31/10/2014

ELES COMEM E NÓS BABACAS, PAGAMOS À CONTA

ESSA CONTA VAI SER PAGA POR NÓS, OTÁRIOS.
COM DÍVIDAS MILIONÁRIOS DE CAMPANHA , ALIADOS RECORREM A DILMA.

Aliados da presidente Dilma Rousseff que acumularam dívidas milionárias durante esta eleição agora pedem socorro ao comando da campanha da petista para saldar os débitos. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, a lista dos que apelam a Dilma inclui políticos de diversas siglas, como o PT e o PSB de Marina Silva, que concorreu contra a presidente no primeiro turno.

"Devo e não nego, pago quando puder", diz o governador eleito da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), que está entre os endividados após ter recorrido à equipe da presidente no segundo turno. Os petistas recomendou a um doador que colaborasse com 2 milhões de reais para a campanha do aliado.
Em São Paulo, o candidato derrotado do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Alexandre Padilha, encerrou a corrida com um rombo de 30 milhões de reais nas contas.
Nos dois primeiros meses de campanha, a candidatura de Padilha arrecadou R$ 4,2 milhões, menos de 1/3 do que angariou o governo reeleito, Geraldo Alckmin (PSBD) no mesmo período.
Reeleito para o governo fluminense, o peemedebista Luiz Fernando Pezão também contou com o ministro Moreira Franco (Aviação Civil) como porta-voz junto ao comitê de Dilma para conseguir dinheiro para a campanha. Também no Rio de Janeiro, a deputada estadual eleita Clarissa Garotinho (PR) buscou ajuda da campanha de Dilma para o pai, deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ). Derrotado na disputa ao governo, ele admitiu ter dívida milionária, embora não tenha revelado o valor.
O senador Lindbergh Farias, que também recorreu ao PT na tentativa de quitar suas dívidas de campanha ao governo do Rio de Janeiro, deve 6 milhões de reais. "É muito ruim perder. Os doadores acabam fugindo", lamenta Lindbergh.
O tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, revelou ao jornal que a meta agora é saldar dívidas do comitê da própria presidente e preferiu não comentar a situação financeira das candidaturas aliadas. O PT ampliou neste mês em 40 milhões de reais o limite de gastos do comitê para cobrir despesas compartilhadas com os Estados. O teto passou de 298 milhões para 338 milhões de reais.
Até mesmo quem concorreu contra o PT e apoiou os adversários da presidente quer ajuda financeira da campanha de Dilma. José Ivo Sartori (PMDB) é um exemplo. Eleito para o governo do Rio Grande do Sul, ele acumula dívida de 5 milhões de reais. O ex-ministro Eliseu Padilha foi designado comissário em busca de ajuda com o comitê petista. "Pedi dinheiro ao comitê de Dilma até a véspera da eleição", conta Eliseu.
As prestações de contas finais dos candidatos que não foram ao segundo turno deverão ser entregues à Justiça Eleitoral até a próxima terça-feira (4). Já o prazo dos que disputaram o segundo turno é até o dia 25 de novembro. As dívidas pendentes devem ser assumidas pelos partidos.

AUGUSTO NUNES


O fiasco da ofensiva contra verdades reveladas por VEJA ampliou a epidemia de insônia causada pela devassa do Petrolão.

