27 de mar de 2015

UCHO.INFO

Redução da maioridade penal será tema único da CCJ da Câmara em reuniões extraordinárias.

maioridade_penal_03Sob pressão – Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) decidiu que colocará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, como item único de todas as sessões extraordinárias do colegiado até que a admissibilidade do texto seja deliberado pelos parlamentares. Lira marcou reunião extraordinária para a próxima segunda-feira (30), às 14h30.
O deputado informou que marcará sempre uma reunião ordinária e uma extraordinária, com a maioridade penal como tema único, e que respeitará todas as tentativas de obstrução. “Quero deixar claro que esse tema está atrapalhando os trabalhos da comissão”, disse.
Antes, a CCJ havia decidido, por 32 votos a 4, interromper a discussão da ata da sessão anterior, ao aprovar requerimento do deputado Felipe Maia (DEM-RN). Ao apresentar o requerimento, Maia argumentou que parlamentares que se opõem à admissibilidade da PEC 171/93 tentam postergar a votação. Essa insistência de Lira em relação ao tema vai contra os interesses do Palácio do Planalto, mas encontra eco nos anseios da sociedade, que não mais suporta a escalada da violência, sem contar a repulsa popular diante da frouxidão das leis que diuturnamente premia menores infratores, os quais agem como se fossem criminosos adultos.
O relator da proposta na CCJ, deputado Luiz Couto (PT-PB), que elaborou parecer contrário à admissibilidade da proposta, havia solicitado a leitura da ata da sessão anterior da CCJ. Em seguida, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) solicitou a discussão da ata, causando reação de parlamentares favoráveis à PEC.
Cegueira de conveniência
O governo federal, em especial durante a era PT, insiste em fechar os olhos para a triste e criminosa realidade que emoldura os milhares de quilômetros de fronteira seca do País, por onde passam drogas, armamentos, contrabando e veículos roubados em território brasileiro. Por questões ideológicas os atuais inquilinos do Palácio do Planalto preferem não reforçar o patrulhamento nas fronteiras, pois alguns companheiros da esquerda latino-americana, com as FARC e a Bolívia, dependem financeiramente do narcotráfico.
Para que o leitor compreenda a ação devastadora do tráfico de drogas em território nacional, que empurra os jovens na vala do mundo do crime, sob o manto de Evo Morales a produção de pasta-base de cocaína na Bolívia saltou de 50 toneladas anuais para 300 toneladas. O que explica o status conquistado pelo Brasil de maior consumidor da droga em todo o planeta. Como se não bastasse, o Brasil funciona como rota de passagem para a droga enviada a outros países.
Enquanto a presidente Dilma Rousseff permanece de braços cruzados diante de assunto tão relevante e urgente, milhares de vidas são dizimadas anualmente em todo o País na esteira do consumo de drogas, principalmente cocaína e derivados. Sem contar que o Estado brasileiro gasta em média, a cada ano, aproximadamente R$ 20 bilhões com tratamentos de saúde destinados a dependentes químicos. Mesmo assim, a presidente da República prefere defender os interesses da “companheirada” comunista que sobrevive sob o manto do tráfico. (Com informações da Agência Câmara)

OPINIÃO

 

Eliane Cantanhêde: ‘Bondade com o dinheiro alheio’

Publicado no Estadão
ELIANE CANTANHÊDE
Depois de furado o esquema gigantesco da Petrobrás, era apenas questão de tempo para começarem a estourar os tumores de outras estatais. Era cutucar e aparecer. O Estado chegou antes e temos aí os Correios, para confirmar a expectativa. Não foi o primeiro, certamente não será o último.
Fala sério: investir em títulos da Venezuela?! Isso não pode ser verdade. Mais do que uma aplicação de altíssimo risco, com o governo Nicolás Maduro desabando, é também uma operação suspeita e confirma o que todo brasileiro sabe, ou tinha obrigação de saber, a esta altura do campeonato: o modus operandi da era PT.

OPINIÃO


Editorial do Estadão: ‘O sofisma da ‘nova moralidade”

“Quando se combate a corrupção com firmeza, um efeito imediato é tirar do desconhecimento atos de corrupção que até então eram praticados. A impressão que fica é a de que todas essas ações aumentaram a corrupção, quando na verdade são medidas e instrumentos adotados para combatê-la.” Esse primor de sofisma é obra do titular da Secretaria Nacional de Justiça, Beto Vasconcelos, que foi o responsável pela montagem do balaio de propostas requentadas que compuseram o pacote de medidas de combate à corrupção anunciado na semana passada pela presidente Dilma Rousseff com o objetivo de construir “uma nova moralidade pública”.

