista típico, Platão, na corte do tirano siciliano: ele deseja (e em algumas circunstâncias promove) o estado ditatorial Cesário deste século, por que, como foi dito, quer ser seu herdeiro. Mas mesmo essa herança não bastaria para seus objetivos, ele precisa da mais servil submissão de todos os cidadãos ao Estado absoluto, como nunca existiu nada igual; e como nem sequer pode contar mais com a antiga piedade religiosa ante o Estado, tendo, queira ou não, que trabalhar incessantemente por sua eliminação _ pois trabalha para a eliminação de todos os Estados existentes _, não pode ter esperança de existir a não ser por CURTOS PERÍODOS, aqui e ali, MEDIANTE O TERRORISMO EXTREMO. Por isso ELE SE PREPARA SECRETAMENTE PARA GOVERNOS DE TERROR, E EMPURRA A PALAVRA “JUSTIÇA” COMO UM PREGO NA CABEÇA DAS MASSAS SEMICULTAS, PARA DESPOJA-LAS TOTALMENTE DE SUA COMPREENSÃO (depois que este entendimento já sofreu muito com a semi-educação) e criar nelas uma boa consciência para o jogo perverso que deverão jogar.“

Eis ai o homem que ANTES da COMPROVAÇÃO NA PRÁTICA deixou claro aquilo que facilmente se podia perceber nos embustes que há mais de mil anos se haviam repetido como estratégia."

Isso foi dito bem antes do socialismo se realizar para confirmar na prática aquilo que se podia facilmente perceber na própria teoria.

VOCÊ CO0NHECE?

ARGENTINA


Caso Nisman'Petralhas' da Argentina agora dizem que Cristina que é vítima do promotor 'suicidado'

UCHO.INFO

José Dirceu divulga nota para tentar escapar das garras da Lava-Jato, mas desculpa não convence.