Auxiliados pela inépcia de repórteres que só conferem a hora da sessão na academia e pela preguiça de redatores que só conferem a data da consulta com o geriatra, colunistas estatizados tentaram desmentir a notícia divulgada por VEJA neste 24 de outubro: Lula e Dilma sabiam das maracutaias bilionárias engendradas nos porões da Petrobras. Os textos publicados por Reinaldo Azevedo no começo da tarde e porRicardo Setti no início da noite desta quinta-feira provam  que não há uma única e escassa frase equivocada na reportagem de capa que tornou pública a explosiva revelação feita pelo doleiro Alberto Youssef.
Para aflição dos figurões enrascados no Petrolão e dos comparsas disfarçados de jornalistas, a lama que transbordou da estatal transformada em usina de negociatas já chegou ao Palácio do Planalto. Em troca dos benefícios da delação premiada, o que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef já contaram bastou para assombrar o país. Mas é só o prólogo da história de horror: está longe do fim o tsunami de revelações produzido pela dupla de depoentes, que se tornará ainda mais assustador depois da entrada em cena de mais bandidos prontos para abrir o bico.
Concluída a coleta de provas e informações, a nação conhecerá os detalhes do maior e mais escabroso escândalo político-policial registrado desde o Descobrimento. Concebida para financiar a perpetuação do PT no poder, a organização criminosa montada por diretores corruptos nomeados por Lula e mantidos por Dilma logo incorporou senadores, deputados, ministros de Estado, dirigentes partidários e empresários ─ além de chefes de governo. Nunca se roubou tanto e com tamanha desfaçatez. Um bilhão de dólares virou unidade monetária para a medição do produto do roubo. Algumas propinas superaram os ganhos anuais de superexecutivo americano. Comparado ao Petrolão, o Mensalão acabará reduzido a gatunagem de amador.
É compreensível que Lula e os Altos Companheiros estejam tão inquietos. O chefe supremo da seita sabe que, para voltar a sentar-se na cadeira de presidente, terá de contornar o banco dos réus. Desta vez será bem mais complicado fingir que nunca soube de nada. Não há como repassar, por exemplo, a paternidade da refinaria Abreu e Lima, parida pelo ex-presidente e Hugo Chávez. Deveria custar 2 bilhões de dólares. Já passou de 20, inteiramente herdados pela Petrobras depois do calote aplicado pelo parceiro.
Tantos anos depois daquele que enriqueceu com a rapidez de pistoleiro de faroeste, Lula criou um filhote que engole dinheiro com a velocidade da luz. O pai diz que o primeiro é um fenômeno. Os fatos informam que o segundo é um caso de polícia capaz de transformar qualquer culpado em fortíssimo candidato à cadeia

ELEIÇÕES

PSDB pede ao TSE auditoria especial na eleição presidencial.

No pedido ao tribunal, partido diz que confia no sistema eletrônico e que só tomou a medida atendendo a dúvidas levantadas nas redes sociais.

RIO

Posto do Detran da Barra da Tijuca: a partir de 2015, apenas carros com mais de três anos de uso precisarão fazer vistoria Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo (12/08/2014)

Carros com até três anos de uso serão isentos de vistoria.

Anunciada pelo governador reeleito, medida deverá entrar em vigor já em 2015, mas só beneficia automóveis comprados a partir de 2012.

IPI para veículos pode ser zerado até o fim do ano.

Medida é para esvaziar pátio das montadoras e estimular a economia.

QUADRILHA

Fornecedores da Petrobras deram R$ 206 milhões a firmas de doleiro.