OPINIÃO

 

Merval Pereira: ‘Governo sem rumo’


MERVAL PEREIRA
A tensão política só faz aumentar em Brasília, e reflete a disputa intestina dentro de um governo sem rumo e sem liderança. A coalizão governista, artificialmente montada, se desmonta a olhos vistos sem que exista alguém que possa dar um destino, um caminho, para a rearrumação da casa.
Há exemplos de desencontros por todos os lados, e necessariamente a presidente Dilma está no centro de todos eles, em vez de guia tornando-se descaminho. Pode ser que eu tenha perdido alguma coisa, mas há alguma explicação lógica para que uma decisão tomada em novembro do ano passado possa ser desautorizada quatro meses depois pelo mesmo governo?

DÍVIDA

Renan e Cunha rebatem AGU sobre dívida de estados

Para os líderes peemedebistas, Executivo tem que cumprir lei .aprovada pelo Congresso.

ONDE TEM PT TEM ROUBO


Sede da Polícia Federal em Curitiba
Foto: O Globo

PF faz operação contra suspeitos de fraudar R$ 19 bi da Receita

Servidores repassavam informações privilegiadas, manipulando o trâmite de processos e o resultado de julgamentos.

PTROUBRAS

A Petrobras merecia um gestor melhor do que Graça Foster. Ela o disse. E com toda razão.

Ricardo Noblat
Para os ingênuos em geral, aí incluídos experientes jornalistas, foi comovente o depoimento prestado, ontem, à CPI da Petrobras por Graça Foster, ex-presidente da empresa.
Ela pediu demissão no final do ano passado quando sua amiga, a presidente Dilma Rousseff, perdeu as condições políticas de mantê-la no cargo como queria.
Graça disse coisas de espantar os mais céticos. Do tipo: confessou não saber quem indicou para a diretoria da Petrobras Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa e Renato Duque.
Os três foram diretores da empresa presidida na época por ela. E mesmo assim, apesar de estar na Petrobras há mais de 20 anos, Graça simplesmente não sabe quem os indicou.
Quer dizer: não foi ela quem escolheu os três – do contrário ela saberia, é claro. Mas ela não lembra ou não sabe quem indicou os três para dirigirem a empresa. Que tal?
Adiante.
Dizendo-se “constrangida” e “envergonhada”, Graça garantiu que a corrupção nem foi sistêmica nem foi institucionalizada na Petrobras. Ela se formou de fora para dentro. Jamais o contrário.
É também o que pensa José Sérgio Gabrielli, o presidente que antecedeu Graça no cargo. É o que o PT diz que pensa. Em um dos seus antebraços, Graça tem três estrelas tatuadas.
Confrontada com a revelação feita por Pedro Barusco, gerente da diretoria de Gás e Energia, de que recebera propina na época do gasoduto Gasene, Graça exclamou:
- Gostaria que tudo fosse mentira.
Compreensível! Afinal, Graça respondia pela diretoria de Gás e Energia.
- Tenho dificuldade de aceitar por que um gerente no meio da linha hierárquica possa receber vantagem por alguma coisa sem que outra pessoa soubesse – afirmou Graça.
Que insistiu:
- Não consigo imaginar que possa uma pessoa sozinha, no meio da estrutura, ter feito uma coisa isoladamente.
Curioso é que Graça tenha assegurado em seguida que nunca soube de roubalheira na Petrobras.
Por fim, Graça admitiu:
- Certamente, a Petrobras merecia um gestor muito melhor do que eu.
Estamos de acordo.
  •  
Petrobras (Foto: Reuters / Paulo Whitaker)

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

LULA QUER MERCADANTE EMBAIXADOR, ‘BEM LONGE’
O ex-presidente Lula voltou a insistir na demissão imediata do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), como “única saída” para a retomada do entendimento com o PMDB. A idéia de Lula é nomear Mercadante embaixador, aonde ele quiser, “de preferência bem longe”. Lula se irritou com a nova trapalhada do ministro, que fez Dilma desafiar o PMDB ajudando a fundar o Partido Liberal (PL), de Gilberto Kassab.
 POLÍTICA ESTOMACAL
Visceral, Mercadante faz política com raiva, e quis se vingar do PMDB e do “emparedamento” do governo no Congresso, dando força ao PL.