jose_dirceu_40Papo furado – Ninguém sabe, ninguém viu. Esse é o mote que embala os desgovernos do PT e seus camaradas desde a chegada de Lula ao Palácio do Planalto, e janeiro de 2003. Condenado no escândalo do Mensalão do PT, o cassadoJosé Dirceu de Oliveira e Silva, ex-chefe da Casa Civil, também aderiu ao lema rasteiro, depois que a Polícia Federal flagrou-o nas entranhas da Operação Lava-Jato. De acordo com as autoridades que varrem os escaninhos do Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história brasileira, Dirceu e sua empresa de consultoria, a JDA, receberam dinheiro de algumas das empreiteiras que integravam o esquema criminoso que saqueou os cofres da Petrobras.
Nesta sexta-feira (23), o site do mensaleiro condenado publicou nota em que afirma que os serviços prestados pela empresa de consultoria às empreiteiras UTC, OAS e Galvão Engenharia não tem qualquer relação com a Operação Lava-Jato. Ou seja, José Dirceu imitou o chefão Lula e tenta convencer a opinião pública que jamais soube do Petrolão.
Considerando que o Brasil ainda é uma democracia, onde sobrevive o direito à livre manifestação de pensamento, Dirceu, o Pedro Caroço, pode dizer o que quiser, inclusive mentir. Até mesmo se fazer de inocente. Desde que não queira que a massa pensante da população caia em mais uma esparrela com a chancela estelar do PT.
Na nota à imprensa, José Dirceu destaca que está “à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos à Justiça” e que os contratos da JDA com as empreiteiras tinham como objeto a “atuação em mercados externos, sobretudo na América Latina e Europa”. Isso significa que definitivamente o Brasil transformou-se no paraíso do faz de conta.
De acordo com a decisão judicial que determinou as quebras de sigilo, a JDA recebeu, entre 2009 e 2013, R$ 3.761.000,00 das empreiteiras Galvão Engenharia, OAS e UTC Engenharia. As três empresas tiveram executivos presos em 14 de dezembro, quando foi a Polícia Federal deflagrou a Operação Juízo Final, sétima fase da Lava-Jato.
A estratégia de camuflar o pagamento de propina com notas fiscais e contratos supostamente idôneos é antiga e sua eficácia é questionada. Afinal, os serviços de inteligência do Estado avançaram muito mais do que a suposta esperteza dos malandros profissionais que se escondem à sombra de ideologias e partidos políticos.
Essa manobra é a mesma que alguns advogados dos empreiteiros presos pela PF tentaram adotar para, no rastro do desespero, tentar provar à Justiça a inocência de seus clientes. Acontece que as autoridades que participam das investigações da Lava-Jato são muito mais atentas e rápidas do imaginam os malandros oficiais.
A alegação que consta da nota de José Dirceu tem uma lógica jurídica, pois o petista sabe que eventual nova condenação, no vácuo de um escândalo de corrupção sem precedentes, por certo dificultará o futuro de quem já deveria ter aprendido com a primeira lição.
Na manhã do dia 2 de dezembro de 2005 (sexta-feira), horas após perder o mandato de deputado federal na esteira do Mensalão do PT, José Dirceu ocupou o Plenário 13 (o número não poderia ser outro) do setor de Comissões Permanentes da Câmara dos Deputados. Naquele dia, diante de dezenas de jornalistas e um amontoado de “companheiros” de legenda e de esquerdismo chicaneiro, o chefe dos mensaleiros afirmou, sem titubear, que na segunda-feira (5 de dezembro de 2005) retomaria o ofício de advogado porque as contas e despesas de suas filhas rosnavam à sua porta. Desde então, Dirceu jamais retomou o contato com as filigranas jurídicas, exceto quando foi obrigado (sic) a rascunhar esses contratos que ora estão na mira da Lava-Jato.
Quem conheceu os bastidores do Mensalão do PT sabe como agiu José Dirceu, apesar de suas insistentes negativas, no esquema de compra de apoio político no Congresso Nacional. Quem conheceu as entranhas do o esquema de corrupção que culminou com a Operação Lava-Jato conhece cada um dos partícipes do esquema criminoso.
Por isso o UCHO.INFO, que denunciou o esquema no começo de 2009, sempre afirmou que, cedo ou tarde, a Lava-Jato haveria de subir a rampa do Palácio do Planalto, com direito a retroagir na linha do tempo. Nesse movimento em direção ao passado recente, o mensaleiro José Dirceu é mais um peixe graúdo no mar de lama em que se transformou o Brasil. Na mira da tarrafa dos investigadores estão Luiz Inácio da Silva, o lobista Lula, e Dilma Vana Rousseff, a presidente reeleita.
Confira abaixo a nota publicada no site do deputado cassado e mensaleiro condenado:
“23 JANEIRO 2015
NOTA À IMPRENSA
A respeito da reportagem veiculada pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira (22), a JDA esclarece que prestou consultoria às empresas UTC, OAS e Galvão Engenharia, conforme contratos, para atuação em mercados externos, sobretudo na América Latina e Europa.
A relação comercial com as empresas não guarda qualquer relação com contratos na Petrobras sob investigação na Operação Lava Jato. O ex-ministro José Dirceu está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos à Justiça.”

PRIVATARIA

A privataria petista na Petrobras africana.

