20/04/2014

NOTÍCIAS

COM A PALAVRA, A FILÓSOFA E POETA MINEIRA ADÉLIA PRADO.

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Acílio Lara Resende
São muitas as más lembranças que guardo da ditadura militar, que se iniciou, na verdade, a partir do dia 2 de abril de 1964, mas não vou aporrinhá-lo com isso, leitor. Ela me alcançou já casado e pai de dois filhos, às vésperas do terceiro – finalmente uma menina, que substituiu aquela que, sabiamente, durante nove meses, só viveu no ventre materno. Não quis continuar conosco naquele atribulado mundo.
Minha condição de pai me serviu de freio. O mesmo, porém, não aconteceu com meu amigo e ex-colega de escritório José Edgar Amorim Pereira, que se ligou à AP, foi preso e demitido do Banco do Brasil, de onde era advogado. O golpe militar (e civil – sem esse apoio, talvez não vingasse) se deu dois anos antes de assumir, em Minas Gerais, a diretoria regional do “Jornal do Brasil”. Na época, o maior jornal do país.
Vivi, portanto, leitor, durante mais de 20 anos (e aqui prometo que dou por encerrado esse assunto indigesto), doída e prolongada escuridão que, espero, tenha nos deixado muitas lições. A maior delas: não há nada melhor para o desenvolvimento humano e material de qualquer país do que o exercício permanente da liberdade.
“TEMPO MUITO CINZENTO”
Mas não é a isso que quero agora me referir. Essas lembranças, por piores e mais insistentes que venham a ser, embora façam parte de um desagradável pesadelo, me fazem voltar ao que disse a filósofa e poeta Adélia Prado, recém-entrevistada pelo programa “Roda Viva”. Foi ela quem afirmou, num desabafo sincero, que, atualmente, “estamos vivendo um tempo muito cinzento, uma ditadura disfarçada”.
Com um linguajar manso e simples, mas carregado de significado, continuou Adélia na sua diatribe: “Estamos vivendo num país muito triste. Não me sinto num país democrático. Por causa dos desmandos políticos. O que predomina, hoje, é uma troca de favores, em todas as instâncias. As pessoas se calam. Ninguém fala nada. Está tudo muito ruim. Os Poderes da República estão omissos. Até mesmo na ditadura, por época das Diretas, Já, o país estava mais vivo do que agora. Vivemos a transparência do mal, que está generalizado e se enraizou. O mal, de tão generalizado, ficou transparente”.
E, num recado aos candidatos à Presidência da República, mas com a clara intenção de também dizer algo a todos nós, eleitores, perplexa, perguntou: “E quem, hoje, está aglutinando as esperanças e o desespero das pessoas?”.
PAIXÕES HUMANAS
Dizendo-se integrante da plebe, mas grata às pessoas que sempre respondem favoravelmente ao que escreve, Adélia tenta explicar a sua poesia: “O que alimenta minha poesia é o susto que tenho com a vida. Todo poeta vive do cotidiano. Afinal, o que tem a pessoa mais do que isso?”.
Contrariando Vinicius de Moraes, que dizia que o poeta, para fazer poesia, precisa ser triste, advertiu: “Todo autor fala é das paixões humanas, da perplexidade ou do assombro de existir. Ninguém escreve poesia porque é triste ou alegre. A poesia vem de outro lugar, que inclui a tristeza e a alegria. Quem sou eu, de onde vim, para onde vou? Toda arte é uma tentativa de dar resposta a essas perguntas”.
A propósito, se a política é também arte, todo aquele que encarna o poder deveria se fazer, pelo menos uma vez por dia, a mesma pergunta. Só assim, ciente da gratuidade e da finitude da vida, saberá conduzir bem um país tão carente e sofrido como o nosso.
Quantas vezes Lula e Dilma se fizeram tal pergunta? Ou essa é uma questão que sempre passou bem longe dos dois?

PIOR DOS RISCOS PARA DILMA.