 JANELA DE DESERÇÃO
 A criação de partido, como o PL, abre a janela para transferência de deputados sem risco de perder o mandato. A idéia é esvaziar o PMDB. 
IRRELEVÂNCIAS
 Após tornar o ministro Pepe Vargas (Articulação) irrelevante, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está louco para encarar Mercadante. 
ENQUADRAMENTO
 Eduardo Cunha se recusou a receber Pepe Vargas, afirmando que não aceitava intermediários nas relações “entre presidentes de poderes”. 
DILMA SUBMETEU TRAUMANN A HUMILHAÇÃO FINAL Demitido nesta quarta (25) do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann deixou funcionários do Planalto constrangidos com a humilhação a que se submeteu na segunda-feira (23). Ele ficou plantado durante todo o dia na porta do gabinete de Dilma, implorando inutilmente para ser recebido por ela. Pretendia explicar o documento cujo vazamento, dias atrás, a irritou.
 ADIAMENTO
 O ex-ministro também pretendia pedir a Dilma para ficar no cargo até junho, a fim de “descolar” sua saída do caso do documento vazado.
 DIVERSIONISMO
 Traumann divulgou haver retornado de breves férias na terça-feira, mas ele voltou ao Planalto na segunda, quando insistiu em falar com Dilma.
 CASCA GROSSA
 A repulsa de Dilma não é pessoal. Também maltratava a antecessora dele, Helena Chagas, e tem o hábito de submeter auxiliares a bullying.
 VASOS COMUNICANTES
 O deputado JHC (SD-AL) meteu Graça Foster em saia justa, ontem, ao conferir se ela apoiou a indicação de Luiz Eduardo Carneiro (já convocado para depor) para presidir a Sete Brasil. Ela confirmou. A empresa enrolada no petrolão é obra de André Esteves, do banco BTG. 
TUTTI BUONA GENTE 
A Sete Brasil, em cuja gestão Graça Foster admitiu meter o bedelho, foi antes dirigida pelo ex-gerente Pedro Barusco, o corrupto confesso que foi braço direito do ex-diretor petista da Petrobras Renato Duque. BANCADA DO PETROLÃO
 Graça Foster chegou à CPI da Petrobras na Câmara cercada da “bancada do petrolão”, de deputados do PT. Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) ironizou a tropa de choque: “O depoimento é só da Graça”.
 FOTO NA PAREDE 
Desafeto de Lula, que o detesta, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mantém relacionamento tão amistoso com Dilma que até pendurou uma foto oficial da presidente em seu gabinete.
 ORÁCULO
 O ex-senador José Sarney está montando um instituto, ainda sem nome definido, no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília. Ali, ele pretende trabalhar e receber políticos. Quer manter a influência.
 PLENÁRIO VAZIO
 A ida de Ricardo Berzoini na Câmara nem de longe lembrou o show de Cid Gomes. Com duas dúzias de parlamentares, parecia mais tricô de comadres. Esvaziou de vez com o início do jogo Brasil 3x1 França.
 OUTRA DERROTA 
O governo também foi derrotado na Câmara na aprovação do projeto relatado pela deputada Gorete Pereira (PR-CE), que assegura mamografia a partir dos 40 anos. O governo insistiu nos 50 anos. 
 CUMPRINDO TABELA
 Os funcionários da liderança do governo no Senado, que não são poucos, estão feito baratas tontas. Quase dois meses depois do início do ano Legislativo, o novo líder do governo ainda não foi definido. 
 PENSANDO BEM... ...
após tantas trapalhadas, o ministro Aloizio Mercadante já pode ser considerado o co-piloto alemão de Dilma, no governo.

26 de mar de 2015

UCHO.INFO

Cardozo é convidado para explicar encontro com Janot; ministro reuniu-se com empreiteiras.

jose_eduardo_39Soltando a voz – Nesta quarta-feira (25), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o convite para que o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, compareça à Casa para explicar o encontro secreto com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na véspera da divulgação da lista dos políticos envolvidos no Petrolão, o maior esquema de corrupção da história da humanidade, e encaminhada ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com o autor do requerimento, deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS), o ministro tem “obrigação” de comparecer ao colegiado, já que ele assumiu a função de interlocutor do governo e que é “notória” a preocupação da Presidência da República de que a lista de suspeitos na Lava Jato não envolvesse nomes ligados ao governo.
Empreiteiras
A CCJ já havia aprovado o convite para que José Eduardo Cardozo pudesse esclarecer os acordos de leniência com empresas flagradas pela Operação Lava-Jato no esquema criminoso que sangrou os cofres da Petrobras. Na audiência, Cardozo deverá falar sobre as reuniões que manteve com advogados das empreiteiras.
Os encontros não constavam da agenda oficial do ministro, mas aconteceram a pedido do titular da pasta, que cumprindo ordens palacianas tentou minimizar o estrago provocado pelos acordos de delação premiada feito por alguns executivos das empreiteiras.
Na reunião não-oficial com os advogados das empreiteiras, o ministro da justiça assumiu o papel de negociador. Em um desses esforços, Cardozo recebeu em seu gabinete, em Brasília, o advogado Sérgio Renault, defensor da UTC, e disse que a operação da Polícia Federal mudaria de rumo radicalmente depois do Carnaval.
Na ocasião, o ministro confirmou a reunião e disse que ela ocorreu por se tratar de dever “do ministro da Justiça e de quaisquer servidores públicos receber advogados no regular exercício da profissão, conforme determina o Estatuto da Advocacia”. (Por Danielle Cabral Távora)