Mistério: por que a Petrobras venderia um ativo por US$ 1,52 bilhão e, seis meses depois, criaria uma nova empresa, endividada em US$ 1,5 bilhão?
Elio Gaspari, O Globo
Imagine-se a doutora Dilma Rousseff dizendo o seguinte durante a campanha eleitoral:“Nossos adversários quebraram o país três vezes e venderam para um banco metade da participação da Petrobras em ricos campos de petróleo da África”. 
Em julho de 2013, a Petrobras vendeu ao banco BTG Pactual metade de suas operações em campos de petróleo de sete países africanos. O coração do negócio estava em dois campos da Nigéria (Akpo e Agbami) dos quais a empresa tira uma produção de 55 mil barris/dia, 60% de todo o petróleo que o Brasil importa, ou 25% do que refina.
Para se ter uma ideia do que isso significa, é uma produção equivalente a 10% do que sairia do pré-sal brasileiro um ano depois, ou quatro vezes o que Eike Batista conseguiu extrair. No século passado, a Petrobras decidiu internacionalizar-se para controlar reservas fora do país. Nada mais certo.
A empresa trabalhou em sigilo e, em outubro de 2012, contratou o Standard Chartered Bank para assessorá-la. Um mês depois, numa negociação direta com a Petrobras, o BTG Pactual mostrou-se interessado no negócio, propondo a formação de uma nova subsidiária.
A Petrobras listou 14 petroleiras que poderiam se interessar, nenhum banco. Além do Pactual, só uma empresa chegou à reta final. Quanto valiam os campos? Aí é que a porca torcia o rabo. Uma nuvem preta pairava sobre os marcos regulatórios da Nigéria (onde estão Akpo e Agbami).
O consultor financeiro da Petrobras estimou que, com a entrada em vigor de uma lei nova e ruim, valeriam US$ 3,4 bilhões, ou US$ 4,5 bilhões sem ela. O banco BSC estimou essas mesmas cifras. Sem considerar o eventual impacto da lei ruim, segundo uma publicação da consultoria Wood Mackenzie, valeriam até US$ 4 bilhões, e para outra, da IHS, só o campo de Akpo valeria pelo menos US$ 3,6 bilhões.
Endireitando-se o rabo da porca: com o barril de petróleo a US$ 100, o ano de 2014 acabou-se e até hoje a lei ruim não entrou em vigor. Em maio de 2013, o Pactual ofereceu US$ 1,52 bilhão, superando a proposta rival.
Esse valor derivava de sua avaliação de US$ 3,04 bilhões para todo o pacote africano. Como a lei poderia mudar para pior, fazia algum sentido. O banco propunha que, ao nascer, a subsidiária tomasse um empréstimo de US$ 1,5 bilhão.
Mistério: por que a Petrobras venderia um ativo por US$ 1,52 bilhão e, seis meses depois, criaria uma nova empresa, endividada em US$ 1,5 bilhão? A sugestão foi rebarbada, mas admitiu-se negociar outro endividamento, mais adiante. 
Seis meses depois de fechar negócio com o BTG Pactual, a Petrobras discutia a tomada de um empréstimo de US$ 700 milhões para a subsidiária africana junto aos bancos Standard Chartered (o mesmo que assessorou a venda) e Paribas.
O setor financeiro da empresa achou as condições salgadas, com uma taxa de juros acima do que a empresa paga no mercado internacional. Em janeiro de 2014, estimava-se que a subsidiária distribuísse US$ 1 bilhão em dividendos no 1º semestre daquele ano.
Portanto, um ano depois de ter entrado no negócio, o BTG Pactual poderia receber US$ 500 milhões. Na vida real, no primeiro trimestre distribuíram-se US$ 300 milhões, deixando-se US$ 500 milhões no caixa e US$ 200 milhões aplicados (o empréstimo, aprovado, não entra nessa conta).
Aquilo que, no século passado, foi uma ideia de ampliar os interesses da empresa em terras estrangeiras resultou numa privatização de metade da sua operação africana. Acertou-se também que ela continuaria sob o logotipo da Petrobras, apesar de a estatal só ter metade do negócio.
A presidência da empresa e a diretoria comercial seriam ocupadas rotativamente pelo BTG e pela Petrobras, a cada dois anos. O diretor financeiro da subsidiária seria nomeado pelo banco, e o diretor operacional sairia da estatal.
Se a Petrobras tivesse liquidado alguns micos ou operações menores, tudo bem, mas ela vendeu metade de sua participação em terras d’África, especificamente a de dois campos nigerianos estrategicamente valiosos. Fez isso com relativa pressa, pois o negócio deveria ser concluído em 2013.  
Plataforma Petrobras (Foto: Germano Lüders / EXAME.com)Plataforma Petrobras (Imagem: Germano Lüders / EXAME.com)

