02/10/2014

SÃO PAULO

São Paulo, o Estado-chave dessas eleições, acometido por uma seca.

Marina Rossi, El País
Uma crise no abastecimento de água de um Estado inteiro nos meses que antecedem as eleições poderia ser desastroso para qualquer governante que pretendesse ser reeleito. Mas não em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, com 31,5 milhões de eleitores (22% do total nacional).
Na última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada ontem, o governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 49% das intenções de voto, contra 23% de Paulo Skaf (PMDB) e 10% de Alexandre Padilha (PT). Embora Alckmin siga negando, 31 das 645 cidades paulistas já adotaram o racionamento de água por causa da crise hídrica, segundo um levantamento feito pelo jornal SPTV na semana passada.
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Protesto em Itu contra a falta d'água (Foto: Cassio Roosevelt / Reuters)Protesto em Itu contra a falta de água

DEBATE

O ibope do debate 1

Os candidatos
Os candidatos
O debate de ontem entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, na Globo, registrou 21 pontos de audiência, de acordo com o Ibope para o Grande Rio (um resultado bastante superior ao verificado em São Paulo).
Foram quatro pontos a mais do que a audiência da Globo na mesma faixa horária em comparação com a média das quatro terças-feiras anteriores. No mesmo horário, a Record obteve cinco pontos.
A propósito, houve ontem um embate entre política da vida real e da ficção. Na Globo, com seus debates com os candidatos ao governo. E na Record, teve a estreia da minissérie Plano Alto, que tem como pano de fundo as manifestações de junho de 2013. Em São Paulo, a emissora do bispo Edir Macedo registrou cinco pontos e, no Rio, quatro pontos.
Por Lauro Jardim

MARINA

Erros de Marina.

marina
Distante de Alckmin
A cúpula do PSB de São Paulo está irritada com a demora de Marina Silva em fazer um gesto favorável a Geraldo Alckmin. Até agora, Marina apenas autorizou que o material de campanha tenha a imagem dos dois no Estado. “É pouco”, reclama um dirigente.
Por Lauro Jardim

DÉFICIT

O bilionário déficit da conta-petróleo do Brasil.

Plataforma: cadê a autossuficiência?
Plataforma: cadê a autossuficiência?
A conta-petróleo (exportação de petróleo + derivados – importação de petróleo + derivados + gás natural) até agora, ou seja entre janeiro e agosto, alcançou um déficit de 10,6 bilhões de dólares.
E que não se espere alguma recuperação em setembro. No mês passado, houve um substancial aumento nas importações de petróleo e derivados, agravado pelo fato da menor exportação desses produtos. Quem analisar com lupa a balança comercial de setembro verificará que o vermelho do mês é de 2,3 bilhões de dólares.
Ou seja, nos nove primeiros meses do ano, o déficit da conta-petróleo chegou a 12,9 bilhões de dólares.
O que isso significa? Um crescimento em comparação ao já desastroso resultado dos nove primeiros meses de 2013, quando o déficit alcançou 10,9 bilhões de dólares.
Um resultado constrangedor para um país que, em 2005, comemorou a “autossuficiência do petróleo” com bumbo e retumbantes campanhas publicitárias.
Por Lauro Jardim

OAB


A OAB do Distrito Federal não tem vaga para Joaquim Barbosa. Os motivos são dois: vergonha na cara e excesso de altivez.

