30 de jun de 2015

AUGUSTO NUNES

Depois do falatório da presidente em Washington, a lama que estava na linha de cintura chegou à altura do pescoço.


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A lama do Petrolão chegou à linha de cintura de Dilma Rousseff depois do que disse o empreiteiro Ricardo Pessoa. Alcançou a altura do pescoço presidencial depois do que o neurônio solitário resolveu dizer em Washington. Quando não se sabe o que fazer, melhor não fazer nada, repetia Dom João VI. Dilma faz declarações destrambelhadas. E sempre consegue piorar o que está péssimo, confirmam três momentos do falatório desastroso:
1. “Eu não respeito delator. Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma delatora”.
A primeira frase informa que Dilma resolveu esquecer que foi ela quem sancionou a Lei 12.850, que regulamentou em 2013 o instituto da colaboração premiada. Insista-se: COLABORAÇÃO: a palavra “delação”, que não aparece uma única vez no texto, foi mais um aleijão adotado por jornalistas sem pudores e advogados sem álibis. A mesma frase revela que Dilma — a exemplo de Marcola, chefão do PCC — só respeita criminosos que escondem as bandidagens que cometeram e a identidade dos mandantes ou comparsas. Gente como João Vaccari Neto e Renato Duque, por exemplo.
A segunda frase sugere que Dilma não enxerga diferenças entre o governo que preside e o chefiado pelo general Emílio Médici nos anos 70. A terceira insinua  que os quadrilheiros presos em Curitiba têm sido submetidos a selvagens sessões de tortura. Os carrascos são os homens da lei que participam da Operação Lava Jato.
2. “Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo, se insinuam, alguns têm interesses políticos.”
A primeira e a segunda frases, conjugadas, informam que a declarante não lembra que transformou a larápia Erenice Guerra em melhor amiga, braço direito e depois sucessora na chefia da Casa Civil; que nem sequer ouviu falar do dossiê forjado para caluniar Fernando Henrique e Ruth Cardoso; que nunca participou de reuniões do Conselho Administrativo da Petrobras por ela presidido anos a fio; que não sabe quem é Lina Vieira; que ignora a existência de qualquer tramoia concebida para revogar calotes fiscais da Famiglia Sarney; que nada fez para que o ministério se assemelhasse a um viveiro de corruptos; que conhece só de vista o amigo de infância Fernando Pimentel; que mete o nariz em tudo, mas é portadora de uma disfunção olfativa que a impede de sentir cheiro de corrupção.
3. “Há um personagem que a gente não gosta, porque as professoras nos ensinam a não gostar dele. E ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator”.
Combinadas, as duas frases informam que, na cabeça da Doutora em Nada, o Petrolão é a Inconfidência Mineira do Brasil moderno, com Ricardo Pessoa no papel de Joaquim Silvério dos Reis. Lula, claro, é Tiradentes. A declarante é a Marília de (José) Dirceu. Os verdugos a serviço da Coroa portuguesa são o juiz Sérgio Moro, os procuradores federais, os policiais federais engajados na Operação Lava Jato, a elite golpista, a imprensa reacionária e FHC.
Nesta segunda-feira, aparentemente, Dilma tentou lançar-se candidata ao posto de  Madre Teresa do Planalto. Acabou transformando em certeza a suspeita encampada por 10 em 10 habitantes do país que pensa: na mais branda das hipóteses, a presidente da República agiu anos a fio como cúmplice e coiteira da quadrilha que consumou a maior ladroagem ocorrida desde o Dia da Criação.

BRASIL

LAVA JATO

Lula se reúne com parlamentares petistas, em Brasília Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

'É preciso fazer enfrentamento político da Lava-Jato', diz Lula.

Ex-presidente foi a Brasília para uma série de reuniões com petistas, cúpula do PMDB e o marqueteiro João Santana.










AFASTAMENTO

Merval Pereira.