HOMEM SEM VISÃO


Miguel Rossetto, Sibá Machado, Teori Zavascki, José Sérgio Gabrielli e o Datafolha abrem a briga de foice de março


augusto-hsvouro-150x150Começa nesta sexta-feira, dia 27, a votação na enquete que apontará o Homem sem Visão de Março. Lançados pelos leitores-eleitores, já entraram na briga de foice Miguel Rossetto, Sibá Machado, Teori Zavascki e José Sérgio Gabrielli. Além dos quatro campeões, a luta pelo troféu inclui, pela primeira vez na história, uma entidade: depois de enxergar 210 mil pessoas onde havia 1 milhão, o Datafolha não podia ficar fora do HSV.
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OPINIÃO


Oliver: ‘O país real não resiste ao país venal’


VLADY OLIVER 
Tenho uma parente que luta há dois anos contra uma suspeita de câncer no seio. Precisa de acompanhamento semestral do avanço (ou não) dos nódulos mamários. Procedimento doloroso. Faz o tal acompanhamento num posto de saúde próximo de onde mora. No começo, era um atendimento excelente, para os padrões brasileiros, exceto a demora. Ajudamos a moça a pagar alguns exames e vencer algumas etapas em sua espera e tortura. A boa notícia: os nódulos não avançam. A má notícia: a doutora que fazia o seu acompanhamento foi substituída por uma cubana do Mais Médicos.
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BRASIL

AGU questiona se Congresso pode mudar dívida dos estados

Luís Inácio Adams afirma que cabe ao governo federal promover a renegociação; União recorrerá de liminar favorável ao município do Rio.

Eduardo Paes visita ao campo de golfe das Olimpíadas, na Barra da Tijuca
Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Paes diz que vai ‘trair Dilma todos os dias’ se for para defender o Rio

Prefeito afirmou que 'quebrou o pau loucamente' com ministro da Fazenda.
Presidente do Senado, Renan Calheiros Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

'A palavra final será do Congresso', diz Renan sobre dívidas de estados

Presidente do Senado sinaliza que Congresso pode derrubar eventual veto de Dilma.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante entrevista depois de reunião com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na Câmara Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Depois de apelo de Levy, Senado adia votação sobre indexador

Ministro falará em comissão para tentar evitar que projeto seja aprovado. 

CORRUPÇÃO


O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu
Foto: André Coelho/4-11-2014

MPF quer ver contratos entre construtora e empresa de Dirceu

'Licitude' dos acordos entre a JD Consultoria e a Camargo Corrêa será investigada
Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano: Roberto Costa afirmou que ele o procurou para que não colocasse obstáculos na compra de Pasadena Foto: Geraldo Bubniak /AGB / Agência O Globo/ 22-11-2014 ​

Para juiz, há provas ‘suficientes’ sobre pagamento para barrar CPI

Baiano teria intermediado propina; Sérgio Guerra (PSDB), segundo delator, foi beneficiado

POLÍTICA


O novo eixo do poder em BRASÍLIA


Ricardo Noblat
Se alguém interessado em tomar o pulso da situação desembarcar por esses dias em Brasília não terá dificuldades em descobrir que mudou o eixo do poder dentro e fora do governo.
Dentro, o endereço mais privilegiado não está no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde despacha a presidente da República. Muito menos no quarto andar onde funciona a Casa Civil.
Anote: Esplanada dos Ministérios, Bloco P, 5º andar. Esse é o endereço do gabinete do ministro Joaquim Levy, da Fazenda.
O que não passar por ali dificilmente contará com o aval de Dilma e, depois, com a boa vontade do Congresso.
Fora do governo, os endereços mais quentes estão no prédio do Congresso. A saber: os gabinetes dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Onde fica o gabinete do ministro responsável pela coordenação política do governo, Pepe Vargas (PT-RS)? No Palácio do Planalto. Mas, esqueça. Ele não tem importância.
Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil, ainda guarda alguma importância. Mas ele está mais para o Dilma da Dilma do que para uma espécie de primeiro-ministro.
O primeiro-ministro é Levy. E a centralizadora e arrogante presidente parece conformada com isso. Quando nada porque se ele resolver, de repente, ir embora, o governo dela desmoronará.
Em junho de 2013, quando milhões de brasileiros saíram às ruas e derrubaram pela primeira vez a aprovação de Dilma, ela prometeu muitas coisas, sendo a reforma política uma delas. Nada fez.
No último dia 15, quando milhões de brasileiros outra vez saíram às ruas e reduziram a pó a popularidade de Dilma, ela despachou para o Congresso o pacote de medidas contra a corrupção prometido em junho de 2013.
Na luta diária pelo poder não se admite espaço vago. Levy entrou no governo como a salvação da lavoura. Para aplainar um terreno cheio de buracos e de más elevações.
A fraqueza de Pepe, a crise de identidade de Mercadante e a falta de rumo de Dilma abriram espaço para que Eduardo e Renan batessem com o pé no chão e começassem a falar grosso.
Os dois estão envolvidos com o escândalo da Petrobras. O governo de Dilma também está. A avaliação do Congresso consegue ser pior do que a avaliação de Dilma, segundo a mais recente pesquisa Datafolha.
Mas Eduardo e Renan são ousados. Sabem o que querem. E estão fazendo por onde conseguir. Querem afirmar a autoridade do Congresso – e, por tabela, a deles mesmos. E aproximá-lo do que pede a voz das ruas.
Daí a reforma política possível, que os dois já dispararam. O ajuste fiscal possível, que negociam com Levy. E o reajuste da dívida de Estados e municípios, que discutem com Levy, governadores e prefeitos.
Enquanto isso, Dilma...
Enquanto isso, Michel Temer, o vice-presidente, vive a desejável atribulação de alguém que só cresce em prestígio na República. Toca em sintonia com Eduardo e Renan.
O primeiro governo de Dilma foi dela mesma e do PT. O segundo governo está sendo do PMDB até aqui.
Joaquim Levy, ministro da Fazenda, e Renan Calheiros, presidente do Senado (Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil)Joaquim Levy, ministro da Fazenda, e Renan Calheiros, presidente do Senado (Imagem: Antônio Cruz / Agência Brasil)
   