BRASIL

Falta de água já afeta mais de 45 milhões de brasileiros

Seca levou 1.265 municípios de 13 estados do Nordeste e do Sudeste a decretarem situação de emergência em 2014. Este ano, as três maiores regiões metropolitanas do país estão sob risco de racionamento.  
O doleiro Alberto Youssef
Foto: Sérgio Lima/Folhapress/18-10-2005

Youssef pode reaver até R$ 20 milhões com delação.

Se ajudar a recuperar R$ 1 bi que o MPF acredita ter sido desviado para o exterior, doleiro ficará com 2%.‘Bunker’ de Baiano ficava ao lado da Petrobras no Rio Esquema do PMDB na Petrobras inclui operador na Suíça.
 Obra de até US$ 2 bi em Pasadena ficaria com UTC/Odebrecht.
 
juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava-Jato,
Foto: Marcos Tristao / O Globo

Juiz Sérgio Moro é eleito a personalidade de 2014.

Juiz responsável pela Operação Lava-Jato e outras 17 personalidades ou entidades que se destacaram no ano passado são os escolhidos na 12ª edição do prêmio.
 

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 25 DE JANEIRO DE 2015
    É pura lorota a história repetida à exaustão por Dilma, em sua campanha, de que a Polícia Federal é “mais ativa” em seu governo e que por isso “a corrupção não aumentou, o que aumentou foi o combate à corrupção”. Além de delegados e agentes se queixarem de desestímulo, do contingente insuficiente e da redução do orçamento, o número de prisões, no primeiro governo Dilma, caiu em quase 40%.
  • Diminuíram as prisões no governo Dilma, mas o número de operações policiais (1.284) foi maior que no governo Lula (911).
  • A PF não revela seu contingente porque a informação é “classificada como reservada”. O Ministério do Planejamento informa: são 14.521.
  • Durante o governo Lula foram presas 11.327 pessoas em operações da Polícia Federal. No governo Dilma, esse número caiu para 9.606.
  • Durante 2014, Copa do Mundo e eleições afastaram muitos delegados e agentes da sua rotina, represando inúmeras operações policiais.
  • Cada excelência da Câmara dos Deputados vai custar ao contribuinte R$ 1,95 milhão este ano, contabilizados salário, verba de gabinete, auxílio moradia e o indecoroso “cotão parlamentar”, que já foi usado até para bancar canais de TV adultos. O valor é a média auferida pelos 513 deputados. Aqueles com cotão mais polpudo chegam aos R$ 2 milhões ao ano. Só em salário, até dezembro, cada um vai levar R$ 471,8 mil.
  • Cada noite de sono dos parlamentares custa ao contribuinte R$ 930 mil. Suficiente para comprar 3.795 cestas básicas no Nordeste.
  • Áreas administrativas, legislativas e os gabinetes ganharam quase R$ 1,2 milhão em mobília novinha. O ‘mimo’ é para lideranças partidárias.
  • Ainda em 2015 a Câmara deve ampliar seu Anexo IV, ao custo de R$ 95 milhões, e repaginar apartamentos funcionais, por R$ 22,5 milhões.
  • Joaquim Levy (Fazenda) sentiu a mão pesada de Dilma no pé da orelha, quando ela soube da declaração dele em Davos prevendo outro pibinho vagabundo em 2015. E o mandou desdizer. E ele, que está adorando ser ministro, obedeceu, dizendo ter sido “mal interpretado”.
  • Ex-colegas de Joaquim Levy no mercado financeiro falam muito bem dele, realçam sua qualificação e até a austeridade pessoal, mas têm notado um certo deslumbramento com o cargo de ministro da Fazenda.
  • Dilma custou R$ 347,4 mil aos contribuintes, em 2014, somente em salários. Com o aumento dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o “custo Dilma” para 2015 deve ultrapassar os R$ 401 mil.
  • Quando ouviram o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) falando em “limite prudencial de 10%”, funcionários do próprio ministério espalharam piadas sobre o ex-vendedor de carros nas redes sociais.
  • Há 25 anos no Supremo Tribunal Federal, o admirado decano Celso de Mello é o único ministro em atividade nos tribunais superiores nomeado por José Sarney. Aposenta-se em 1º de novembro ao celebrar 70 anos.
  • Completa 31 anos neste domingo (25) o comício pelas Diretas Já! que reuniu mais de 300 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo. Exigia voto direto para presidente, após 20 anos de ditadura militar.
  • É tamanho o descontrole nos gastos dos deputados federais que o ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR) torrou R$ 4,8 mil só nos 10 dias de mandato parlamentar que teve em dezembro, até ser cassado. E ainda alugou um carro, por nossa conta, pela bagatela de R$ 4,5 mil.
  • O “limbo” do Orçamento 2015, cujo texto final ainda não foi aprovado pelo Congresso, força o governo a gastar, por mês, apenas 1/12 das receitas previstas, e apenas em casos emergenciais e salários.
  • Após parar de se fingir de morto, Lula vai novamente negar o roubo na Petrobras, como negou o mensalão, ou dirá “eu não sabia…”?