A delação de Ricardo Pessoa traz um problema seríssimo para o governo e ainda pegou outros partidos de raspão. Mas por que Aloysio Nunes e  Julio Delgado receberiam um pixuleco da Petrobras? Não tem lógica o PT querer misturar quem não é da base do governo, querer confundir as coisas. A questão não é dar o dinheiro; é quanto desse dinheiro foi desviado da Petrobras. Isso é o que está sendo investigado.
Pelas delações, o PT orientava os empresários a fazer doação legal do dinheiro desviado da Petrobras. Eles estavam lavando o dinheiro no TSE.Os dois ministros envolvidos, ambos com gabinetes no Palácio do Planalto, deveriam pedir demissão ou se afastar enquanto se investiga o caso. Se não saírem, a crise vai ficar no Planalto.

DIÁRIO DO PODER CLAUDIO HUMBERTO


Um bando de medrosos e uma má gestora inventaram a economia de fantasia no Brasil. A área econômica do governo enganou Dilma sobre contas públicas em 2014, segundo fonte graduada do Planalto, criando a “magia” de duplicar números. Usavam a mesma fonte de receita para dois cálculos diferentes e sequenciais, mas, ao ser usada no primeiro, a mesma receita não poderia aparecer no segundo cálculo. Mas apareceu e deu a percepção de mais fontes de receita do que existem.
“Eles mentem e ela acredita”, diz o assessor, dando nomes aos bois: Ministério da Fazenda, Secretaria do Tesouro e Banco Central.
O relato do assessor graúdo ilustra a péssima capacidade de Dilma de analisar as informações dos “mágicos” da sua equipe econômica.
No Ministério do Desenvolvimento, prevalecia o conto da carochinha: Dilma não era informada das angústias do comércio e da indústria.
Quando se percebia a manobra enganadora da equipe econômica, eles diziam internamente que, se falassem a verdade, Dilma iria “explodir”.
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O ministro Aroldo Cedraz tentará o apoio dos colegas do Tribunal de Contas da União (TCU), nesta terça (30), contra revelações de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, de que pagava R$ 50 mil por mês a seu filho, advogado Tiago Cedraz, para obter informações na corte. Além disso, em um caso sobre obras bilionárias na usina nuclear de Angra 3, o escritório de Cedraz teria negociado R$1 milhão com a UTC.
O ministro Aroldo Cedraz processa jornalistas que noticiam denúncias envolvendo a influência do seu filho, Tiago, em seu tribunal.
Em nota, o TCU tentou desqualificar as revelações do empreiteiro Ricardo Pessoa, e não menciona providências para apurar a denúncia.
Ricardo Pessoa não deixou mal apenas os Cedraz, pai e filho: também apontou sua metralhadora giratória para o ministro Raimundo Carreiro.
A viagem do ministro Joaquim Levy aos Estados Unidos, mesmo contra a vontade dos médicos, decorre do fato de que a parte econômica da visita oficial é importante demais para deixar só na mão de Dilma.
Assim que Joaquim Levy deu entrada no Hospital do Coração, em Brasília, sexta-feira à noite, o País prendeu a respiração. O alívio só apareceu quando ele recebeu alta, horas depois.
A esquerda tentará impedir no grito a votação do projeto que reduz a maioridade penal. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não parece impressionado: diz que vai votar o projeto hoje (30).
O governo apelou ao presidente do Senado, Renan Calheiros, para segurar a medida provisória do reajuste do salário mínimo. Renan ainda não sinalizou se vai facilitar a vida do Planalto.
Assessoria da Andrade Gutierrez alega que o grupo teve prejuízo de R$ 451 milhões em 2014, mas isso não consta nas demonstrações financeiras padronizadas publicadas no site pela AG Participações S.A.
De acordo com os demonstrativos da holding controladora da Andrade Gutierrez, a empreiteira teve lucro líquido de R$ 1,59 bilhão no primeiro mandato de Dilma. O grupo foi o maior “investidor” na reeleição dela.
O Impostômetro registrou ontem a marca de R$ 1 trilhão retirados do bolso dos brasileiros em 2015, mas outras receitas do governo federal são bem mais significativas: já chegaram a R$ 1,4 trilhão.
Velha raposa siberiana em Brasília não deixou de notar: ironicamente, nos duelos de vôlei masculino do fim de semana, a Rússia jogou de azul, os Estados Unidos de vermelho. E os americanos ganharam.