Dinheiro teria sido distribuído a integrantes do esquema de corrupção.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 31 DE OUTUBRO DE 2014
    Mal derrubou o baiano César Borges em junho, para renomear Paulo Sérgio Passos no Ministério dos Transportes, a cúpula do PR já reivindica nova mudança. Quer emplacar seu secretário-geral Antônio Carlos Rodrigues (SP), ligado ao mensaleiro Valdemar Costa Neto, dono do partido. Rodrigues é suplente de Marta Suplicy (PT) e deve perder a cadeira com o provável retorno da ministra ao Senado.
  • Marta Suplicy caiu em desgraça no Planalto por ter feito corpo-mole na campanha de Padilha, em São Paulo. Ela queria ser a candidata.
  • Dirigentes do PR alegam ter feito acordo com o governo: Paulo Passos assumiria “mandato tampão” no ministério só até a reeleição de Dilma.
  • O presidiário Valdemar Costa Neto aproveitou saídas do presídio, no semiaberto, para articular a queda de César Borges.
  • Para líder da oposição, Domingos Sávio (MG), a derrota de Aécio Neves não cacifa Geraldo Alckmin a disputar a Presidência em 2018.
  • Sondados, banqueiros recusaram a missão impossível de chefiar o Ministério da Fazenda de Dilma, e como Lula veta Aloizio Mercadante e Jaques Wagner, a opção pode ser pior: o ex-secretário-executivo Nelson Barbosa. Ele instituiu a fracassada “nova matriz econômica”, do início da era Dilma, provocando o desarranjo das contas públicas que ainda hoje atormenta autoridades econômicas e o Banco Central.
  • Nelson Barbosa tentou reinventar a roda, com um “novo equilíbrio macroeconômico” em lugar do tripé que prevalecia desde o Plano Real.
  • A ideia de Nelson Barbosa, de operar a economia com um câmbio mais desvalorizado e taxa de juros mais baixa, levou o País ao atual atoleiro.
  • No blog de Zé Dirceu, Nelson Barbosa criticou a visão “industrialista”, que preconiza câmbio lá em cima (desvalorizado) e os juros baixos.
  • Henrique Alves (PMDB-RN) prestou serviços ao PT, como arquivar 11 pedidos de impeachment de Dilma. Por isso não entende por que o PT e Lula ajudaram a derrotá-lo, na disputa pelo governo potiguar.
  • Vice-presidente do PMDB, o senador Valdir Raupp (RO) garante que não vai se meter na candidatura de Eduardo Cunha na Câmara: “Até porque não gostaríamos de interferência da Câmara no Senado”.
  • São cotados para líder do PMDB na Câmara, em 2015, Manoel Júnior (PB), Danilo Forte (CE), Lúcio Vieira Lima (BA), e Leonardo Picciani (RJ), Leonardo Quintão (MG), Marcelo Castro (PI) e José Priante (PA).
  • O vice-presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), se tornou figura frequente no cafezinho esta semana. Ele quer disputar  comando da Casa contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2015.
  • Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira convocou reunião com os deputados eleitos, dia 5, em Brasília, para discutir os rumos do partido e quem será líder na Câmara. O mais cotado é o mineiro Júlio Delgado.
  • Por sugestão da presidente do STM, Maria Elizabeth Teixeira Rocha, o presidente da Câmara, Henrique Alves, vai criar grupo de trabalho, com deputados e juristas, para discutir a reforma do Código Penal Militar.
  • O presidente do Centro das Indústrias do Amazonas, Wilson Périco, teme que assuma no lugar do superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, que se demitiu, alguém sem identidade com a atividade industrial e, pior, que desconheça nuances da zona franca de Manaus.
  • É lorota atribuir a vitória de Dilma ao Nordeste. Ela foi a mais votada em dois dos três estados mais ricos, Minas e Rio, que, juntos com São Paulo, onde o PT não teve bom candidato, somam 53,1% do PIB.
  • …os esperneios do PMDB, que nunca foi disso, fazem lembrar um velho adágio popular: “Esse defunto quer reza…”

30/10/2014

NÃO HAVERÁ RECONCILIAÇÃO.

DESABAFO DE UM EX-MAMADOR DO LULLA.