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO


Desde 2002, último ano do governo FHC, o Congresso não cumpre a obrigação constitucional de julgar as contas do governo. O julgamento é feito a partir dos relatórios anuais do Tribunal de Contas da União (TCU), e governante com contas rejeitadas fica inelegível por 8 anos. O tema é tão irrelevante para os presidentes da Câmara e Senado que, confrontados, ontem, ambos não tinham o que dizer a esse respeito.
Estes 13 anos sem o Congresso julgar as contas dos governos foram marcados por escândalos de corrupção, como o mensalão da era Lula.


Indagado no Salão Verde sobre o julgamento das contas dos governos Lula e Dilma, Renan Calheiros fez que não ouviu e apertou o passo.

Na presidência da Câmara dos Deputados, informa-se que “não há discussão” sobre o exame de contas dos governos petistas.

O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou uma cédula de votação fajuta para negar que ajudou a manter o veto de Dilma à redução da contribuição de empregada doméstica ao INSS. Esta coluna noticiou que o “paladino dos oprimidos” saiu do plenário de fininho. Ele negou, mas o relatório oficial de votações do Senado prova que na bancada gaúcha só Paim esteve ausente. O veto foi mantido por três votos.

Paim mostrou a cédula de votação para “provar” seu voto contra o veto. Mas a cédula apenas atesta intenção de voto. Na hora agá, ele sumiu.

Senadores do Rio Grande do Sul, Ana Amélia (PP) e Lasier Martins (PDT) votaram contra do veto de Dilma à redução da contribuição.
Confrontado de novo com sua ausência, Paim finalmente confessou ontem: “Na hora da votação, por azar, eu não estava no plenário”.
A Comissão de Infraestrutura do Senado convocou Luciano Coutinho, presidente do BNDES, para explicar negócios do banco com empresas ligadas ao Petrolão – a exemplo dos contratos da Sete Brasil, iniciativa do banco BTG Pactual, de André Esteves, banqueiro ligado a Lula.

Após a instalação da CPI para investigar contas secretas de brasileiros no HSBC, o banco inglês articula na Esplanada e no Congresso apoios em busca de uma “saída honrosa”. Procurado, o banco não comentou.


Dilma não entendeu o espírito da coisa: o PMDB quer reduzir à metade os ministérios, mas ela reduz ministros. Demitiu Thomas Traumann (Comunicação Social) ontem. Mas como detesta jornalistas, até mesmo aqueles que a bajulam, ela não será veloz na escolha do substituto.
O Senado vai dedetizar suas dependências desta quinta até sábado, mas, pelo sim, pelo não, utilizará um produto químico inofensivo ao ser humano. A caça será apenas a ratazanas do reino animal.

…a inacreditável defesa do acordão de leniência com empreiteiras ainda vai levar autoridades do governo a engrossar a Lista do Janot.


ANÔNIMO DISSE:

É OFF, MAS É IMPORTANTÍSSIMO!
*
REPASSEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ATENÇÃO e URGENTE: A CNBB ESTÁ SAINDO COM O SEGUINTE ABAIXO ASSINADO:
REFORMA POLITICA E ELEIÇÕES LIMPAS - COALIZÃO DEMOCRÁTICA
*
Subscrições ao projeto de lei de iniciativa popular elaborado pela Coalizão Politica Democrática e Eleições Limpas que objetiva afastar da eleições o abuso do poder econômico, racionalizar o sistema eleitoral, promover a inclusão política das mulheres e demais grupos sub-representados e favorecer o uso dos mecanismos da DEMOCRACIA DIRETA.
*
Coalizão pela REFORMA POLÍTICA DEMOCRÁTICA e eleições limpas:
*
CNBB, OAB, MCCE, PLATAFORMA DOS MOV. SOCIAIS, PELA REFORMA DO SIST. POLITICO, FRENTE PARLAMENTAR PELA REFORMA POLITICA E PARTICIPAÇÃO POPULAR, CUT, CONIC, UNE, UBES, CONTAG, CNLB, MOVIMENTO NACIONAL CONTRA A CORRUPÇÃO E PELA DEMOCRACIA, UNASUIS, IDES, CRISCOR, MST, ABRAMPPE, CONFEA, IUMA, INSTITUTO ATUAÇÃO, ALIANÇA CRISTÃ EVANGÉLICA, CPJ/DF, FRENAJ, POM, VISÃO MUNDIAL, ESCOLA DE FÉ E POLÍTICA, CFE, CFESS, CARITAS BRASILEIRA, MA BRASIL, SINPRO/DF, CTB/DF, ASBRALE/DF, IGREJA BATISTA COQUEIRAL/RECIFE, INSTITUTO SOLIDARE/PE, SUAS, ALIANÇA ENVANGÉLICA, CBJP, 5ª SEMANA SOCIAL BRASILEIRA/CNBB – VIA CAMPESINA, MMC, IBD CAP, CSEM, CNTE.
*
NÃO ASSINEM ANTES DE LER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! POR FAVOR!!!!!!!!!
25 de março de 2015 19:16
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25 de mar de 2015

ANÔNIMO DISSE:

Ate hoje não consegui entender porque da. maria louca criatura e seu criator decidem quem vai para o supremo federal e supremo eleitoral. Essa parte da lei deveria ser escolhida não por presidentes, ex presidentes, sabatinada pelo Senado vacas de presépio. Ainda não entendi com tantos juises aposentados, com tantas pessoas que dedicam a vida estudando leis porque eles deixam essa anomalia continuar acontecendo no nosso pais. Como os destruidores de nosso futuro com uma canetada indicaram quase todos os rabos do supremo federal e alguns do supremo eleitoral. Qual o excelente saber jurídico esses fanfarrões possuem para fazer tal indicação? Conclusao brilhante como eles foram indicados pelos detonadores de nosso futuro a ratazana verme criatura e seu criador, suas excelências do stf e ste acham que devem pagar o favor sentando em cima dos processos que levam de l0 a vinte anos para decicir se o individuo roubou ou não ou então soltam todos os ladroes se aproventando de nossa constituição farrapo. Esse tipo de atitude em qualquer pais decente e que quer realmente evoluir a raça vermelha já estaria no paredão sem direito a nada. Aqui com as ratazanas vermelhas de todos os partidos os ladroes de nosso futuro são soltos sem precisar trazer de volta o que trouxeram e ainda continuam movimentando o dinheiro do brasil, em minúscula mesmo com suas patas nojentas. Sinto munto mas o que tenho e nojo e asco de ver como pessoas que tiveram algum estudo não veem que estão liberando a nossa independência, o nosso futuro e principalmente a qualidade de vida do povo brasileiro. A nossa diferença para um pais cidadão e o nosso e que o nosso se tornou a discarga do mundo. Pobre povo brasileiro eles ainda não entenderam que uns estão tendo beneficio bolsa isso e bolsa aquilo tirado dos impostos de quem trabalha e com isso o que o brasil tem. Medicos cubanos, sera que são médicos mesmo porque a ilha de cuba e uma merda ou sera que são guerrilheiro que entraram pela porta da frente para nos afrontar e com o total beneplácito do congresso, senado e justiça que não são mais os guardiões do povo brasileiro, mas sim guardiões dos ptbostas e pmdbostas e suas excelências fazendo cpis pensando que nos enganam. Ate quando vamos tolerar a farsa. Se os cubanos são tao bons médicos sugiro que para economizar os três poderes todas as suas excelências deixem de se tratar no melhor hospital de são Paulo passem a se tratar no samu com os médicos cubanos. Isso sim e fazer economia de nosso suor.

VERGONHA.

CPI da Petrobras pedirá gravações de reuniões com Dilma
Requerimento do subrelator Altineu Côrtes pede acesso a áudios e vídeos de reuniões do Conselho de Administração da Petrobras.