Dilma respeita delator que, como Ricardo Pessoa, documenta suas delações?

29 de jun de 2015

ISSO TEM NOME

DILMA COMO SEMPRE TENTANDO ENGANAR ESSE POVÃO IDIOTA.
DISSE A ANTA:
ASPAS PARA A ANTA.
TODO DINHEIRO DOADO PARA CAMPANHA DELA FOI DEVIDAMENTE REGISTRADO.

ESTE IDIOTA (EU)QUER ALERTAR QUE TODO DINHEIRO DOADO POR EMPRESÁRIO (REGISTRADO OU NÃO). É DINHEIRO VISANDO RETORNO 10 VEZES MAIS.
ISSO TEM NOME:

CORRUPÇÃO.

A QUADRILHA DO PT ACABANDO COM O BRASIL.



...O MUNDO CIVILIZADO JÁ ESTÁ ⱣICANḊO A ⱮMỤḶA PRA MARTE E NÓS MERGULHANDO NA ⱮMERDA COM O PT.

1- Destruíram a base científica na Antártida.
2- Explodiram a base espacial de Alcântara no Maranhão.
3- ₵agaḍas do PT estão expulsando o Brasil da estação espacial internacional.
4- Estão exterminando o álcool como biocombustível.
5- O Brasil está fora dos benefícios do maior telescópio do mundo, o “European Extremely Large Telescope”, construído no Chile.

O que esperar de um partido que colocou na presidência um sujeito que orgulha-se de ser analfabeto ??? !!!. Breve estaremos morando em cavernas, lascando pedra e caçando com arco e flecha. Uga, Uga será nosso idioma.



viva o brasil

DILMA AFRO.

UCHO.INFO

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, está na lista dos acusados na delação de Ricardo Pessôa.

ricardo_pessoa_02Artilharia pesada – Apontado como chefe do clube dos empreiteiros que se organizaram para saquear a Petrobras, também conhecido como “Clube do Bilhão”, o engenheiro Ricardo Pessôa, dono da construtora UTC, tem contratos bilionários com o governo e também é cliente das palestras do ex-presidente Lula. Desde a sua prisão, em novembro de 2014, ele ameaça contar com riqueza de detalhes como petistas e governistas ilustres se beneficiaram do maior esquema de corrupção da história do País.
Nos últimos meses, por meio de bilhetes escritos à mão, o empreiteiro pressionou os detentores do poder a ajudá-lo a sair da cadeia e livrá-lo de uma condenação pesada. No entanto, ao mesmo tempo, começou a negociar com as autoridades um acordo de delação premiada.
Até então, Pessôa se recusava a revelar o muito que testemunhou graças ao acesso privilegiado aos gabinetes mais importantes de Brasília. Mas o Ministério Público queria extrair dele todos os segredos da engrenagem criminosa que desviou pelo menos R$ 6 bilhões dos cofres públicos (na conta do UCHO.INFO o valor desviado é doze vezes maior). A negociação acabou na última semana, quando o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de colaboração entre o empresário e os procuradores.
As confissões de Ricardo Pessôa são demolidoras e originaram 40 anexos repletos de planilhas e documentos que registram o caminho do dinheiro sujo. Nos cinco dias de depoimentos prestados em Brasília, Pessôa descreveu como financiou campanhas à margem da lei e distribuiu propinas. Ele também revelou que usou dinheiro do Petrolão para bancar despesas de 18 políticos conhecidos.
De acordo com a delação, foi com a verba desviada da Petrobras que a UTC doou dinheiro para as campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2014. Foi com o dinheiro imundo que garantiu o repasse de R$ 3,2 milhões a José Dirceu, ajuda providencial para que o mensaleiro pagasse suas despesas pessoais.
A construtora UTC ascendeu à lista das grandes empreiteiras nacionais nos governos do PT. Ao Ministério Público, Pessôa fez questão de registrar que essa caminhada foi pavimentada com propinas milionárias e frequentes.
Confira abaixo a lista dos acusados, entre eles, o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad:
Campanha de Dilma (2014) – R$ 7,5 milhões
Campanha de Lula (2006) – R$ 2,4 milhões
Edinho Silva (PT) – Arrecadou dinheiro para a campanha de Dilma de 2014
Aloizio Mercadante (PT) - R$ 250 mil
Fernando Collor (PTB) – R$ 20 milhões
Edison Lobão (PMDB) – R$ 1 milhão
Gim Argello (PTB) – R$ 5 milhões
Ciro Nogueira (PP) – R$ 2 milhões
Aloysio Nunes Ferreira Filho (PSDB)- R$ 200 mil
Benedito de Lira (PP) – R$ 400 mil
José de Fillipi Júnior (PT) – R$ 750 mil
Arthur Lira (PP) – R$ 1 milhão
Júlio Delgado (PSB) – R$ 150 mil
Eduardo da Fonte (PP) – R$ 300 mil
Fernando Haddad (PT) – R$ 2,6 milhões
João Vaccari Neto – R$ 15 milhões
José Dirceu de Oliveira e Silva – R$ 3,2 milhões
Sérgio Machado – R$ 1 milhão