Joaquim-Barbosa-Foto-Nelson-Jr-STF1
Além de admiráveis mestres do Direito, juristas de fina linhagem e profissionais que amam a Justiça acima de todas as coisas, a Ordem dos Advogados do Brasil abriga bacharéis de quinta categoria, doutores em patifarias, rábulas mequetrefes, vigaristas de porta de cadeia, pombos-correio de organizações criminosas, coiteiros de matadores psicopatas, estafetas de narcotraficantes, gigolôs de extorsões trabalhistas, achacadores de agentes carcerários, contrabandistas de celulares, estupradores da lei, chicaneiros compulsivos, josés dirceus e outras ramificações degeneradas da grande tribo que tem nos tribunais seu habitat. Todos são portadores da carteirinha da OAB.
É tão portentoso e prolífico esse agrupamento de obscenidades que vai minguando o espaço ocupado pelos que simplesmente advogam — ou pretendem advogar, como Joaquim Barbosa. Nesta terça-feira, o país foi surpreendido pela notícia de que a OAB do Distrito Federal fechou as portas da entidade ao ex-ministro do Supremo. Presidente da seccional brasiliense e responsável pelo veto, um certo Ibaneis Rocha decidiu que Barbosa não merece exercer a profissão de advogado. Motivo: “falta de idoneidade moral”.
O episódio infame confirma que certas manifestações de covardia exigem mais coragem do que qualquer demonstração de bravura em combate: Ibaneis, admita-se, esbanja ousadia. O que falta ao relator do pedido de carteirinha é a vergonha na cara que sempre sobrou ao relator do processo do mensalão.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 2 DE OUTUBRO DE 2014
    A delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa com o Ministério Público Federal, prevê a adesão de suas filhas e genros ao mesmo acordo. Eles também são processados no âmbito da Operação Lava Jato e assumiram o compromisso de contar tudo o que sabem. A conta na Suíça, de 23 milhões de dólares, está no nome de Paulo Roberto Costa, de sua mulher, Marici, e da filha Arianna.
  • Costa tem 2,8 milhões de dólares no Royal Bank of Canada em Cayman em nome dos genros Marcio Lewcovicz e Humberto Mesquita.
  • O acordo de delação com o MPF livra Paulo Roberto Costa da cadeia, mas o manterá com “rabo preso” à Justiça pelos próximos vinte anos.
  • Além dos valores depositados em contas pessoais na Suíça e em Cayman, Paulo Roberto Costa criou lá fora 12 empresas offshores.
  • Costa vai indenizar a União R$ 5 milhões em 2 meses e entregará à Justiça lancha, imóveis e carrão presentado pelo megadoleiro Youssef.
  • Rival do petista e ex-assistente João Santana, o festejado marqueteiro Duda Mendonça, responsável pela eleição de Lula em 2002, está louco para participar do 2º turno da campanha presidencial. Competente e experiente, Duda – um dos raros absolvidos no caso do mensalão – operou um milagre em São Paulo: fez do empresário Paulo Skaf (PMDB), presidente da Fiesp, um candidato competitivo a governador.
  • Com Duda Mendonça, durante toda a campanha Paulo Skaf se manteve sempre à frente do candidato de Lula, Alexandre Padilha (PT).
  • Em eventual segundo turno, Duda Mendonça está disposto a atuar, dizem os amigos, tanto na campanha de Marina quanto na de Aécio.
  • Gilberto Kassab agora se queixa de que o ex-líder José Serra não o procurou para pedir a retirada da sua candidatura ao Senado.
  • Seguidores de Marina no Facebook cresceram quase dois terços, no último mês, em relação a Barack Obama, por exemplo. Entre políticos de todo o mundo, ela só fica atrás do premier da Índia, Narendra Modi.
  • Com a economia de Dilma degringolando, Lula soltou nova lorota, dizendo que se elegeu “sem pedir votos ao mercado”. Não fosse sua “Carta aos brasileiros”, com objetivo de acalmar o tal “mercado”, hoje ele continuaria sendo mais um mentiroso de porta de sindicato.
  • Enquanto as “curtidas” de Dilma Rousseff (-5%) e Marina Silva (-18,7%) diminuíram em relação à semana passada, no Facebook, Aécio viu sua popularidade crescer 14,4% no início da tarde de ontem.
  • Indagada sobre maioridade penal, a favorita ao Senado por Rondônia, Ivone Cassol, tascou: “Isso é para os jurista (sic) e os ambientalista (sic)”. Dr. Ulysses sempre respondia, ao ouvir queixa sobre a qualidade do Congresso: “Tá achando ruim? Então espere o próximo que vem aí.”
  • O PTB quer aumentar de 18 para 28 o número de deputados federais e manter a bancada no Senado com Fernando Collor (AL), Wilson Santiago (PB), Elmano Férrer (PI) e Mozarildo Cavalcanti (RR).
  • Michel Temer teme troco do PMDB em Dilma no 2º turno, cruzando os braços onde a eleição local estiver definida. Rui Falcão, presidente do PT, põe lenha na fogueira. Dilma o detesta, e é correspondida.
  • Os promotores Leonardo Bessa, Diaulas Ribeiro e Carlos Cantarutti estão na lista tríplice ao cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público do DF. Os nomes serão levados a Dilma.
  • Brasília experimenta dias de cidade cinematográfica. Em dois dias teve terrorista de araque e, agora, um tornado. O vendaval “F-0” serviu para a Inframérica justificar a inundação no check-in da TAM.
  • Com o engajamento dos Correios na campanha do PT, o slogan da estatal vai muar para “Mandou, votou”?