ROMBO NOS FUNDOS DE PENSÃO

Oposição se movimenta na Câmara em busca de assinaturas para a CPI dos Fundos de Pensão.

lupa_06Lupa na mão – Liderada pela bancada do PPS, a oposição faz nesta terça-feira (24), no plenário da Câmara dos Deputados, um mutirão para a coleta de assinaturas com o objetivo de criar a CPI dos Fundos de Pensão. Até a manhã desta terça, o pedido já tinha o apoio de 114 deputados, mas de acordo com o Regimento Interno da Casa é necessário um mínimo de 171 assinaturas para viabilizar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
Até o momento, somente deputados de 12 partidos assinaram o pedido de CPI. Outras 15 bancadas ainda não deram qualquer apoio, aí inclusas, por exemplo, as do PT, PCdoB, PDT, PROS e PTB. No PMDB, que conta com 66 deputados, somente quatro referendaram o requerimento.
De acordo com o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR), a expectativa é de que até quarta-feira (25) seja possível alcançar o número de assinaturas. Apesar de cinco CPIs já estarem funcionando na Câmara, número máximo permitido, o parlamentar acredita que, com os apoios garantidos, será instalada a CPI dos Fundos de Pensão em no máximo quatro meses.
Bueno alertou para a urgência da investigação diante dos verdadeiros rombos de que têm sido vítimas os fundos de pensão das estatais. “Rombos que, em sua quase totalidade, são fruto da administração temerária de gestores nomeados pelas estatais que lhes patrocinam: Correios, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, e como não poderia deixar de ser, a Petrobras”, ressaltou.
Rombo bilionário
A situação do fundo dos funcionários dos Correios é dramática e atinge mais de 90 mil trabalhadores. “No Postalis o prejuízo acumulado, de R$ 5,6 bilhões, já superou o valor de seus ativos líquidos, que é de R$ 5 bilhões”, exemplificou Rubens Bueno.
Na edição da última segunda-feira (23), o jornal “O Estado de S. Paulo” informou que funcionários dos Correios tentam evitar, por meio de uma batalha judicial e pela força das greves, que os participantes do Postalis tenham uma redução de 25,98% em seus contracheques a partir de abril de 2015 pelo período de 15 anos e meio. Segundo a administração do fundo, esse desconto é necessário para cobrir o rombo bilionário de R$ 5,6 bilhões.
Para o líder do PPS, gestores apadrinhados pelo PT e PMDB, que deveriam estar aplicando o dinheiro dos trabalhadores para garantir-lhes uma aposentadoria tranquila, estão, na verdade, “atuando como despachantes dos partidos políticos que, não satisfeitos em saquear a Petrobras, estão também saqueando, sem rodeiros, o dinheiro do trabalhador brasileiro”.
O deputado lembra que ainda estão sob influência dos dois partidos políticos o fundo Funcef, da Caixa, e Petros, da Petrobras. Os dois também contabilizam prejuízos bilionários.
Em contato com Rubens Bueno, lideranças que representam os trabalhadores afirmaram que funcionários dos Correios de todo o país preparam uma vinda a Brasília nesta semana para pressionar os deputados a assinarem o requerimento da CPI dos Fundos de Pensão.
“O aparelhamento político dos fundos de previdência complementar, que têm funcionários de estatais e servidores públicos como participantes, associado aos prejuízos milionários recorrentes e decorrentes de sua má gestão, assinalam mais um possível foco de corrupção que carece ser investigado com a máxima urgência”, diz a justificativa do requerimento para abertura da CPI, que é assinado, além do líder do PPS, pelos líderes do DEM, Mendonça Filho (PE), e do PSDB, Carlos Sampaio (SP).

OPINIÃO


Editorial do Estadão: ‘O PT e a imprensa ‘simpática”