Desabafo de Luiz Nassif
Elite privilegiada

Muitos se dizem aviltados com a corrupção e a baixeza de nossos políticos. 
Eu não, eles são apenas o espelho do povo brasileiro: um povo preguiçoso, malandro, e que idolatra os safados. É o povo brasileiro que me avilta! 
Não é difícil entender porque os eleitores brasileiros aceitam o LULA e a quadrilha do PT como seus líderes. A maioria das pessoas deste país faria as mesmas coisas que os larápios oficiais: mentiriam, roubariam, corromperiam e até matariam. Tudo pela sua conveniência. 
Com muitas exceções, os brasileiros se dividem em 2 grupos : 
1) Os que roubam e se beneficiam do dinheiro público, e 
2) Os que só estão esperando uma oportunidade de entrar para o grupo 1. 
Por que será que o brasileiro preza mais o Bolsa Família que a moralidade? 
Fácil: Com a esmola mensal do bolsa família não é preciso trabalhar, basta receber o dinheiro e viver às custas de quem trabalha e paga impostos. 
Por que será que o brasileiro é contra a privatização das estatais? 
Fácil: Em empresa privada é preciso trabalhar, ser eficiente e produtivo; senão perde o emprego. Nas estatais é eficiência zero, comprometimento zero e todos a receber o salário garantido, pago com o imposto dos mesmos idiotas contribuintes. 
Para mim chega! 
Passei minha vida inteira trabalhando, lutando e tentando ajudar os outros. 
Resultado: Hoje sou chamado de 'Elite Privilegiada’. 
Hoje a moda é ser traficante, lobista, assaltante e excluído social. 
Por isso, tomei a decisão de deixar de ser inocente útil, e de me preocupar com este povo que não merece nada melhor do que tem. 
Daqui pra frente, mudarei minha postura de cidadão. 
Vou me defender e defender os direitos e interesses da nossa 'Elite Privilegiada' 
1) Ao contrário dos últimos 20 anos, não farei mais doações para creches, asilos e hospitais. Que eles consigam os donativos com seu Querido 'governo voltado para o Social'. 
2) Não contribuirei mais com as famosas listinhas de fim de ano para cesta de natal, de porteiros manobristas, faxineiros e outros (O 
ABÍLIO TINHA RAZÃO). Eles já recebem a minha parte pelo Bolsa-Família. 
3) Não comprarei mais CDs e não assistirei a filmes e peças de teatro dos artistas que aderiram ao Lulismo (lembra, tem que por a mão na merda!). 
Eles que consigam sua renda com as classes c e d, já que a classe media que os sustentou até hoje não merece consideração. 
4) Não terei mais empregados oriundos do norte-nordeste (curral eleitoral petista). Por que eles não utilizam um dos 'milhões de empregos gerados por este governo'? 
5) Depois de 25 anos pagando impostos , entrarei no seleto grupo de sonegadores. Usarei todos os artifícios possíveis para fugir da tributação, especialmente dos impostos federais (IR). Assim, este governo usará menos do meu dinheiro para financiar o MST, a Venezuela, a Bolívia e as 'ONG´s fajutas dos amigos do Lula'. 
6) Está abolida toda e qualquer 'gorjeta' ou 'caixinha' para carregadores, empacotadores, frentistas, e outros 'excluídos sociais'. Como a vida deles melhorou MUITO com este governo de esquerda', não precisam mais de esmolas. 
7) Não comprarei mais produtos e serviços de empresários que aderiram ao Lulismo. É só consultar a lista da reunião de apoio ao Lula, realizada em Setembro/06. Como a economia está 'uma beleza', eles não estão precisando de clientes da 'Elite Privilegiada' . 
8) As revistas, jornais e tv´s que defenderam os corruptos em troca de contratos oficiais estão eliminadas da minha vida (Isto É, Carta Capital, Globo, etc). A imprensa adesista é um 'câncer a ser combatido'. As tv´s que demitiram jornalistas que incomodaram o governo (lembra da Record com o Boris Casoy?) já deixaram de ser assistidas em casa. 
9) Só trabalho com serviços públicos privatizados. Como a 'Elite Privilegiada' defende a Privatização, usarei DHL ao invés dos Correios, não terei contas na CEF, B.Brasil e outros Órgãos Públicos Corruptos.
10) Estou avisando meus filhos : Namorados petistas serão convidados a não entrar em minha casa. E dinheiro da mesada que eu pago não financia balada e nem restaurante com petista. Sem Negociação. 
11) Não viajo mais para o Nordeste. Se tiver dinheiro, vou para o exterior, senão tiver vou para o Guarujá. O Brasil que eu vivo é o da 'Elite Privilegiada' , não vou dar PIB para inimigo. 
12) Não vou esquecer toda a sujeira que foi feita para a reeleição do 'Sapo Barbudo', nem os nomes dos seus autores. Os boatos maldosos da privatização ( Jacques Wagner, Tarso Genro, Ciro Gomes), a divisão do Brasil entre ricos e pobres ( Lula, José Dirceu), a Justiça comprada no STF (Nelson Jobin), a vergonha da Polícia Federal acobertando o PT (Tomás Bastos), a virulenta adesão do PMDB (Sarney, Calheiros, Quércia), a superexposição na mídia do Lula ( Globo) .. 
Sugiro que vocês comecem a defender sua ideologia e seu estilo de vida, senão, logo logo, teremos nosso patrimônio confiscado pela 'Ditadura do Proletariado' 
Estou de luto! O meu país morreu! 
- EU DESISTI DO BRASIL!!! 
Luiz Nassif