24 de jan de 2015

ROUBO EM SÉRIE


Amigo íntimo de Lula é peça-chave do petrolão.

Surgem indícios do envolvimento profundo do empresario José Carlos Bumlai com o escândalo que sangrou a Petrobras.

UCHO INFO.

Lava-Jato: avalanche de escândalos reforça a necessidade de uma nova CPI da Petrobras.

petrobras_15Pressão total – É cada vez mais inquestionável a necessidade de instalação de nova CPI para investigar a avalanche de corrupção que alcançou a Petrobras sob o manto bandoleiro do Partido dos Trabalhadores. Isso porque os tentáculos da organização criminosa foram muito além do que até agora descobriram as autoridades envolvidas nas investigações da Operação Lava-Jato, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2014.
Assim também pensa o líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR), que reforçou sua crença após o vice-presidente da construtora Engevix, Gerson de Mello Almada, preso na Operação Juízo Final, sétima etapa da Operação Lava Jato, ter declarado à Justiça que os desvios ocorridos na petroleira serviam para alimentar o esquema montado pelo PT para comprar o apoio da base aliada no Congresso Nacional e abastecer fundos eleitorais.
Rubens Bueno destacou também, nesta sexta-feira (23), que a quebra do sigilo do ex-ministro José Dirceu de Oliveira e Silva, do seu irmão e da empresa JD Assessoria demonstra que a vastidão da sujeira é muito maior do que muitos imaginavam.
O parlamentar afirmou que o PPS continuará lutando pela criação de uma nova comissão de investigação sobre o escândalo. Na opinião do deputado paranaense, a questão está longe de ser esgotada. “Continuaremos com a mesma determinação para a criação de uma nova CPI para investigar a roubalheira instalada na Petrobras. Ainda não conhecemos a verdadeira profundidade da corrupção que foi instalada na estatal por essa organização criminosa. Todos os dias surgem novos fatos e novas suspeitas. A revelação desse empresário corrobora com tudo aquilo que nós, da oposição, falamos e mostra que ainda existe muita coisa por vir”, disse.
Ele ressaltou que a quebra de sigilo fiscal e bancário do ex-ministro José Dirceu, dentro da operação Lava Jato, que apontou recebimento de quase R$ 4 milhões de três empreiteiras envolvidas em esquema de corrupção na estatal brasileira, levanta muitas suspeitas.
“Novamente a figura de maior destaque do PT no governo Lula, José Dirceu, condenado pelo Mensalão, volta a ser investigado por suspeitas de envolvimento nesse gigantesco esquema de corrupção. O Congresso Nacional tem a obrigação de dar respostas contundentes para a sociedade e nós iremos fazer de tudo para que isso ocorra”, defendeu o parlamentar.
Assunto velho e conhecido
As alegações de Almada não são novidade para os leitores do UCHO.INFO, que em 2005, logo depois da eclosão do escândalo do Mensalão do PT, afirmou que o Palácio do Planalto, à época sob o comando de Luiz Inácio da Silva e do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, colocaram em marcha um esquema de corrupção alternativo para continuar abastecendo financeiramente os partidos da chamada base aliada. Um dos mentores desse esquema criminoso foi o ex-deputado federal José Janene (PP-PR), já falecido, que à época tinha como operador do caixa o doleiro Alberto Youssef, seu compadre e “irmão-camarada”.
Com a morte de Janene, que tinha alguns “apaniguados” na Petrobras, o doleiro da Lava-Jato assumiu o comando dos negócios imundos, dando mais vulto à ação criminosa que corroeu os cofres da estatal petrolífera e ultrapassou as fronteiras do País.
Durante anos a fio, muitos veículos da grande imprensa brasileira, sempre atrás do UCHO.INFO, acusaram o editor do site de sofrer de esquizofrenia, apenas porque fazia denúncias inéditas e que desde março de 2014 têm sido confirmadas na esteira da Operação Lava-Jato.
No início de 2009, o editor, juntamente com o empresário Hermes Magnus, levou ao Ministério Público Federal um cipoal de denúncias acerca do carrossel de corrupção que foi colocado em funcionamento para alimentar o jeito bandoleiro de governar do PT palaciano.
As ameaças e pressões crescem na medida em que avançam as investigações da Lava-Jato, mas resistir a tudo e a todos é – e continuará sendo – a nossa melhor escolha. O compromisso maior do site, assim como de cada integrante da equipe, é com o Brasil e com os brasileiros de bem, por isso não abrimos mão do direito de exercer o jornalismo de forma responsável e com base na verdade e na coerência. Até porque, no UCHO.INFO não se faz jornalismo de encomenda, não se tergiversa, independentemente de quem esteja do outro lado. Que venham os descontentes com suas armas, pois nossa resposta será a de sempre: o direito de informar.