OPINIÃO

Valentina de Botas: ‘O lulopetismo viu que apenas roubando como nunca poderia ficar no poder para sempre’.

VALENTINA DE BOTAS: O LULOPETISMO VIU QUE APENAS ROUBANDO COMO NUNCA PODERIA FICAR NO PODER PARA SEMPRE.
VALENTINA DE BOTAS
A relação que a memória tem com o tempo e com a realidade é isto: uma relação. O caráter simbólico da memória desmancha o tempo e processa a realidade. Ou não haveria as artes, as paixões, a História, a Literatura, o próprio homem. Nem as madeleines de Proust. Consoladora criação para nossos corações, humanizados em desejos solenemente desdenhados pelo tempo jamais cúmplice.

Também a memória, esta sim, nossa cúmplice, permanece com os nexos dela que tecem sentidos incólumes à erosão do tempo. Ela diz quem somos, quem é nossa gente, como e onde é nossa pátria. Pode ser a rua onde crescemos, a nossa língua ou qualquer outra, digamos, experiência na qual esbarremos com nós mesmos e nos reconheçamos.
E pode ser a resistência democrática como vimos fazendo, na qual nos reconhecemos mesmo sem nos conhecer. A identidade de um país e de um indivíduo não existe sem a memória. E esta coluna é guardiã da memória do país que sonhamos e podemos ser nos textos luminosos dela e nos comentários que suscitaram e que, somados ao restante da resistência democrática, já conversavam com o futuro que é hoje.
Combatemos as trapaças do lulopetismo que desfaziam a memória e forjavam uma cínica e monolítica versão da história e do presente, outro integrante do arsenal de vigarices para emparedar o estado de direito democrático. Eis que é sob ele que o lulopetismo agoniza; o antídoto contra esse bando não é intervenção militar ou o atropelo das instituições, mas justamente o apelo a elas, pois esta sordidez de 13 anos não é inerente à democracia.
Comprova isso o próprio lulopetismo que, depois de alcançar o poder pela via democrática, viu que apenas roubando como nunca poderia ficar no poder para sempre. Não era política de esquerda nem de direita, mas somente roubalheira e incompetência – a substância do petismo que, concebido por um jeca oportunista, não tem ideologia além a de garantir o perene exercício do poder para se arrumar na vida.
Há uma práxis lulista sim, mas não um pensamento; este é arrendado segundo a conveniência. À afirmação segundo a qual o que está dominado é o bando, alguém dirá ah, mas o jeca está solto, Dilma continua presidente, o Estado aparelhado e tal. São realidades que se superpõem, não se negam nem se complementam, mas enfrentam-se até que a decência vença.
Diluir esse embate essencial – e contínuo na defesa e aprimoramento da democracia – no limite brumoso entre entoar semanalmente que a casa caiu ou conclamar à resignação porque tudo estaria dominado é dispensar-se de tatear as nuances da realidade nas lonjuras do alarmismo e do conformismo. Se tenho certeza de que o país que presta vencerá? Ora, temos sido vencedores em manter o embate no qual preservamos a memória do país que queremos ser.
É memória que impregna o futuro. Que, como toda certeza, não pode ser cicatrizada, mas manter-se ferida primordial e sangrante para que, nos cuidados com ela, sustentemos o combate que não nos deixa esquecer: não somos dominados.

