23/11/2014

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 23 DE NOVEMBRO DE 2014
    O vice-presidente da República, Michel Temer, confidenciou a parlamentares que pleiteará junto à presidenta Dilma para seu partido os comandos dos ministérios da Saúde e das Cidades, hoje sob o controle do PT e do PP, respectivamente. Áreas estratégicas do governo federal, o Ministério da Saúde tem orçamento de R$ 109,2 bilhões previsto para 2015. Já o de Cidades passa de R$ 27,8 bilhões.
  • O ministro Aloizio Mercadante e Jaques Wagner disputam em queda de braço quem terá maior poder de influência no segundo governo Dilma.
  • Além de Silvio Torres, já em campanha, o deputado Vanderlei Macris (SP) também é cotado para líder do PSDB na Câmara.
  • A embaixada da Polônia em Brasília pagou indenização de R$215,5 mil a funcionários sem reajuste desde 2009. Se moda pega no Itamaraty…
  • O orçamento do Ministério das Comunicações foi cortado em 30% pelo governo. Cairá de R$ 12,9 bilhões para R$ 8,9 bilhões em 2015.
  • Operador do PMDB no Petrolão, o lobista Fernando Soares, mais conhecido como “Fernando Baiano”, frequentava a antiga e luxuosa Academia da Praia, localizada na Barra da Tijuca, onde possui um apartamento, no Rio. O lobista se dizia sócio majoritário da academia. O empreendimento, agora chamado BodyTech, foi vendido em abril de 2013 a Alexandre Accioly, amigo pessoal do senador Aécio Neves.
  • Ex-candidato a presidente pelo PV, Eduardo Jorge será agraciado com a medalha do Mérito Legislativo na Câmara, na quarta (26).
  • Levado pela PF para depor na operação Plateias, Marcelo Perillo não é irmão do governador de Goiás. Os avôs deles eram primos de 2º grau.
  • Delatores do Petrolão que se cuidem. Roberto Jefferson, o delator do mensalão do governo Lula, é um dos poucos ainda na cadeia.
  • Destino preferido de Dilma nas férias, a Base Naval de Aratu (BA) é caso raro nas Forças Armadas: recebeu mais de R$ 1 milhão para compra e construção de instalações mais… confortáveis.
  • Presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto da Silva Jr. foi o executivo do ano com o prêmio “O Equilibrista” de 2013, do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças. Faz todo o sentido, agora.
  • O presidente do SD, Paulo Pereira (SP), ironiza a solução para aumentar o superávit primário: “É só apertar o juiz (Sérgio Moro)”, que já conseguiu devolução de quase meio milhão roubado da Petrobras.
  • Joaquim Barbosa deu as caras no Twitter, mas timidamente. Lamentou a morte de Márcio Thomaz Bastos, e aproveitou o embalo para lembrar que a Petrobras perdeu US$ 1,8 bilhão de valor de mercado neste ano.
  • Manhã cedo, quando foram pegar figurão de Rondônia para conduzi-lo a depor sob vara, policiais não encontraram sua mulher, que vive em outra cidade. Surpreenderam-no em outra companhia. Masculina.
  • De acordo com o Projeto Lei Orçamentária Anual, o orçamento 2015 do Ministério dos Transportes foi cortado em quase R$ 2 milhões, ou sejam, mais de 10% menos que o orçamento previsto para 2014.
  • A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), da Comissão Mista Orçamentária, inventou viagem ao Vietnã na semana do debate sobre a maquiagem da meta fiscal. E ainda vai levar três deputados e o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). Tudo por nossa conta.
  • A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) planeja os primeiros passos assim que assumir no Senado, em 2015. Apresentará projeto de lei para estabelecer um preço fixo dos livros comercializados no Brasil.
  • …a dificuldade de encontrar um nome para a Fazenda mostra que o governo não tem quadros. No máximo, posters empoeirados de Che Guevara.