CORRUPÇÃO

Defesa de Youssef diz que esquema na Petrobras serviu para manter PT no poder.

Doação legal a partidos foi apoteose da corrupção na estatal, diz Antonio Figueiredo BastoJuíza vê semelhança entre recursos recebidos por Dirceu com os pagos a Youssef

Lava-Jato: Supremo mantém Fernando Baiano preso.

Paulo Roberto Costa admitiu ter recebido US$ 1,5 milhão de Baiano para não criar entraves à compra de Pasadena.Pasadena: propina de até US$ 30 milhões para Cerveró e Baiano.

Esquema do PMDB na Petrobras inclui operador na Suíça.

Segundo Paulo Roberto Costa, o nome dele é Diego 

Gerson Almada, executivo da Engevix
Foto: Reprodução

Empreiteiro diz que esquema foi armado para 'comprar' aliados.

Gerson Almada, da Engevix, acusa Paulo Roberto Costa de extorquir empresários.

RICARDO NOBLAT

O tamanho da crise.

Dilma distancia-se de Lula, que, via Martha Suplicy, manda recados ao Planalto
O exercício continuado do poder é, historicamente, fator de desgaste e enfraquecimento, sobretudo quando sua longevidade é atropelada por crises conjunturais. Há numerosos exemplos – e  entre nós, o mais recente foi o próprio regime militar.
Durou 21 anos e não resistiu ao acúmulo de fatores adversos que o tempo impõe (e expõe), em especial quando entra em cena a economia. Quando o presidente Figueiredo viu-se desafiado pela frente oposicionista comandada por Tancredo Neves, em 1984, já iam longe os bons tempos de crescimento alto e inflação controlada, que tornavam os outros erros secundários.