Heron Guimarães
Desde o enfraquecimento das manifestações do ano passado, a expectativa se voltou para a Copa do Mundo. A pergunta, feita a todo tempo e em todo lugar, é se os protestos vão ocorrer durante o Mundial e se eles terão a mesma força que tiveram em 2013.
A princípio, ninguém ousa duvidar da força que vem das ruas e do impulso das redes sociais. Tão pouco, alguém é capaz de garantir que as multidões se espalharão por nossas capitais.
Algumas tentativas de mobilização foram colocadas em prática neste início de ano. Nenhuma delas foi bem sucedida. Até a Polícia Militar da Bahia mostrar do que é capaz. A tropa cruzou os braços, e a baderna tomou conta de Salvador, praça que receberá nada mais nada menos do que as seleções da Espanha, Holanda, Alemanha, Portugal e França.
A baderna e a quantidade de saques ocorridas em estabelecimentos comerciais soteropolitanos deixaram governos e população em estado de terror. Greves, paralisações e as eventuais chantagens de algumas categorias de servidores públicos lotados em áreas estratégias, de certa forma, já eram esperadas, mas a rapidez com que baderneiros de plantão perceberam a ausência efetiva dos policiais nas ruas é mais um sério fator de preocupação para a segurança da Copa.
AUMENTANDO A TENSÃO
A notícia rapidamente ganhou os sites noticiosos de todo o mundo e certamente aumentou ainda mais a tensão do governo federal, que, na era Lula, imaginava fazer da maior festa do futebol uma vitrine para um país que se revelava para o mundo como potência regional e exemplo de desenvolvimento.
Porém, mais do que expor as chagas da economia titubeante e as desgastadas relações sociais da nação, o protesto militar dos últimos dias mostrou que a dor de cabeça do governo vai bem além dos Black Blocs, muito bem utilizados pelas autoridades para criar o temor de pessoas de bem em relação aos protestos contra impunidades, corrupções e desmandos da classe política brasileira.
Tirando a África do Sul, que até enfrentou alguma instabilidade social durante a Copa de 2010, com a greve de funcionários da construção civil e algumas investidas contra turistas, mas nada que chegasse perto da insatisfação generalizada no Brasil, não se tinha notícias de tumultos ou riscos como os vemos aqui.
Dilma Rousseff, que já enfrenta um terrível desgaste com as acusações de corrupção e gestão temerária na Petrobras, terá, por causa dessas ameaças à Copa, meses angustiantes.
Ficará à espreita, torcendo pelo Brasil, mais do que qualquer fanático pela Seleção Brasileira. E, no dia 13 de julho, quando o juiz der o último apito no Maracanã, sua sorte estará selada. Poderá respirar aliviada ou terá taquicardias e verticulites cada vez mais intensas. (transcrito de O Tempo)

A BUSCA DE UMA PAZ PERENE COM TODOS OS ELEMENTOS DA NATUREZA.