22/11/2014

UCHO.INFO


Compra bilionária de caças suecos ingressa no céu da suspeita e pode colocar Dilma em situação difícil.

gripen_11Estranho demais – Muitos fatos estranhos ocorridos durante a corrida presidencial continuam sem explicação, mas pelo menos um chama a atenção daqueles que conhecem os bastidores da administração pública federal. Em 24 de outubro passado, dois dias antes da realização do segundo turno da eleição presidencial, o governo brasileiro assinou um contrato bilionário com a empresa sueca Saab, cujo objetivo é renovar a frota de supersônicos da Força Aérea Brasileira, que aposentou os obsoletos Mirage.
Depois de longos anos de disputa em uma concorrência (FX-2) marcada por controvérsias de todos os tipos, o Palácio do Planalto anunciou a decisão de adquirir o modelo Gripen NG, com a promessa de transferência de tecnologia por parte da Saab. Perderam a disputa o Rafale, da francesa Dassault, e o F/A-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing. O contrato com a Saab prevê o fornecimento de 36 caças, sendo 28 do tipo monoposto e 8 com dois assentos, específicos para treinamentos.
Quando o governo brasileiro bateu o martelo, em dezembro de 2013, a empresa sueca apresentou proposta no valor de US$ 4,5 bilhões, a mais barata entre as três recebidas pelo Palácio do Planalto.
O prazo para o começo da entrega dos supersônicos estava estipulado para 2018, mas no contrato foi alterado para 2019. O que causou estranheza no contrato com Saab, publicado no Diário Oficial da União apenas em 27 de outubro, um dia após o segundo turno, é que o valor saltou para US$ 5,4 bilhões. Para justificar a majoração do valor do negócio o governo brasileiro alegou necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.
Esse tipo de expediente [reequilíbrio econômico-financeiro] é comum quando já existe um contrato firmado, que não é o caso da compra dos Gripen NG, um projeto que, além disso, continua no papel. No Direito Administrativo só se admite reequilíbrio econômico-financeiro de contratos firmados com a administração pública, no caso o governo federal. Isso significa que pelo fato de o aludido contrato inexistir, o reequilíbrio econômico-financeiro não tem um grama de amparo legal.
Fosse minimamente sério e responsável, o atual governo brasileiro não teria assinado o contrato com a Saab, mas reaberto a concorrência para que a Dassault e a Boeing pudessem concorrer em igualdade de condições. O motivo para que isso ocorresse é muito simples. Com o sobrepreço de US$ 1 bilhão, o negócio com a Saab ficará mais caro do que a aquisição do modelo F/A-18 Super Hornet, da Boeing, um equipamento que há muito saiu do papel e já foi exaustivamente testado.
Em relação ao Gripen NG, que como citado anteriormente continua no papel, o governo brasileiro poderá ter uma desagradável mais adiante, pois nem sempre um projeto resulta em um produto de qualidade. Em outras palavras, o Palácio do Planalto decidiu queimar US$ 5,4 bilhões para fazer da FAB uma espécie de rato de laboratório.
A questão maior e mais preocupante não está apenas no universo do valor do negócio, mas na forma como o contrato foi assinado e quando. Muito estranhamente, antes da assinatura do contrato com a Saab, uma pessoa que goza da estrita confiança dos atuais inquilinos do Palácio do Planalto foi a Estocolmo para acertar detalhes do contrato. Alvo de investigações passadas da Polícia Federal, o emissário pode ser abatido em pleo voo, muito antes de os Gripen saírem das pranchetas suecas.
Resumindo, nesse negócio bilionário tem algo muitíssimo mal contado, que a qualquer momento pode colocar o governo federal abaixo. O UCHO.INFO sabe quem foi a Estocolmo, cujo nome foi confirmado por algumas autoridades do governo que frequentam o segundo anel orbital da compra bilionária.