A ARMADILHA

‘A armadilha do plebiscito’, editorial do Estadão.

Publicado no Estadão desta quarta-feira
O PT está com pressa. Sabe que ganhou esta eleição presidencial por pouco e não quer correr o risco de receber o bilhete azul na próxima. Urge, portanto, “aperfeiçoar” o sistema representativo de modo a garantir um futuro sem surpresas desagradáveis nas urnas. É essa a razão pela qual Dilma Rousseff enfatizou, em seu discurso de vitória, a prioridade com que se dedicará doravante, entre todas as reformas que há muito tempo o País reclama, à reforma política. Com um detalhe que faz toda a diferença: uma reforma política cujo conteúdo será definido por plebiscito.

BASTIDORES

Os bastidores do vai e vem ministerial: os feridos, os fortalecidos e os irritados.

Luís Lima, Talita Fernandes e Naiara Infante Bertão
Dilma reeleita: corrida ministerial movimenta Brasília
Dilma reeleita: corrida ministerial movimenta Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters)
Prata da casa — Os que tinham a esperança de que Dilma escolhesse um nome de mercado para o Ministério da Fazenda terão de encarar os fatos: a presidente ficará mesmo com seu rebanho na hora de compor a equipe econômica. Nada de banqueiros. Tampouco vão embarcar economistas de linhagem diferente da desenvolvimentista. Até o momento, o mais cotado é Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Meses atrás, quando questionado pelo site de VEJA sobre o interesse, Barbosa negou. Contudo, nos bastidores, sabe-se que o economista se tornou figura frequente no bairro do Ipiranga, onde Lula mantém seu QG, em busca de apoio para a postulação. Dilma havia se mostrado reticente. Agora, encara o economista como uma saída mais sensata. "Ele seria uma boa escolha por ter bom trânsito no governo, no Congresso e entre os empresários", afirma um cacique petista.
Melhor que nada — No mercado financeiro, o nome de Barbosa não é malquisto como o de seu ex-chefe, Guido Mantega. "Não concordo com o que ele pensa. Mas o respeito como economista. Já o Mantega...", diz um gestor de fundos. Em Brasília, o sentimento é de que a presidente não morre de amores por ele, mas precisa de um ministro com características conciliadoras e que aceite, sem maiores crises, que o chefe da pasta será mesmo ela. Barbosa, por sua vez, não teria de trabalhar com seu desafeto Arno Augustin, que deixa a Secretaria do Tesouro Nacional ao final deste governo.
Fica, vai ter bolo — O atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, embora não seja aclamado pelo mercado, é visto pelos governistas como um nome que "não causa muitos problemas". O governo pode fazer, contudo, mudanças pontuais em algumas diretorias do BC. Já na Fazenda, o único dos atuais secretários que deve permanecer na pasta é Dyogo Oliveira, que ocupou a secretaria-executiva interinamente após a saída de Nelson Barbosa.
Quase lá — Para a pasta da Agricultura, a senadora Kátia Abreu é a número um da fila. Não é de hoje que a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) pavimenta seu caminho até a Esplanada. Nos dois últimos anos, principalmente em 2014, houve uma aproximação forte com a presidente Dilma. Kátia se tornou espécie de “consultora” para assuntos do agronegócio no Palácio do Planalto. A ‘amizade’ criou até mesmo desavenças na própria CNA, já que a senadora foi criticada por não fazer a oposição que as federações do setor exigiam. A trajetória política também foi providencial. A senadora deixou a oposição (DEM-TO) em 2011, transferiu-se ao PSD de Gilberto Kassab, apoiador de Dilma e, em seguida, ao PMDB, que é o ‘dono’ da pasta no governo.