Leonardo Boff
Um dos legados mais fecundos de Francisco de Assis, atualizado por Francisco de Roma, é a pregação da paz, tão urgente nos dias atuais. A primeira saudação que são Francisco dirigia aos que encontrava era desejar “Paz e Bem”, que corresponde ao “Shalom” bíblico. A paz que ansiava não se restringia às relações interpessoais e sociais. Buscava uma paz perene com todos os elementos da natureza, tratando-os pelo doce nome de irmãos e irmãs.
Especialmente a “irmã e mãe-terra”, como a chamava, deveria ser abraçada pelo amplexo da paz. Seu primeiro biógrafo, Tomás de Celano, resume maravilhosamente o sentimento fraterno do mundo que o invadia ao testemunhar: “Enchia-se de inefável gozo todas as vezes que olhava o Sol, contemplava a Lua e dirigia sua vista para as estrelas e o firmamento. Quando se encontrava com as flores, pregava-lhes como se fossem dotadas de inteligência e as convidava a louvar a Deus.
Fazia-o com terníssima e comovedora candura: exortava à gratidão os trigais e os vinhedos, as pedras e as selvas, a planura dos campos e as correntes dos rios, a beleza das hortas, a terra, o fogo, o ar e o vento”.
Essa atitude de reverência e de enternecimento levava-o a recolher as minhocas dos caminhos para não serem pisadas. No inverno, dava mel às abelhas para que não morressem de escassez e de frio. Pedia aos irmãos que não cortassem as árvores pela raiz, na esperança de que pudessem se regenerar. Só pode viver essa intimidade com todos os seres quem escutou sua ressonância simbólica dentro da alma, unindo a ecologia ambiental com a ecologia profunda.
UNIVERSO FRANCISCANO
O universo franciscano e ecológico nunca é inerte. Tudo compõe uma grandiosa sinfonia, cujo maestro é o próprio Criador. Todas são animadas e personalizadas; por intuição, ele descobriu o que sabemos atualmente por via científica: que todos nós viventes somos parentes, primos, irmãos e irmãs, por possuirmos o mesmo código genético de base. Francisco experimentou espiritualmente essa consanguinidade.
Dessa atitude nasceu uma imperturbável paz, sem medo e sem ameaças, paz de quem se sente sempre em casa, com os pais, os irmãos e as irmãs. A suprema expressão da paz, feita de convivência fraterna e de acolhida calorosa de todas as pessoas e coisas, é simbolizada pelo conhecido relato da perfeita alegria.
No relato da perfeita alegria, que encontra paralelos na tradição budista, são Francisco vai, passo a passo, desmontando os mecanismos que geram a cultura da violência. A verdadeira alegria não está na autoestima nem na necessidade de reconhecimento nem em fazer milagres e falar línguas. Em seu lugar, coloca os fundamentos da cultura da paz: o amor, a capacidade de suportar as contradições, o perdão e a reconciliação para além de qualquer pressuposição ou exigência prévia. Vivida essa atitude, irrompe a paz que é uma paz interior inalterável, capaz de conviver jovialmente com as mais duras oposições, paz como fruto de um completo despojamento. Não são essas as primícias de um reino de justiça, de paz e de amor que tanto desejamos?
Essa visão da paz de são Francisco representa o outro modo de ser no mundo, uma alternativa ao modo de ser da modernidade e da pós-modernidade, assentado sobre a posse e o uso desrespeitoso das coisas para o desfrute humano, sem qualquer outra consideração.
Embora tenha vivido há mais de 800 anos, novo é ele, e não nós. Nós somos velhos e envelhecidos que, com a nossa voracidade, estamos destruindo as bases que sustentam a vida em nosso planeta e pondo em risco o nosso futuro como espécie. A descoberta da irmandade cósmica nos ajudará a sair da crise e nos devolverá a inocência perdida, que é a claridade infantil da idade adulta.

DILMA NÃO PODE FUGIR À RESPONSABILIDADE’, DIZ EX-PRESIDENTE DA PETROBRÁS.