APOCALIPSE

 

Fernando Gabeira: ‘Apocalipse, agora’

Publicado no Estadão
Passada uma semana do juízo final, ainda me pergunto cadê a Dilma. Ela disse que as contas públicas estavam sob controle e elas aparecem com imenso rombo. Como superar essa traição da aritmética? Uma lei que altere as regras. A partir de hoje, dois e dois são cinco, revogam-se as disposições em contrário.
Os sonhos de hegemonia do PT invadem a matemática, como Lysenko invadiu a biologia nos anos 30 na Rússia, decretando que a genética era uma ciência burguesa. A diferença é que lá matavam os cientistas. Aqui tenho toda a liberdade para dizer que mentem.

VEJA.COM


A reportagem de capa de VEJA reafirma que, no Brasil, sábado é o mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório.

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Sábado é mesmo o mais cruel dos dias para gente com culpa no cartório, reafirma a edição de VEJA que logo estará nas mãos dos assinantes e leitores. Desta vez, o sono dos pecadores será perturbado por informações que começam pela mensagem eletrônica enviada por Paulo Roberto Costa a Dilma Rousseff e se estendem por todas as páginas da reportagem de capa. As revelações atestam que Dilma e Lula ignoraram todos os sinais de que havia algo de podre no reino da Petrobras. A conivência dos governantes liberou o bando criminoso para o prosseguimento do saque.
Outro email divulgado por VEJA escancara o plano concebido para materializar um dos sonhos do governo lulopetista: assassinar a independência do Tribunal de Contas da União com a nomeação de ministros obedientes aos interesses e caprichos do Planalto. Gente como Erenice Guerra, por exemplo. A melhor amiga de Dilma só não foi transferida para o TCU por ter tropeçado num caso de polícia no meio do caminho. Descobriu-se que Erenice chefiava, simultaneamente, a Casa Civil e uma quadrilha de traficantes de influência.
Tudo somado, conclui-se que o Petrolão foi uma ignomínia de tal forma superlativa superlativa que agora começou a subverter a Bíblia. Os cavaleiros do apocalipse brasileiro, por exemplo, não se limitam a quatro. São incontáveis, aparecem com muita frequência e se tornam especialmente inquietantes quando se ouve o tropel num sábado.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • O capítulo da subsidiária “Transpetro”, nas investigações da Lava Jato, deve incluir não apenas as estripulias do seu presidente, Sérgio Machado, como também de gerentes responsáveis por contratos e pela fiscalização (ou falta dela). O orçamento da Transpetro não é tão alto quanto o da empresa-mãe Petrobras, mas chega aos bilhões. Contratos emergenciais e com dispensa de licitação estão na mira.
  • Investigar gerentes, na área da Petrobras, sempre dá caldo. Um deles, Pedro Barusco, pilhado, promete devolver R$ 253 milhões surrupiados.
  • Na era do Petrolão, o governo pagará R$ 787 mil à empresa Exact Clean para manter limpos o Planalto e o Alvorada. Terá muito trabalho.
  • Veja pelo lado bom: afogada na lama da Lava Jato, a Odebrecht ajudava o governo a capacitar beneficiários do Bolsa Família.
  • O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) tem ganhado mais espaço no partido. É cotado para a liderança do PMDB ou a liderança do governo.
  • Afastado do cargo pela Justiça e com bens bloqueados por fraude de R$ 7 milhões com o plano de saúde da estatal, o diretor-regional dos Correios do Rio, Osmar Moreira, é velho conhecido do Congresso e até mesmo do ministro Paulo Bernardo (Comunicações), que inclusive foi  alertado por e-mail, há três anos, sobre a possível nomeação de um indiciado na CPMI dos Correios em 2005, que desaguou no mensalão.
  • O engenheiro e líder sindical Isio Mauro Cudischevitch enviou e-mails de alerta (em poder da coluna), após a nomeação de Wagner Pinheiro.
  • Testemunha na CPMI, Isio também alertou o então deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), dias após a eleição de Dilma, em 2010.
  • Gerente da frota da ECT no Rio, Isio Mauro foi demitido e perseguido, após desmontar contratos fraudulentos de rastreamento de carros.
  • O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, está indignado com a ministra Miriam Belchior (Planejamento). Ela aplicou nele um indesculpável e demoradíssimo chá-de-cadeira.
  • É do tamanho do estádio a dose maciça de calmantes que políticos destacados do Rio tomam, diante da possível entrada na Lava Jato os bastidores da reforma de R$ 1,3 bilhão da Odebrecht no Maracanã.
  • O suposto convite para o senador Armando Monteiro (PTB-PE) virar ministro de Dilma é a confirmação de uma velha máxima da Lei de Muphy, segundo a qual “nada está tão ruim que não possa piorar”.
  • Enquanto o governo federal mantém os estados a pão e água, só no Acre a operadora de telefonia Oi investiu R$ 19 milhões este ano, instalando 1,7 mil portas de acesso à internet banda larga.
  • O Projeto Tamar, mantido pela Petrobras, descobriu novas espécies de animais marinhos nas profundezas do mar desconhecidos pela ciência. Esses pesquisadores deveriam administrar a própria estatal, para descobrir maracutaias bilionárias, nascidas em suas profundezas.
  • O mais atilado sociólogo não definiria melhor a corrupção que Mário de Oliveira Filho, advogado do lobista Fernando Baiano: “Se não fizer acerto, não põe um paralelepípedo”. E só devolve preso, faltou dizer.
  • A Gerência de Investigação Preliminar apura denúncia contra o diretor regional dos Correios do Paraná, Areovaldo Alves de Figueiredo, que até reuniu funcionários para pedir votos para o PT.
  • Numa tentativa de assumir protagonismo, o PMDB decidiu fazer consulta informal à sociedade com 20 perguntas sobre reforma política. A pesquisa está sob organização da Fundação Ulysses Guimarães.
  • Brasileiros usaram redes sociais se oferecendo para ministro da Fazenda: “sou honesto”, “não desperdiço” ou “não faço dívidas” etc.