Doce — Sem função parlamentar em 2015, depois da derrota nas eleições para governador do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves vem sendo sondado pelo governo para assumir a pasta da Previdência, que é comandada pelo seu tio, Garibaldi Alves. A aliados, o atual presidente da Câmara disse que, por ora, não aceitará o cargo. Voltará para Natal para cuidar dos negócios da família e militar pelo partido.
Prêmio de consolação — Dar a Previdência a Henrique Alves é a estratégia do governo para acalmar os ânimos do peemedebista depois da derrota que sofreu em seu estado natal. Alves ficou irado depois que o ex-presidente Lula apareceu apoiando seu adversário Robinson Faria (PSD-RN).
Nova ala — O atual ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, tem não apenas tentado se manter forte no governo, mas também procura emplacar nomes em outras pastas. Uma das tentativas de Mercadante é arrumar um substituto para Paulo Bernardo, que hoje ocupa o Ministério das Comunicações. Depois de o nome de Bernardo e de sua mulher, a senadora Gleisi Hoffman, aparecerem entre os possíveis favorecidos do esquema de corrupção da Petrobras, a base governista considera improvável que o ministro seja mantido.
Balão de ensaio — A escolha dos novos ministros do governo Dilma está dividida em várias frentes. De um lado, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, está conversando com os partidos aliados à sigla para dar início à distribuição de ministérios. Do outro, o articulador é o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que tem contado a diversos aliados os nomes que gostaria no governo, como forma de testá-los junto à opinião pública. Os rumores sobre o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, assumir a Fazenda são de autoria do ex-presidente.
Em alta — Novato na pasta, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, tem grandes chances de permanecer no cargo. Nos bastidores de Brasília, fala-se que seu nome é defendido com afinco por empresários da indústria farmacêutica. A maior dificuldade dos governistas no âmbito da Saúde seria, contudo, garantir um nome forte para a presidência da Anvisa — agência que foi fatiada entre diversos partidos. 
Órfão — Derrotado, o ex-ministro Alexandre Padilha (PT-SP) também poderia voltar para Brasília, já que ficou sem nenhum cargo. A dificuldade da volta está no fato de seu nome ter sido citado nas denúncias da Operação Lava-Jato, apesar de nada ter sido comprovado.
Pé na rua – Quem não ficará no governo são os ministros Guido Mantega (Fazenda), Marta Suplicy (Cultura) e Mauro Borges (Desenvolvimento). Mantega, que está no cargo há quase oito anos, já teve sua demissão anunciada durante a campanha presidencial. Marta deve sair por ter sido uma dos principais entusiastas do movimento "Volta, Lula". Já Borges assumiu o MDIC de forma quase que interina, quando Fernando Pimentel deixou a pasta para disputar o governo mineiro pelo PT. 
Direto de Minas — Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, é um dos mais cotados para assumir a pasta do Desenvolvimento no lugar de Mauro Borges. Petistas afirmam que, mesmo derrotado no Senado, Gomes fez a "lição de casa" durante as eleições

FORAM MAIS DE DEZ BILHÕES. FALTAM OS DOIS CHEFÕES DA QUADRILHA.

Petrobras: delatores vão devolver R$ 175 milhões.

Volume expressivo de dinheiro deve ser devolvido também por outros colaboradores, entre eles o executivo Júlio Camargo, da Toyo Setal.

COMEÇAMOS PAGANDO À CONTA


Na 1ª reunião após a reeleição de Dilma, BC surpreende e sobe juros.

Comitê de Política Monetária cita riscos para a inflação em 2015 e 2016. Mercado esperava manutenção da taxa em 11% ao ano.