01/10/2014

DESCULPAS

NÃO PRIVATIZOU MAS ENTREGOU.

FOI!!!!!!!!!!


O PIOR VEM DEPOIS DAS ELEIÇÕES

DILEMA ENTRE AÉCIO E MARINA.

ESTADÃO

‘Dilma e a diplomacia petista’, editorial do Estadão.

Publicado no Estadão desta terça-feira
O vexame que a presidente Dilma Rousseff fez o País passar perante uma audiência mundial, ao utilizar a tribuna da ONU para fazer campanha eleitoral, não resultou apenas de reles cálculo marqueteiro. É a consequência natural de uma visão distorcida do que vem a ser o interesse nacional, deliberadamente confundido com o interesse do partido ao qual Dilma pertence. Logo, ao defender na ONU as supostas realizações da era lulopetista, como se elas qualificassem o Brasil no cenário internacional, Dilma sacramentou a diplomacia partidária que vem carcomendo a credibilidade brasileira. Essa crença de que a política externa do País não pode ser “apenas uma política de Estado” foi reafirmada pela presidente, com essas exatas palavras, em entrevista à revista Política Externa, a propósito de seus planos para as relações exteriores, caso seja reeleita.

AUGUSTO NUNES


O vídeo informa: o poste instalado no Planalto debocha das lágrimas alheias, mas chora até por maus defuntos.

Na noite de 11 de setembro, sentada no banco de trás do carro que seguia para o hotel no Rio, a repórter da Folha que acompanhava Marina Silva perguntou à candidata o que achara dos ataques que Lula lhe fizera na véspera. Segundo a jornalista, Marina teve de conter o choro enquanto murmurava, com voz embargada, que não pretendia revidar às agressões verbais. A reação naturalíssima, que não valia mais que uma nota no pé da página, foi noticiada com destaque. E Dilma Rousseff, instruída pelo marqueteiro João Santana, tentou transformar o choro que ninguém viu na prova definitiva de que Marina não pode governar o país.
Para ensinar que presidenta não chora, caprichou no dilmês castiço: “Presidente da República sofre pressão 24 horas por dia. Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, se não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República”. Conversa de 171, prova o vídeo abaixo, que registra a troca da guarda no Ministério da Pesca ocorrida em 2 de março de 2012.
O poste que Lula instalou no Planalto por pouco não derramou lágrimas de esguicho ao despedir-se do companheiro Luiz Sérgio. Meses antes, o deputado fluminense cedera a Ideli Salvatti o Ministério de Relações Institucionais e tivera de consolar-se com a missão de administrar bagres e lambaris. Meses depois, foi despejado de novo para abrir espaço ao senador Marcelo Crivella, do PRB fluminense.
O vídeo informa: a presidente que debocha das lágrimas alheias chora até por maus defuntos.

AÉCIO


Aécio ressuscita o sonho do segundo turno.

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A pesquisa Datafolha que acaba de ser divulgada mostra Aécio Neves a um passo do segundo turno. A vantagem de Marina Silva sobre o senador tucano, que chegou a 20 pontos porcentuais no início de setembro, caiu para 5. Com 20%, o candidato do PSDB tentará ultrapassar os 25% de Marina com ataques simultâneos em três frentes: São Paulo, Minas Gerais e o difuso território que abriga eleitores oposicionistas decididos a votar em quem tiver mais chances de vencer Dilma Rousseff.
Aécio acredita que, com os ventos do voto útil soprando a seu favor, ficará menos complicado conquistar o apoio da multidão de mineiros e paulistas que, historicamente simpáticos ao PSDB, ainda não encontraram motivos para transformar o senador em presidente. A paisagem política recomenda que a ofensiva se estenda a uma quarta frente, povoada por brasileiros ainda à espera de um porta-voz da indignação provocada pelo mais corrupto dos governos.
Faltam quatro dias para a eleição. Na mais surpreendente disputa presidencial da história republicana, 96 horas são uma eternidade.

DELAÇÃO

Defesa de Youssef quer acesso à delação de PRC.