É sabido que a proposta do PT para “regulamentar a mídia” nada mais é do que a intenção de submeter a imprensa ao governo petista e ao próprio partido. Os petistas douram a pílula para convencer a opinião pública de que não se trata de uma forma de censura e, eventualmente, podem confundir os incautos. No entanto, quem ainda tiver alguma dúvida sobre qual é realmente o espírito que preside esse projeto do partido basta prestar atenção ao que disse o presidente da agremiação, Rui Falcão, em recente reunião com parlamentares do PT na Câmara: o caminho, sugeriu ele, é asfixiar os veículos de comunicação que ousarem portar-se com independência e espírito crítico em relação ao governo petista.
Segundo relatos de participantes do encontro, Falcão defendeu que o governo corte a verba de publicidade destinada a veículos de comunicação que, no seu entender, “apoiaram” e “convocaram” as manifestações populares do último dia 15. Para o presidente do PT, é necessária “uma nova política de anúncios para os veículos da grande mídia”. Pode-se depreender que essa “nova política” seja, simplesmente, colocar anúncios do governo somente em jornais e emissoras de TV que sejam camaradas.
Para demonstrar a urgência de uma nova política de distribuição das verbas publicitárias, Falcão argumentou que o clima beligerante contra Dilma e o PT levou até mesmo a TV Record, segundo ele um veículo “simpático” ao governo, a participar da suposta mobilização nacional por parte da imprensa para incitar os protestos de rua – mas isso, disse Falcão, ocorreu somente em razão da “briga por audiência”. O importante a se observar é que, ao mencionar a suposta existência de veículos “simpáticos”, Falcão demarca o território em que o PT julga disputar a guerra da comunicação: há os amigos e os inimigos. Aos primeiros, tudo; aos segundos, a danação.
Falcão sugeriu que a estratégia usada até agora para enfrentar o que julga ser uma campanha orquestrada pela grande imprensa para desacreditar o partido e o governo não tem dado resultado. “Não se enganem. O monopólio da mídia não será quebrado apenas nas redes sociais. Isso é uma ilusão”, disse o presidente petista, referindo-se à comunidade de blogueiros e ativistas digitais montada para defender o PT e agredir sistematicamente a imprensa livre.
Por um momento, os estrategistas do partido julgaram que a guerra da comunicação seria ganha no ambiente virtual. No entanto, como reconheceu um documento da Secretaria de Comunicação Social que criticou a política oficial de comunicação, “o governo e o PT passaram a só falar para si mesmos”.
Mas o PT não perdeu espaço apenas nas redes sociais; parece ter perdido também as ruas, lugar onde reinava. Isso explica a aflição de Falcão e de seus companheiros. Como sempre acontece com aqueles que interpretam o mundo exclusivamente por meio da ideologia, e não da razão, os petistas atribuem esses reveses não aos erros que o partido e a presidente Dilma Rousseff cometeram, mas a uma grande conspiração das “elites” para derrubar o “governo popular”.
Em flagrante estado de negação, Falcão atribuiu o enorme sucesso das manifestações do dia 15 “exclusivamente” ao suposto trabalho da “grande mídia” – responsável, segundo ele, por tirar as pessoas de casa e por inflar o número de participantes.
Com isso, o presidente do PT, bem como a maioria de seus pares, parece ter se convencido de que nada há de errado no País, que tudo vai às mil maravilhas e que, se não fosse a imprensa “golpista” a conclamar os brasileiros a se manifestar, a população não teria ido às ruas.
A receita petista para resolver esse problema é simples: tratar as verbas de publicidade do governo como se fossem do PT. O princípio da impessoalidade, que deve nortear qualquer administração pública – e está explicitamente inscrito na Constituição -, é estranho a um partido que se acredita proprietário do poder. Por enquanto, Dilma tem resistido aos insistentes apelos do PT para que submeta a imprensa aos desígnios autoritários do partido. Espera-se que seu enfraquecimento político não a faça capitula

OPINIÃO.

 

 ‘O lado bom da crise'.

ARNALDO JABOR
A crise é boa. Nada melhor do que uma crise para nos dar a sensação de que a vida muda, que a História anda, que a barra pesa. A crise nos tira o sono e nos faz alertas. A crise nos faz importantes, nós, a opinião pública, nós, o “povo”, nós, os ex-babacas que viviam na sombra, na modorra e que de repente saíram batendo panelas nas ruas. Na crise no Brasil, a política fica visível para a população. A crise nos lembra a maldição chinesa: “que você viva em tempos interessantes” — por “tempos interessantes” se entenderia uma época de calamidade, guerras e instabilidade. A crise é boa porque acabaram as antigas crises cegas, radiofônicas, anos 1950. Hoje as crises são on-line, na internet, nos celulares com todos as roubalheiras ao vivo, imediatas, na velocidade da luz. A crise é uma aula, quase um videogame. A crise é um thriller em nossas vidas. A crise nos permite ver a verdade. Mas como — se todos mentem o tempo todo? A crise nos ensina a ver a verdade de cabeça para baixo, nos ensina que a verdade é o contrário de tudo o que dizem os depoentes, testemunhas e réus. A verdade está em tudo o que os políticos negam.

ENTREVISTA NO RODA VIVA.

Rogério Chequer, porta-voz do Vem pra Rua, comenta no Roda Viva a reação de Dilma e seus aliados às manifestações de 15 de março: ‘Eles não entenderam nada’

O entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira foi o engenheiro e empresário Rogério Chequer, porta-voz do Vem pra Rua, um dos grupos que organizaram as manifestações de 15 de março. Entre vários outros temas, Chequer tratou das origens e dos rumos da onda de protestos que se muliplicam por todo o país e esclareceu a posição do Vem pra Rua diante de um possível pedido de impeachment da presidente da República.
“Eles não entenderam nada”, resumiu o entrevistado ao comentar o comportamento da presidente e de seus ministros frente à maior mobilização popular ocorrida no país desde a campanha das Diretas Já, em 1984. Depois de responsabilizar o ex-presidente Lula pelo aguçamento da polarização política, Chequer confirmou que centenas de milhares de manifestantes voltarão às ruas no dia 12 de abril.
A bancada de entrevistadores foi formada por Mauro Paulino, diretor do Instituto Datafolha, pela advogada Luiza Nagib Eluf e pelos jornalistas Gabriel Manzano Filho (Estadão), Carla Jimenez (El País) e Daniela Lima (Folha de S. Paulo).