CONFUSÃO PROPOSITAL


Merval Pereira.

 É patética a tentativa do PT e de seus aliados na rede mídiática financiada pelo governo de confundir alhos com bugalhos, colocando na mesma cesta os políticos financiados pelo dinheiro corrupto desviado da Petrobras e outros, também financiados pela empreiteira UTC de Ricardo Pessoa.
Como as doações foram feitas para políticos de vários partidos, querem fingir que todos deveriam ser criminalizados ou absolvidos, o que é uma besteira. Os políticos de qualquer partido que tiverem recebido dinheiro do caixa 2 para suas campanhas eleitorais merecem punições da legislação eleitoral.
Pode ser o caso do senador do PSDB Aloysio Nunes Ferreira, que nega ter recebido R$ 200 mil em dinheiro, mas declarou R$ 300 mil de doações da Constran, uma subsidiária da UTC. Como Aloysio na ocasião das doações tinha nas pesquisas 2% de intenções de votos e estava em sétimo lugar nas pesquisas para Senador em São Paulo, candidato por um partido de oposição, as doações certamente só poderiam ser feitas por amizade, e não por interesse em sua atuação. Em nota, ele atribuiu as doações à amizade com um executivo da Constran.
Outro caso é o do deputado Júlio Delgado, do PSB, que teria recebido R$ 150 mil da UTC para ajudar a melar a CPI da Petrobras. Além de se sentir um otário, pois, segundo delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa o ex-presidente do PSDB já falecido, Sérgio Guerra, teria recebido R$ 10 milhões para o mesmo fim, Delgado, se ficar provado que agiu de má-fé nesse sentido, merece punição grave da Câmara, até mesmo ser cassado por falta de decoro.
O fato de os dois pertencerem a partidos de oposição que aparecem na lista não anula as acusações contra os petistas e os aliados do governo. O que é preciso buscar é a razão por que candidatos receberam dinheiro da empreiteira, legal ou ilegalmente. O caminho mais simples é identificar quais políticos teriam condições de ajudar a UTC a ter vantagens no governo petista ou, mais especificamente, na Petrobras..
Certamente políticos de oposição não podem entrar nesta lista, o que faz com que a seleção natural dos culpados por desvios de dinheiro dos contratos da Petrobras e suas subsidiárias leve aos candidatos do PT e dos aliados do governo.
Por isso, não tem a menor importância que a UTC tenha dado milhões de reais para a campanha de Aécio Neves a presidente. É claro que o interesse nesse caso era o de garantir simpatia, caso a oposição vencesse as eleições. Aliás, essa distribuição de dinheiro sem critérios programáticos é uma das correções que devem ser feitas na regulamentação do financiamento privado das campanhas eleitorais. Não é possível permitir que a mesma empresa doe para diversos partidos e candidatos na mesma eleição.
A mesma lógica torta aparece para tentar desqualificar o processo do Tribunal de Contas da União (TCU) contra a presidente Dilma. Na delação premiada de Ricardo Pessoa, ele revelou que deu uma mesada de R$ 50 mil ao filho do presidente daquele órgão Aroldo Cedraz para receber informações privilegiadas sobre os processos que interessassem à empreiteira.
Ora, mesmo que se prove verdadeira a acusação, ela não invalida o trabalho dos técnicos do TCU sobre as contas do governo Dilma, nem tem o condão de desfazer as “pedaladas” fiscais e os crimes contra o Orçamento realmente praticados.
Esse raciocínio de má-fé leva a que, no extremo, chegue-se à inviabilização de um eventual processo de impeachment da presidente Dilma por que há políticos notoriamente corruptos no Congresso. Talvez seja mesmo esse o objetivo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Todos os corruptos, seja de que partido forem, merecem punições de acordo com o que praticaram.
Na corrupção da Petrobras, não há como retirar do PT a culpa original, e dos partidos aliados do governo uma co-autoria com direito a altas somas. Basta lembrar que Ricardo Pessoa declarou em sua delação premiada que o grupo do senador Fernando Collor recebeu nada menos que R$ 20 milhões de comissão por uma obra na BR Distribuidora.