Gabrielli defende a compra da refinaria em Pasadena conforme as circunstâncias da época - Ulisses Dumas / AG BAPRESS
Ricardo Galhardo
O Estado de S. Paulo
SALVADOR – Presidente da Petrobrás à época da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, José Sergio Gabrielli admitiu em entrevista ao Estado sua parcela de responsabilidade no polêmico negócio, mas dividiu o ônus com a presidente Dilma Rousseff.
Segundo ele, o relatório entregue ao Conselho de Administração da estatal foi “omisso” ao esconder duas cláusulas que constavam do contrato, mas Dilma, que era ministra da Casa Civil e presidia o conselho, “não pode fugir da responsabilidade dela”.
Gabrielli defende a compra da refinaria conforme as circunstâncias da época e alfineta sua sucessora, Graça Foster, ao afirmar que a Petrobrás não foi construída nos dois anos de gestão da atual presidente da estatal. De acordo com ele, a queda do preço das ações da estatal não se deve a Pasadena, mas à conjuntura externa, afetada pela crise financeira global de 2008, e à política do governo de manutenção artificial dos preços da gasolina no Brasil abaixo do mercado internacional. Política que, segundo Gabrielli, está contaminada pela disputa eleitoral.
O senhor se considera responsável pelo relatório entregue ao conselho administrativo da Petrobrás antes da compra da refinaria de Pasadena?
- Eu sou responsável. Eu era o presidente da empresa. Não posso fugir da minha responsabilidade, do mesmo jeito que a presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do conselho. Nós somos responsáveis pelas nossas decisões. Mas é legítimo que ela tenha dúvidas.
O relatório é falho e omisso como disse a presidente Dilma?
- Acho que não (foi falho). Ele foi omisso. Sem dúvida nenhuma foi omisso porque as duas cláusulas mencionadas (Put Option, que obrigou a Petrobrás a comprar a outra metade da refinaria, e Marlim, que compensaria a então sócia Astra por possíveis prejuízos) não constavam da apresentação feita aos conselheiros.
O conselho teve acesso à totalidade dos documentos antes de aprovar a compra da refinaria?
-
 Não teve acesso a essas cláusulas. Mas isso não é relevante, a meu ver, para a decisão do conselho. O que é relevante é se o projeto é aderente tecnologicamente e estrategicamente ao que você faz e ter dado rentabilidade com os pressupostos daquele momento. Essas três condições fariam a decisão do negócio.
Se o Conselho de Administração da estatal soubesse dessas cláusulas no primeiro momento teria aprovado a compra da refinaria?
- Eu acho que teria aprovado porque o objetivo naquele primeiro momento era a possibilidade de ter um negócio nos Estados Unidos em uma refinaria que tinha preços adequados ao mercado. E poderia ser uma entrada forte nossa nos Estados Unidos, o mercado que mais crescia no mundo na época. Continuo achando que foi um bom negócio para a conjuntura de 2006, um mau negócio para a conjuntura de 2008 a 2011 e voltou a ser bom em 2013 e 2014.
O que mudou na Petrobrás de Lula para Dilma?
-
 Não acho que houve mudança. É bom lembrar que saí em fevereiro de 2012 e o acordo de Pasadena é de junho de 2012. Enquanto estive lá, a partir de 2008, só fiz disputar judicialmente com a Astra. Não fiz nenhum acordo com a Astra.
Então a mudança foi de Gabrielli para Graça Foster?- Eu não disse isso. A gestão da presidente Graça deu continuidade aos planos estratégicos desenvolvidos pela diretoria anterior. Não vejo ruptura entre mim e Graça. É uma presidência de continuidade.
Pelo menos em um ponto importante vocês divergem. Graça diz que a compra de Pasadena foi um negócio ruim e o senhor diz que foi bom.
- Nós não divergimos. Graça disse de forma explícita que hoje ela não faria o negócio mas que na época foi um bom negócio. Portanto nós não temos divergência. Na época eu faria a mesma coisa. O negócio depois ficou ruim e hoje está melhor outra vez.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Foi um bom negócio, deixou de ser um bom negócio, depois voltou a ser um bom negócio… E os números, cadê os números. Um bom negócio só pode ser medido pelos números, mas a Petrobras mantém segredo absoluto sobre a produção real da refinaria e seu balanço anual. Até quando vai durar essa desesperada e ardilosa tentativa de dissimulação?(C.N.)

VEJAM E DIVULGUEM ANTES QUE SAIA DO AR.

GENOCIDAS

DOMINAÇÃO COMUNISTA NA AMÉRICA LATRINA.


MAIS UMA MENTIRA.

‘Mais um PAC’, editorial do Estadão.

Publicado no Estadão desta sexta-feira
A presidente Dilma Rousseff anunciou o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) número 3. Os dois anteriores, como se sabe, ainda estão inconclusos, apesar dos vultosos investimentos e das promessas de Dilma e de seu antecessor, Lula, feitas desde 2007, de que eles seriam vigorosas molas do salto econômico brasileiro.
O anúncio da presidente foi feito a seu estilo: de supetão. Durante mais uma de suas entrevistas chapa-branca a rádios regionais, desta vez em São José do Rio Preto (SP), Dilma comentava sobre uma obra ferroviária na cidade e então disse que o projeto seria incluído no PAC 3. Ao ser questionada sobre a data de lançamento do programa, respondeu: “Lá por agosto, eu acredito”.