21/11/2014

A QUADRILHA VOTOU NÃO

Quem votou pela quebra do sigilo do tesoureiro do PT. E quem votou contra.

Gabriel Garcia
Por um voto de vantagem, a oposição conseguiu quebrar, ontem, na CPI da Petrobras, o sigilo bancário, fiscal e telefônico de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, envolvido com a corrupção na Petrobras.
Segue a relação dos que votaram contra a quebra do sigilo (não) e dos que votaram a favor (sim).
Votaram não
Deputado Sibá Machado (PT-AC)
Deputado Sandro Mabel (PMDB-GO)
Deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF)
Deputado Afonso Florence (PT-BA)
Deputado João Carlos Bacelar (PR-BA)
Senador Valdir Raupp (PMDB-RO)
Senador Humberto Costa (PT-PE)
Senador Aníbal Diniz (PT-AC)
Senadora Ivonete Dantas (PMDB-RN)
Senadora Ana Rita (PT-ES)
Senador Welington Dias (PT-PI)
Votaram sim
Deputado Lúcio Veira Lima (PMDB-BA)
Deputado André de Paula (PSD-PE)
Deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA)
Deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Deputado Rubens Bueno (PPS-PR)
Deputado Enio Bacci (PDT-RS)
Deputado Augusto Coutinho (SD-PE)
Senador Antonio Aureliano (PSDB-MG)
Senador Jayme Campos (DEM-MT)
Senador Gim Argelo (PTB-DF)
Senador Ataídes Oliveira (PROS-TO)
Senador Ruben Figueiró (PSDB-MS)
Reunião da CPMI da Petrobras para votar requerimentos (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)Reunião da CPMI da Petrobras (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