O BRASIL AMANHÃ


Gregos na fila de banco no centro de Atenas, na noite de domingo
Foto: Angelos Tzortzinis/AFP

Grécia fecha bancos por uma semana e limita saques.

Premier anuncia controle de capitais e reabertura de bancos somente após referendo; BCE mantém programa de liquidez, mas só até terça.

DIÁRIO DO PODER CLAUDIO HUMBERTO


Os cuidados com a segurança da presidente Dilma são reavaliados a todo instante. Apesar de não admiti-lo oficialmente, a turma do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), chefiada pelo general José Elito, teme que a baixíssima popularidade e a altíssima rejeição a Dilma estimulem “alguma loucura” contra ela. O passeio matinal de bicicleta, nas cercanias do Palácio Alvorada, tem sido fonte de pânico no GSI.
Dilma aparece com três homens, nas imagens pedalando sua bike, mas o percurso é monitorado por dezenas de seguranças do Exército.
Além de ajustar os cuidados, o GSI decidiu aumentar o número de seguranças do Exército que acompanham os deslocamentos de Dilma.
O pânico provocado por três malas esquecidas na calçada, esta semana, revelou a tensão existente no Palácio do Planalto.
A Presidência da República tem colecionado cartas e mensagens cada vez mais exaltadas, nas redes sociais, xingando a presidente.
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Conhecidos mundialmente pela força e durabilidade, o tradicional veículo Land Rover adquiriu em terras brasileiras uma imagem bem diferente: o protagonismo em escândalos. Desde o Mensalão do PT em 2005, com a Defender do ex-secretário-geral do PT Sílvio Costa, até as “Evoques” de Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, a Land Rover tem sido coadjuvante em apreensões, denúncias e até mortes violentas.
Tudo começou com a Defender 90 de “Silvinho Land Rover”. Consta que ganhou o carro da empresa GDK para “abrir portas” na Petrobras.
Ex-diretores presos da Petrobras Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró ganharam dos operadores uma Land Rover Evoque cada um.
No caso do assassinato de Eliza Samúdio, no Rio, encontraram-se vestígios de sangue na Land Rover de Bruno, ex-goleiro do Flamengo.
Os dez partidos mais beneficiados pelo Fundo Partidário em 2015, um ano não eleitoral, já receberam mais de R$ 71 milhões até maio. O “pote” de dinheiro público do Fundo totaliza R$ 300 milhões este ano.
O PT foi o que mais embolsou dinheiro do Fundo Partidário, este ano: R$ 13,2 milhões. O PSDB é segundo (R$ 10,8 milhões), seguido por PMDB (R$ 10,6 milhões), PP (R$ 6,3 milhões) e PSB (R$ 6,2 milhões).
O empresário Ricardo Pessoa, que delatou políticos sob delação premiada, pode até ter sido mesmo o chefe do cartel de empreiteiras, mas a sua UTC foi uma das que menos faturaram na era PT.
Após a prisão de Marcelo Odebrecht na Lava Jato, a imagem da empreiteira na internet mudou radicalmente: busca por “Odebrecht” no Google EUA mostra “destroy email” como um dos principais resultados.
A China despejou dinheiro na Venezuela para receber em petróleo. Mas à medida que os preços do petróleo caem, o regime chavista tem que exportar cada vez maior quantidade por um valor menor.
Caiu como uma bomba no exterior a notícia de que a Operação Lava Jato da Polícia Federal agora investiga o pagamento de propinas por empresas estrangeiras para garantir contratos na Petrobras.
O deputado Jair Bolsonaro (PTB-RJ) está inconformado com os institutos de pesquisa. Quer o nome dele na lista dos prováveis candidatos em 2018, para avaliar as intenções de voto em 2018.
Calmaria precede tempestade: taxistas do aeroporto de Brasília devem se manifestar até o final do mês contra o aplicativo Uber, que a ótimo preço oferece carros de boa qualidade com motoristas educados.