VEJA.COM

Lava-Jato: doleiro entregava dinheiro em domicílio.

O esquema de pagamento de propina que tinha o doleiro Alberto Youssef como operador também atendia em domicílio. Uma das entregas foi agendada para o apartamento funcional de um deputado federal em Brasília.

Rodrigo Rangel
Alberto Youssef
(Joedson Alves/Estadão Conteúdo )
A investigação dos negócios do doleiro Alberto Youssef levou para a prisão um poderoso ex­-diretor da Petrobras, revelou detalhes de transações ilícitas tramadas nos gabinetes da estatal e está desatando um nó que amarra empreiteiras acostumadas a pagar “comissões” por contratos milionários a políticos que recebem para garantir que esses contratos se viabilizem. Youssef era o ponto de contato entre esses interesses. Através de uma rede de empresas que só existiam no papel, ele recolhia dinheiro das empreiteiras e repassava parte dele a partidos, políticos e funcionários públicos. Na semana passada, a Polícia Federal encerrou a primei­ra fase do inquérito que esmiúça as atividades do grupo de Youssef. O passo seguinte é mapear toda a rede de clientes do doleiro. É aqui que o caso pode mudar de patamar, o que tem assustado muita gente importante. As evi­dências colhidas até agora mostram que alguns dos parceiros de Alberto Youssef são figuras públicas, trabalham em Brasília e têm endereço conhecido. Os agentes vão analisar recibos de depósitos bancários, planilhas contábeis e mensagens interceptadas que não deixam dúvidas sobre o principal serviço que as empresas do doleiro ofereciam: en­trega de dinheiro, inclusive em domicílio quando o cliente é especial

FALECIMENTO

Morre o narrador Luciano do Valle

O Globo
Morreu na tarde deste sábado o narrador esportivo Luciano do Valle, aos 66 anos. Principal narrador da rede Bandeirantes, o jornalista faleceu sofrer um infarto dentro de um avião, quando viajava com a equipe da emissora paulista para fazer a transmissão de Atlético-MG x Corinthians, neste domingo, em Uberlândia, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Luciano chegou a ser levado para o hospital Santa Genoveva, em Uberlândia, mas não resistiu.
O corpo do narrador será velado na manhã deste domingo, na Câmara Municipal de Campinas, e o enterro está marcado para as 16h, no Cemitério Parque Flamboyant, também na cidade natal do narrador.
Luciano estava se preparando para narrar a Copa do Mundo do Brasil e não pensava em aposentadoria. Em 2012, ele chegou a se afastar das narrações para tratar de um problema de saúde, mas se dizia entusiasmado com a Copa e as Olimpíadas no Brasil. Nos jogos pelas Séries A e B do Brasileiro, neste sábado, os jogadores respeitaram um minuto de silêncio em homenagem póstuma ao narrador.

SEM ÁGUA

Sem água há dois dias detentas se amotinam em Pedrinhas.

G1
Por telefone, a secretaria informou que o motim começou porque a unidade prisional estaria sem água desde quinta-feira (17). Revoltadas, as detentas teriam ateado fogo em colchões, tentado quebrar grades e cadeiras e ameaçado matar outras presas.
De acordo com a secretaria, homens do Grupo de Escolta e Operações Penitenciárias (Geop) entraram no local e controlaram o motim. A imprensa não foi autorizada a entrar para fazer imagens do interior da unidade prisional.
No entanto, imagens registradas por volta de 9h30 deste sábado (19), na área externa da Penitenciária Feminina, que fica dentro do complexo, mostram um grupo de detentas enchendo baldes com água.
Às 11h31, a Sejap enviou nota à imprensa informando que o problema da falta de água já teria sido solucionado por técnicos que ficam de plantão 24h para atender o sistema penitenciário e que o problema foi ocasionado devido à queima de uma bomba hidráulica.


AEZÃO

Ministro do PMDB lidera resistência ao 'Aezão'.