Depoimento na CPI de compadres
Despertando curiosidades
Não são apenas Dilma Rousseff e os parlamentares que andam loucos para conhecer integralmente a delação premiada de Paulo Roberto Costa. Alberto Youssef e seus colegas também.
Homologado o acordo da delação de PRC, os advogados do doleiro e dos demais envolvidos na Operação Lava-Jato irão à Justiça Federal do Paraná pedir acesso ao documento.
Além do conteúdo bombástico, no caso dos suspeitos, a turma quer saber o que PRC conseguiu barganhar com o Ministério Público para topar contar o que sabe.
Por Lauro Jardim

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

  • 1 DE OUTUBRO DE 2014
    A agenda do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, divulgada por sua assessoria, omite sua passagem por Belo Horizonte, na semana passada, quando participou de reunião para celebrar o papel decisivo da estatal na melhoria do desempenho, nas pesquisas, da presidenta Dilma e do candidato do PT a governador, Fernando Pimentel. A reunião, gravada em vídeo, foi revelada ontem no site Diário do Poder.
  • Ao tomar conhecimento do vídeo da reunião em BH, a estatal Correios informou que Wagner Pinheiro teve “reuniões de trabalho” na cidade.
  • Na reunião dos Correios, o deputado estadual petista Durval Ângelo atribui o crescimento de Dilma e Pimentel à “capilaridade” dos Correios.
  • O discurso deputado petista é aplaudido por militantes que, segundo denúncias, aumentaram em 15 vezes os próprios ganhos nos Correios.
  • Funcionários denunciam que a direção dos Correios faz “reuniões de serviço”, como a de BH, para dar instruções de engajamento eleitoral.
  • Em pé de guerra com Paulo Skaf, candidato pelo PMDB ao governo de São Paulo, o vice Michel Temer autorizou a debandada de 70 prefeitos peemedebistas, que agora apoiam a reeleição do tucano Geraldo Alckmin. O gesto do vice-presidente objetiva não só se vingar de Skaf, que se negou a apoiar a chapa Dilma/Michel, como também obter uma certa neutralidade de Alckmin em eventual 2º turno contra Marina Silva.
  • Os prefeitos foram liberados por Michel Temer para Alckmin com a condição de ficarem à vontade para apoiar a reeleição de Dilma.
  • Alckmin tem outro bom motivo para não se opor a Dilma: com Marina, José Serra poderia virar ministro e tentar as presidenciais de 2018.
  • Aecistas do PSDB acusam Alckmin de fazer corpo mole, assim como o senador mineiro não arregaçou as mangas por ele, em 2006.
  • O PP deve reunir a Executiva Nacional só depois da eleição para votar expulsão do simulacro de terrorista Jac Souza Santos. A decisão ainda terá de ser ratificada no conselho de ética (sim, existe) do partido.
  • A equipe de campanha de Otto Alencar (PSD-BA) ao Senado está preocupada com o impacto eleitoral de vídeo espalhado em que ele, vice-governador, desdenha dos votos de policiais e professores.
  • A oposição desconfia que o sequestro trapalhão, em Brasília, teria sido “armado” para ofuscar a repercussão de outra trapalhada: o discurso de Dilma na ONU criticando o combate a terroristas islâmicos cruéis.
  • Como não tem consulado, os 40 mil brasileiros que vivem em Seattle (EUA) terão de viajar 1.300 quilômetros ou pagar passagem de avião para votar em São Francisco, domingo, nas eleições presidenciais.
  • Apesar de ter compartilhado o palanque com Aécio Neves (PSDB), dias atrás, Paulo Bornhausen (PSB-SC) acredita que a queda de Marina Silva (PSB) nas pesquisas não vai retirá-la da disputa no 2º turno.
  • Michel Temer gravou mensagem de apoio a Zeca Melo, presidente da juventude do PMDB, candidato a deputado federal no Paraná, e não para Zeca Dirceu (PT), filho do ex-ministro José Dirceu.
  • O PSB sofreu o terceiro ataque hacker em de 30 dias. Desta vez, o alvo foi o site PSB-PE. O presidente do diretório pernambucano, Sileno Guedes, creditou o ataque ao “desespero” dos adversários.
  • No Distrito Federal, mais da metade da bancada deve mudar, na Câmara dos Deputados. Dos oito atuais ocupantes das vagas, só três podem ser reeleitos: Erika Kokay e Policarpo, do PT, e Izalci (PSDB).
  • Na capital do Brasil, até sequestradores malucos têm aspirações políticas.

30/09/2014

PESQUISA

Eleições 2014

Datafolha: Dilma tem 40%, Marina, 25%, e Aécio, 20%

No segundo turno, petista teria 49%, contra 41% da candidata do PSB. Em outra simulação, Dilma teria 50%, contra 41% do tucano Aécio Neves