Dilma anda tão em baixa que a Presidência da República fará licitação para comprar R$ 53 mil em... capachos. Antes abundavam, e de graça.

28 de jun de 2015

VERGONHOSO


VERGONHOSO! DILMA SABIA QUE VACCARI ERA LADRÃO!


 Estarrecedor o que divulga o Jornal Folha dE São Paulo na tarde desse sábado, dia 26 de junho.  DILMA VRANA ROUSSEF, candidata a reeleição ao cargo de Presidente do Brasil sabia de todas as falcatruas do PT e de seu tesoureiro, João Vaccari Neto.

Disse um Ministro à Folha!”
– Em 2014 , Dilma queria descolar a sua campanha da direção do PT e nomeou Edinho Silva como tesoureiro para “blindar” as contas presidenciais. Ele foi uma escolha pessoal da Presidente, que acompanhou de perto as doações da sua campanha.
– Nos bastidores, auxiliares próximos relatam que a Presidente não queria misturar as finanças do Comitê Presidencial com as do PT, POR DESCONFIAR DO MODO COMO JOÃO VACCARI NETO, EX-TESOUREIRO DO PT E PRESO NA OPERAÇÃO LAVA JATO, CONDUZIA AS FINANÇAS DO PARTIDO.

SENHAS

O uso de senhas como ‘tulipa’ e ‘caneco’ informa que os devotos do ‘Brahma’ inventaram a cautela de altíssimo risco.