Luciana Nunes Leal, Agência Estado
Desde que parte do PMDB do Rio de Janeiro prometeu apoio ao tucano Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, na última segunda-feira, a ala governista da legenda iniciou articulações para conter a dissidência e garantir apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff no Estado.
Representante desse grupo, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, age para evitar o voto "Aezão", pregado por Aécio após o encontro com os peemedebistas fluminenses. A ideia é difundir no Estado o apoio silmultâneo ao tucano para a Presidência e ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) para o Palácio Guanabara.

DIVULGAÇÃO

Dilma pede que auxiliares divulguem 'marcas' sociais.

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo
Com a popularidade em queda, o patrimônio de “gerente” corroído e sob ameaça de uma CPI da Petrobrás, a presidente Dilma Rousseff determinou aos ministros que adotem a estratégia da multiplicação das marcas do governo.
A ordem é para que todos os auxiliares, sempre que fizerem discursos públicos, citem programas sociais como Mais Médicos, Pronatec, Prouni, Brasil Sem Miséria e Minha Casa, Minha Vida.
O roteiro de reação deve ser seguido mesmo se o tema da cerimônia não estiver relacionado a esses assuntos e os ministros forem de outras áreas. Pressionada por eleitores que exigem mudanças, como revelou a última pesquisa Ibope divulgada na quinta-feira, Dilma quer destacar que muitos dos programas mencionados hoje por seus adversários são conquistas da administração do PT e representam “só um começo”.


NOTÍCIAS

Delúbio Soares e João Paulo Cunha podem circular à vontade em Brasília, mas devem evitar locais muito movimentados.

JOÃO PAULO CUNHA/ATO/PT
Deu em O Tempo
Antes do ex-deputado João Paulo Cunha e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares deixarem o presídio para o “saidão” da Páscoa, eles receberam a seguinte recomendação do advogado deles: que se preservassem, evitando ir a restaurantes ou locais muito movimentados.
Os dois condenados no julgamento do mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foram beneficiados com o indulto para o feriado e passam os dias fora do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, com seus familiares.
“Apenas recomendei que eles se preservassem o máximo possível, além de seguirem as regras impostas pela portaria (que regula o indulto). Eles podem sair, mas sugeri que aproveitassem para ficar com a família em um lugar mais discreto, para evitar o assédio”, afirmou o advogado Frederico Donati, que acompanha a execução penal de Cunha e Delúbio.
Entre as regras da portaria que permite a saída da prisão para os condenados que cumprem pena em regime semiaberto está a proibição de consumir bebida alcoólica e de encontrar outros presos que estão liberados para o feriado.
O maior desejo de Cunha e Delúbio, que era poder passar parte do feriado com seus pais, não foi atendido. A defesa dos dois até tentou, mas o pedido de deslocamento de Delúbio para Goiás e de Cunha a São Paulo, onde moram os país, foi negado. O advogado vê excesso de zelo do juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) ao determinar que eles ficassem no Distrito Federal.
Medida
Ação. A Procuradoria Geral da República sugeriu a formação de um grupo de trabalho para a fazer a defesa do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre o mensalão.

Os prejuízos do PT.