O país começava a mergulhar na crise que, no governo seguinte, o levaria à hiperinflação. A crise, porém, começara ainda no governo Geisel, estendera-se pelo governo seguinte, levando às ruas o discurso da mudança. Não se acreditava mais na capacidade do regime de protagonizá-la.
O resto é história. Não houve eleição direta, mas houve notória participação popular nos acontecimentos que levaram a oposição a vencer no colégio eleitoral.
De mudança em mudança, chegou-se ao PT, que a prometeu em termos mais radicais que seus antecessores: seriam não apenas econômicas, sociais, mas, sobretudo, de ordem moral. O partido construíra sua reputação com um discurso moralista tão extremado que Brizola chegou a apelidá-lo de “UDN de tamancos”.
Nos dois períodos do governo FHC, em que a economia começou a se ajustar – não sendo, portanto, tão eficazes as críticas a esse tema -, o PT investiu duramente na estratégia das denúncias. Pedia CPI todo dia. Lula não hesitava em dizer: “Quanto mais CPI, melhor”. Foi com esse discurso, que assegurava que era possível “um mundo melhor”, que o partido chegou ao poder.
É bem verdade que contou com uma mãozinha do próprio FHC, que, antes das eleições, chegou a dizer que “agora é a vez do Lula”. Supunha que PSDB e PT, vertentes do que via como gradações de um mesmo programa esquerdista, estavam destinados a se alternar ad eternum no poder.
Mas essa é outra história, que a História desfez. O que importa é constatar que o moralismo petista era meramente estratégico. Sabia que a maioria das denúncias que fizera quando na oposição era de fachada. Não fosse, já as teria reaberto e dado consequência judicial desde o início. O partido assumiu conduta que ele próprio passou a chamar de pragmática (palavra que adquiriu significado para lá de ambíguo).
Aliou-se às lideranças que mais execrava e absorveu, com impressionante talento e rapidez, os métodos mais abomináveis do fisiologismo. Tudo isso, claro, provocou dissensões internas.
Os primeiros a desembarcar foram os intelectuais fundadores do partido. Prevaleceu a ala pragmática, que tem em Lula e José Dirceu, seus expoentes. E o partido começou a colecionar escândalos, chegando ao paroxismo do Petrolão, que o The New York Times considerou o maior do mundo moderno.
De escândalo em escândalo, rompeu-se parcialmente a impunidade. José Dirceu, ícone do partido, foi preso. Lula, embora poupado, ficou exposto. Ninguém crê no seu alheamento em relação ao que se denuncia – nem ele.
O resultado é o que está em curso: as maiores lideranças do partido tentam se descolar uns dos outros. Dilma distancia-se de Lula, que, via Martha Suplicy, manda recados ao Planalto. José Dirceu está magoado com ambos: Dilma e Lula.
Sente-se excluído do poder, o que sugere que não se deu conta ainda de sua condição de presidiário (ainda que em regime aberto). O PMDB, aliado do poder – não importa quem lá esteja – reclama de sua escassa fatia no loteamento de cargos.
Dilma, sem maiores aptidões para a negociação política, põe-se de costas para os partidos aliados, dos quais necessitará dramaticamente quando o novo Congresso, a partir de fevereiro, se empossar. O que ocorrerá? Ninguém sabe.
Sabe-se que a política é feita de paradoxos – e o que une, neste momento, os que estão no poder e em suas adjacências é exatamente o risco de se encontrarem no banco dos réus.
Isso impõe, ao menos em tese, uma aproximação estratégica (ou pragmática) dos que neste momento duelam e trocam adjetivos pouco cordiais. São inimigos íntimos, que dependem de uma boia comum para sobreviver.
O quadro é mais desafiador que o do fim do regime militar. Além da crise econômica, gerencial e política, há a crise moral, a mesma que o PT, quando na oposição, buscou imputar a seus adversários. Está enfim provando do próprio veneno – só que preparado e servido por ele mesmo.
Lula e Marta Suplicy (Foto: Divulgação)Lula e Marta Suplicy