ÉPOCA DE OURO

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DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 21 DE NOVEMBRO DE 2014
    Trabalhadores que usaram o dinheiro do FGTS para comprar ações da Petrobras em 2000 injetaram R$ 1,61 bilhão na estatal, mas o que deveria ser grande investimento gerou perdas de 62,4% ao trabalhador. Ações que chegaram a valer R$ 103 em 2008 sucumbiram à avareza dos envolvidos no esquema do Petrolão e perderam 88,5% do valor, e chegaram a ser negociadas no pregão desta quinta a míseros R$ 12.
  • Mais de 312 mil pessoas investiram até 50% do FGTS em ações da Petrobras. Tudo foi corroído e ainda saíram devendo: 144,3%.
  • Como nada é tão ruim que não possa piorar, as ações da Petrobras caíram 13,2% uma semana depois da prisão dos empreiteiros.
  • Inocêncio Oliveira (PP-PE), o “guardanapo” (porque não sai da Mesa), oferecia a tribuna sem inscrição, ontem, para se manter na TV Câmara.
  • Agora que dobrou a bancada para 20 deputados, o PRB espera faturar algo melhor que o inexpressivo Ministério da Pesca.
  • É antiga a rixa do Sindicato dos Petroleiros com Renato Duque, o ex-diretor da Petrobras preso na Operação Lava Jato: o Sindipetro-RJ atribuiu a ele prejuízo de US$1 bilhão no afundamento da plataforma P-36, que em 2001 matou 11 trabalhadores. Na denúncia ao Ministério Público Federal, o sindicato denunciou negócios do diretor, que chegou na Petrobras com José Dirceu, na era Lula. Ninguém foi punido.
  • A plataforma foi construída pela Marítima, do brasileiro-colombiano Germán Efromovich, que venceu 9 licitações na era Renato Duque.
  • Preso pela PF com o ex-diretor, o gerente Pedro Barusco, responsável pela construção da P-36, já aceitou devolver US$ 100 milhões.
  • A delação premiada de Pedro Barusco pode tirar seu chefe Renato Duque dos holofotes, mas pode significar até o fim da linha para o PT.
  • A Lava Jato derruba os executivos, mas não as obras bancadas no exterior pelo BNDES, poupado até agora: só um trecho do Corredor Ferroviário Interoceânico Sul (Peru-Bolívia-Brasil) rendeu US$ 890 milhões à Camargo Corrêa, Andrade Gutiérrez e Queiroz Galvão.
  • Bateu o pânico na Engevix em Florianópolis (SC), após a Lava Jato: um diretor negociou a concessão do aeroporto de Brasília, o outro foi alvo da Operação Ave de Rapina, da PF, de desvios em prefeituras.
  • Em política, como no futebol, treino é treino, jogo é jogo: após “acusar” adversários de ligações aos bancos, desde a reeleição Dilma importuna banqueiros oferecendo-lhes o cargo de ministro da Fazenda.
  • Amigos e tietes de Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, cogitavam pedir em coro, na porta do banco, para ele não cometer o desatino de aceitar o cargo de ministro da Fazenda de Dilma. Não foi necessário. Ele não é do tipo que comete desatinos.
  • No Brasil, desmoraliza-se até a corrupção: no escândalo em Rondônia, o opositor Expedito Junior participava do suprapartidário “fundo da propina” mantido por fornecedores para o governador Confúcio Moura.
  • Citados na falcatrua de R$ 7 milhões do plano de saúde dos Correios no Rio, Daniel de Melo Nunes é quadro histórico do PT e presidiu o sindicato da Cedae, onde teria “bagunçado” o plano dos servidores. Arlando Arzua é ligado a ex-secretário, dono de estacionamentos.
  • Esta coluna divide com suas fontes e seus leitores a renovada alegria pelo Prêmio Engenho 2014 de “Melhor Coluna”, conferido nesta quarta (19), em Brasília. Também recebemos prêmio idêntico em 2013.
  • Amigo do ex-presidente e advogado de 9 de cada 10 bandidos da era Lula, Márcio Thomaz Bastos morreu no ocaso do seu PT, e no Dia da Consciência Negra. Místicos não diriam que foi coincidência.
  • Conclusão acertada no Twitter ontem: “Do jeito que a PF está prendendo, o PT vai acabar sem militância.”