Carlos Chagas
A queda nos índices de preferência da presidente Dilma para concorrer à reeleição ainda seria absorvível caso não se ampliasse mais, ou pelo menos se mantidos os níveis capazes de, em outubro assegurar-lhe a vitória. Concluem analistas e promotores das consultas populares que por enquanto o segundo mandato não está garantido, quem sabe até no primeiro turno. Estão sendo gentis, com ou sem interesses subalternos,  quantos vivem e se sustentam por conta das pesquisas. Claro, todos admitem a ressalva que só os próximos meses revelarão: se a queda se acentuar e se os adversários crescerem, o segundo mandato poderá ir para o espaço.
Do que quase ninguém cuida, ao menos de público, é do reflexo da diminuição dos números de Dilma nas outras eleições, para os governos estaduais, o Congresso e as Assembleias Legislativas. Será inevitável que a perda de votos pela presidente determinará também a queda de votos nos  candidatos do PT a governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
É aqui que mora o perigo, primeiro para Dilma, em função do “volta Lula”, depois para o partido que imaginava preservar maioria na Câmara e, quem sabe, conquistá-la no Senado. Se hoje, com as atuais bancadas, os companheiros defrontam-se com sucessivas derrotas parlamentares e não dominam os grandes estados, imagine-se como ficarão na hipótese  do emagrecimento. O PT gostaria de fazer o novo presidente da Câmara, mas se vier a dispor de menos deputados do que o PMDB ou mesmo o PSDB, nem pensar.
Essa redução repercutirá num novo governo do PT, com Dilma ou com o Lula. As dificuldades para governar serão maiores, em especial quando se projetam grandes obstáculos para 2015. Reajustar preços, conter a inflação, atender reclamos do empresariado e estancar a corrupção surgem como necessidades absolutas. Diante de um Congresso hostil e ciente de que perderá o papel de condômino do poder, mais difícil ainda.
Pesquisa não ganha eleição, é máxima permanente em política, desde que  surgiram as primeiras consultas eleitorais. Mesmo assim, os números significam as tendências de um determinado momento. Mágicas, ninguém faz, ou seja, nem por milagre Dilma irá recuperar os índices  folgados de até um ano atrás. Mas se mantiver o equilíbrio instável do último Ibope, deverá preparar-se com doses maciças de paciência e tolerância para enfrentar os próximos quatro anos.

Quem tem o poder nas mãos escolheu um lado, que não é o do povo.


João Gualberto Jr.
Em Belo Horizonte, o prefeito Marcio Lacerda chegou a chamar de “injusta” a suspensão do reajuste de 7,5% na passagem do ônibus na capital mineira. A decisão foi da Justiça a pedido do Ministério Público. Logo, o prefeito chama de “injusta” uma deliberação da Justiça. Só falta agora ser mais realista do que o rei.
Agora, por que 7,5% se a inflação do Ipead/UFMG fechada em 2013 foi de 6,14% e o IPCA nacional, de 5,91%? Ah, o plus sempre se justifica pela sensível planilha de custos das empresas, por combustíveis, lubrificantes, pneus, salários de funcionários etc.
Mas e os custos cotidianos do usuário, esses foram mitigados? Melhoraram as condições das linhas, a pontualidade e o conforto, ou todas as mazelas tiveram fim com o BRT? Prefeito, BHTrans e concessionárias do serviço, lembrem-se das promessas e cobranças feitas pela presidente Dilma em cadeia nacional no fim de junho do ano passado.
E NO MINEIRÃO?
Aí, vem a notícia de que a Minas Arena, a concessionária do Mineirão, recebeu R$ 44 milhões no ano passado do governo do Estado para não fechar o exercício no vermelho. Mostrou o jornal O Tempo que os recursos seriam suficientes para manter a saúde de uma cidade do tamanho de Itabira pelo mesmo período.
Mas como se justifica o cenário de prejuízo se o Cruzeiro foi campeão brasileiro, o Atlético disputou lá a final da Libertadores, e teve shows de Paul McCartney, Elton John, Beyoncé e Black Sabbath? Ah, tem os custos. Se o Mineirão novo não deu lucro com um 2013 de oportunidades atípicas, não dará lucro nunca. Mas a Minas Arena jamais sairá no prejuízo: reza o contrato que o governo de Minas cobrirá a diferença de receita quando houver. Pelo visto, será sempre.
O MESMO GRUPINHO…
Já no âmbito federal e ainda no mesmo campo da bola, as grandes empreiteiras grassam nos canteiros da Copa. É sempre o mesmo grupinho que vence as licitações para construir seus castelos de dinheiro e voto. E ainda tem os aeroportos, as duplicações de BRs e o PAC com suas várias alcunhas – isso sem falar na transposição faraônica.
A praxe é sempre a mesma: do projeto básico à obra entregue, o caminho passa por aditivos e aditivos até chegar à explosão do orçamento. Não há metro quadrado de concreto neste país bancado com nossos impostos que não sofra da sina da cornucópia. Enquanto isso, Lula, que virou embaixador das megaconstrutoras na África e na América Latina, ensina que temos que nos orgulhar da Copa, como uma oportunidade histórica única.
Partamos de uma visão classista de nossa sociedade: quem tem o poder nas mãos escolheu um lado, que não é o do povo. A massa está órfã de representantes no Executivo: seus interesses são vendidos a cada eleição, a cada PPP e a cada licitação. Afinal, nas mãos de quem está o poder realmente? (transcrito de O Tempo)