DIÁRIO DOP PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 30 DE OUTUBRO DE 2014.
    Tentando se credenciar ao cargo de ministro das Cidades, o presidente do PSD, Gilberto Kassab (SP), articula a criação do Partido Liberal (PL) já no começo de 2015. Trata-se de uma manobra malandra para abrir brecha à filiação de deputados federais insatisfeitos nos atuais partidos, e loucos para aderir ao governo, sem o risco de perder mandatos. Após fundar o PL, Kassab vai fundi-lo ao PSD, que encolheu nas eleições.
  • Amigos de Kassab avaliam que o Partido Liberal não vai se manter vivo por mais de um mês, tempo suficiente para ser diluído no PSD.
  • Diferentemente do PSD, que começou como a terceira maior bancada, o Partido Liberal deve receber a filiação de apenas uns dez deputados.
  • Fundador do esquema do petrolão, o PP ainda tem expectativa de desbancar Gilberto Kassab para se manter no Ministério das Cidades.
  • Sumido desde que seu partido foi envolvido no Petrolão, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, reapareceu após a reeleição de Dilma.
  • Negócios da Petrobras, sob investigação do Tribunal de Contas da União, serão analisados durante a gestão do futuro presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, a partir de dezembro. Vários ministros do TCU andam preocupados com as atividades de um filho advogado de Cedraz, Tiago, que atuou na venda de uma refinaria da Petrobras para empresário argentino por uma “taxa de sucesso” de US$ 10 milhões.
  • Tiago Cedraz admitiu ao jornal O Globo, há um ano, defender cerca de 150 processos no TCU, e garantiu que seu pai se daria por impedido.
  • Aroldo Cedraz entregou ao TCU uma lista de advogados, incluindo o filho Tiago, cujos processos se considera impedido de examinar.
  • A atuação do filho, apesar do impedimento de Cedraz, constrange até os ministros que têm o futuro presidente no TCU em alta conta.
  • A derrubada dos “conselhos populares”, que introduziria no Brasil o sistema de “dedos duros” implantados na Venezuela e Cuba, foi uma demonstração de força Eduardo Cunha (PMDB). Por essa e outras, Dilma não quer ouvir falar na hipótese de vê-lo presidente da Câmara.
  • Por ignorância ou autoritarismo, o ministro Gilberto Carvalho atacou a Legislativo por derrubar as sinecuras petistas “conselhos populares”. O aliado Renan Calheiros reagiu: “Ele não está sabendo nem o que fala”.
  • Magoado com ex-presidente Lula, a quem atribui sua derrota ao governo potiguar, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), tem dito que não aceitaria assumir um ministério, em 2015.
  • Os embaixadores Mário Vilalva (Lisboa) e Mauro Vieira (Washington) são cotados para o cargo de secretário-geral, nº 2 do Itamaraty. Ambos têm trânsito desimpedido e de mão dupla entre tucanos e petistas.
  • Coordenador da transição em nome do eleito Rodrigo Rollemberg (PSB), Helio Doyle avalia que o futuro governo Distrito Federal deve ter no máximo 15 secretarias. A gestão de Agnelo Queiroz (PT) criou 39.
  • O deputado Miro Teixeira (PROS-RJ) avisou a lideranças da oposição que está à disposição para disputar a presidência da Câmara contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o candidato do PT, no ano que vem.
  • Derrotado para o governo do Maranhão, Lobão Filho (PMDB) é um poço de mágoas com a família Sarney, que não se envolveu na disputa. E facilitou a vida do governador eleito Flávio Dino (PCdoB).
  • Dilma quer a cúpula do PMDB mobilizando governadores eleitos de Alagoas, Rio Grande do Sul, Rondônia, Tocantins, Sergipe e Espírito Santo para inviabilizar Eduardo Cunha na presidência da Câmara.
  • Vendo os comparsas já em casa, no bem-bom, Henrique Pizzolato se arrependeu de fugir do Brasil para não passar uma temporada na Papuda?