Lula-Brahma
É sempre assim. Tão logo se descobre que outra reportagem de VEJA vai reiterar que sábado é o mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, recomeça a apresentação da ária mais enfadonha da Ópera dos Malandros. O elenco da peça produzida, dirigida e estrelada por Lula volta ao palco para convencer a plateia de que verdade é mentira.
Tem sido assim desde a descoberta do Mensalão em meados de 2005. De lá para cá, os canastrões em cena capricham na pose de vítima e repetem as mesmas falas. Os culpados são inocentes. O xerife é o vilão. É tudo invencionice da imprensa reacionária a serviço da elite golpista. O que parece comissão é uma contribuição financeira espontânea e legal. Os responsáveis pela infâmia serão imediatamente processados. E tome conversa de 171.
Não poderia ser diferente neste fim de semana especialmente pressago para celebrantes de missa negra. Apavorado com a reportagem de capa de VEJA, que enfileirou em 12 páginas a essência dos depoimentos prestados pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, o rebanho que acompanha o sinuelo sem rumo nem esperou pela chegada às bancas da presente edição da revista para balir em coro que está em curso mais uma trama sórdida contra o PT.
Como confiar na palavra de um bandido confesso, e ainda por cima delator?, recitam os filiados ao partido que virou bando. Para a companheirada, só é criminoso um parceiro de maracutaias que, em troca dos benefícios reservados aos que aceitam colaborar com a Justiça, decide contar o que fez, revelar o que sabe e identificar os comparsas. É o caso de Pessoa. Até recentemente um generoso amigo de Lula, agora é o inimigo número 1 dos embusteiros no poder.
Coerentemente, os lulopetistas insones com o ruído do camburão enxergam  guerreiros do povo brasileiro em todos os delinquentes que se mantêm de boca fechada — só abrem o bico para mentir. Nada fizeram de errado. Como não cometeram crimes, não existem cúmplices. Portanto, não há nada a confessar. Quem opta pelo silêncio mafioso tem vaga assegurada no time dos inocentes ultrajados por direitistas que caem fora do avião na pista quando um ex-pobre se instala na poltrona ao lado.
Além da desqualificação do acusador, o manual da esperteza companheira ordena o sepultamento da prova testemunhal. Se não estiver amparada em provas materiais, toda acusação deve ser rebaixada a fofoca. Para azar dos cleptocratas liberticidas, Ricardo Pessoa juntou aos depoimentos uma pilha de documentos e planilhas com extraordinário teor explosivo. E nem precisava, avisa a consistência das declarações do empreiteiro.
Os depoimentos de Pessoa confirmam que o poder de fogo da prova testemunhal é determinado pelo volume e pela qualidade dos detalhes. Neles é que mora o perigo. Afirmar que João Vaccari Neto recolhia pessoalmente a parte do PT no produto do roubo põe o acusado nas cercanias do tribunal. O banco dos réus fica bem mais próximo quando se acrescenta que a alcunha do coletor de propinas — Moch — foi sugerida pela mochila permanentemente pendurada no ombro. Saber que o tesoureiro gatuno chamava propina de “pixuleco” fecha o círculo que lembra o das algemas.
Detalhes do mesmo calibre também demoliram a piada do chefe que se mete em tudo mas nunca sabe de nada se o caso de polícia envolve parentes, amigos, ministros de confiança e outros meliantes de estimação. “Segundo Ricardo Pessoa”, lê-se na reportagem de VEJA, “a UTC deu 2,4 milhões de reais em dinheiro vivo para a campanha à reeleição de Lula, numa operação combinada diretamente com José de Filippi Júnior, que era o tesoureiro da campanha e hoje é secretário de Saúde da cidade de São Paulo”.
As minúcias seguintes atestam que os saqueadores da Petrobras se valiam de métodos que fundiam cuidado e descuido. Ficou estabelecido que os pacotes de dinheiro seriam levados ao comitê da campanha de Lula por Pessoa, por Walmir Pinheiro, executivo da UTC, ou por um emissário ungido por ambos. “Para não chamar a atenção de outros petistas que trabalhavam no local”, prossegue o relato, “a entrega da encomenda era precedida de uma troca de senhas entre o pagador e o beneficiário”.
Ao chegar à cena do crime, o homem da mala deveria sacar da garganta três consoantes e três vogais: “Tulipa”, dizia. E só subia depois de ouvir a contra-senha combinada durante uma conversa no bar: “Caneco”. As duas palavras remetem a chope e cerveja. Chope e cerveja têm tudo a ver com “Brahma”. “Brahma” é o codinome de Lula em muitos emails digitados por quadrilheiros que fazem alusões ao ex-presidente. O resultado da soma da senha, da contra-senha e do codinome é a traseira de um camburão.
No Brasil Maravilha que Lula pariu e Dilma amamenta, surtos de criatividade cretina são cada vez mais frequentes. Não se deve estranhar que, entre um assalto e uma lavagem de dinheiro, os larápios do Petrolão tenham inventado o que se pode chamar de imprudência cuidadosa. Ou cautela de altíssimo risco.