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 20 DE ABRIL DE 2014
    Desde que tomou posse como presidenta da República em janeiro de 2011, Dilma Rousseff investiu mais no programa Bolsa Família do que em Educação Básica, segundo o Portal da Transparência do governo. Os gastos com a transferência de dinheiro que garante “agradecimento nas urnas” já superam os R$ 64,9 bilhões, quase 20% a mais do destinado para educação das crianças do País no mesmo período.
  • O ex-presidente Lula, mentor de Dilma, gastou R$ 47,8 bilhões com Bolsa Família em seu segundo mandato, 60% mais que em Educação.
  • Segundo dados do Banco Central, o valor gasto pelo governo Dilma com Bolsa Família é superior aos lucros dos bancos no Brasil em 2013.
  • A Eletrobras tem recorrido a empréstimos para pagar salários, e sua subsidiária Eletrosul já colocou a sede à venda pelo mesmo motivo.
  • O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) resume bem a CPI criada para investigar Petrobras, Suape e Metrô de SP: “É a CPI do risca-faca”.
  • O deputado André Vargas (PT-PR), que renunciou à vice-presidência da Câmara após ser revelado seu envolvimento com um criminoso, defendeu, em 2012, investigação rigorosa da “cumplicidade” do então senador Demóstenes Tores (GO) com um “homem do crime”. Referia-se ao bicheiro Carlos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo. Exatamente como seu sócio Alberto Youssef, na Operação Lava-Jato.
  • Para Vargas, a “bandeira da ética da oposição foi desmontada” quando um de seus arautos (Demóstenes) foi flagrado com o crime organizado.
  • Ao falar de “matérias bombásticas” sobre corrupção, Vargas disse que deve haver um estoque de escutas clandestinas “lastreando” a mídia.
  • Nos corredores do Senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR) ganhou o apelido de “pit-bull da Dilma”, com a advertência jocosa: “Ela morde…”.
  • O deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que acompanhou o depoimento do ex-diretor Nestor Cerveró, acredita que o discurso foi combinado com Planalto: “A Petrobras está no Pelourinho, precisamos investigar”.
  • Desafetos, Lula e o deputado federal e ex-prefeito de São Bernardo William Dib (PSDB-SP) trocaram figurinhas no casamento domingo (13) de uma assessora de Dib, filha de grande amigo de Lula.
  • Explicado por que o deputado sai-não-sai André Vargas (PT-PR) está à beira de um ataque de nervos: torrou R$1,6 milhão de sua cota parlamentar em cafezinhos expressos de janeiro a março deste ano.
  • Revolta nas redes sociais com um vídeo do filho da vice-prefeita de Parnamirim (RN) tomando uísque e rasgando uma nota de cem reais numa boate. É crime federal, com prisão de até três anos e multa.
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  • Aspirantes à Presidência, o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE) e a ex-senadora Marina Silva decidiram tratar da questão energética no primeiro seminário do PSB e Rede, que ocorrerá até o fim deste mês.
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  • Os telefones 1331 e 1332, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ainda estão mudos. A Anatel dá de ombros a reclamações de usuários que denunciam a existência do problema há mais de 30 dias.
  • O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados negou acatar um dos processos de cassação contra o deputado Carlos Leréia (PSDB-GO), amigo do bicheiro Carlinhos Cachoeira. A ideia agora é aplicar “penas alternativas” em nova ação que será votada nesta quarta-feira (23).
  • Brasileira Patricia Fukimoto, que fugiu para o Brasil após avançar sinal e matar um bebê no Japão em 2005, só terá prisão de consciência: o crime prescreveu na Justiça paulista, segundo o jornal Japan Times.
  • O deputado indeciso André Vargas (PR) é o Kinder Ovo do PT nesta Páscoa.